{"id":2057,"date":"2018-05-03T14:11:41","date_gmt":"2018-05-03T17:11:41","guid":{"rendered":"http:\/\/www.adagri.ce.gov.br\/?page_id=2057"},"modified":"2020-10-27T14:21:39","modified_gmt":"2020-10-27T17:21:39","slug":"defesa-animal-2","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.ce.gov.br\/adagri\/defesa-animal-2\/","title":{"rendered":"Defesa Animal"},"content":{"rendered":"<div class=\"wrapper container\">\n<div class=\"\">\n<h2 class=\"titulo \">Defesa Animal<\/h2>\n<h3 style=\"background-color: #f7683b;color: #fff;padding: 5px\">Febre Aftosa<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>A Doen\u00e7a<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Doen\u00e7a infecciosa aguda, causada por v\u00edrus, altamente contagiosa que atinge os bovinos, b\u00fafalos, ovinos, caprinos e su\u00ednos. Causa febre, seguida do aparecimento de ves\u00edculas (aftas) principalmente na boca e nos cascos, dificultando a movimenta\u00e7\u00e3o e alimenta\u00e7\u00e3o dos animais, o que acarreta elevada e r\u00e1pida perda de peso e queda na produ\u00e7\u00e3o de leite, tendo como consequ\u00eancia grandes preju\u00edzos na explora\u00e7\u00e3o pecu\u00e1ria. O v\u00edrus est\u00e1 presente no epit\u00e9lio e fluido das ves\u00edculas e tamb\u00e9m pode ser encontrado no sangue, saliva, leite, urina e nas fezes dos animais afetados. Qualquer objeto contaminado com uma dessas fontes de infec\u00e7\u00e3o torna-se uma perigosa fonte de transmiss\u00e3o da doen\u00e7a de um rebanho a outro. Os animais contraem o v\u00edrus por contato direto com outros animais infectados ou por alimentos e objetos contaminados. A doen\u00e7a \u00e9 transmitida pela movimenta\u00e7\u00e3o de animais, pessoas, ve\u00edculos e outros objetos contaminados pelo v\u00edrus. Pessoas que lidaram com animais doentes tamb\u00e9m podem transmitir o v\u00edrus por meio de suas m\u00e3os, roupas e cal\u00e7ados.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div class=\"wrapper container\">\n<div class=\"\">\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Preju\u00edzos<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A principal consequ\u00eancia da ocorr\u00eancia da febre aftosa \u00e9 econ\u00f4mica. Devido ao alto poder de difus\u00e3o do v\u00edrus e aos impactos econ\u00f4micos provocados pela doen\u00e7a, os pa\u00edses e \u00e1reas livres de febre aftosa estabelecem fortes barreiras \u00e0 entrada de animais suscept\u00edveis e seus produtos oriundos de regi\u00f5es com febre aftosa. Assim, basta apenas um foco desta doen\u00e7a (uma propriedade atingida) para haver restri\u00e7\u00e3o ao mercado internacional, e at\u00e9 mesmo ao mercado nacional, j\u00e1 que animais e produtos de origem animal ficam proibidos de serem comercializados para pa\u00edses livres ou \u00e1reas livres de febre aftosa. Essas barreiras t\u00eam efeitos negativos sobre a pecu\u00e1ria e na economia do pa\u00eds, com graves consequ\u00eancias sociais.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div class=\"wrapper container\">\n<div class=\"\">\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>\u00c1rea Livre<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O Cear\u00e1 \u00e9 uma \u00c1rea Livre de Febre Aftosa Com Vacina\u00e7\u00e3o, reconhecida pela Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade Animal \u2013 OIE. Encontram-se nesta mesma condi\u00e7\u00e3o sanit\u00e1ria outros 23 estados e o Distrito Federal.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div class=\"wrapper container\">\n<div class=\"\">\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Como combater a febre aftosa?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A vacina\u00e7\u00e3o tem papel fundamental na preven\u00e7\u00e3o e erradica\u00e7\u00e3o da febre aftosa.<br \/>\nA forma mais eficiente, pr\u00e1tica e barata de preven\u00e7\u00e3o \u00e9 por meio da vacina\u00e7\u00e3o dos bovinos e b\u00fafalos, durante as campanhas de vacina\u00e7\u00e3o que ocorrem a cada seis meses, sempre em maio e novembro. Na etapa de maio \u00e9 obrigat\u00f3ria a vacina\u00e7\u00e3o dos bovinos e b\u00fafalos, independente da idade dos animais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Al\u00e9m da vacina\u00e7\u00e3o, outra estrat\u00e9gia fundamental \u00e9 a vigil\u00e2ncia sanit\u00e1ria, com destaque para o cadastramento do setor pecu\u00e1rio e o controle do tr\u00e2nsito de animais, visando impedir que animais contaminados entrem no Estado. Por isso s\u00e3o feitas as fiscaliza\u00e7\u00f5es do transporte animais.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div class=\"wrapper container\">\n<div class=\"\">\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Procedimentos na Campanha de Vacina\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">As Campanhas de Vacina\u00e7\u00e3o Contra Febre Aftosa ocorrem nos meses de maio e novembro. A vacina\u00e7\u00e3o e sua comprova\u00e7\u00e3o s\u00e3o obrigat\u00f3rias. A comprova\u00e7\u00e3o deve ser feita at\u00e9 o dia 30 de novembro nos N\u00facleos Locais da ADAGRI ou EACs (EMATERCE ou Secretarias de Agricultura do munic\u00edpio);<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O produtor deve comprar a vacina nas casas agropecu\u00e1rias. Ao comprar a vacina deve obter a Nota Fiscal de compra da vacina e o Comprovante de Vacina\u00e7\u00e3o e Atualiza\u00e7\u00e3o Cadastral.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A dose da vacina \u00e9 de 5 ml para todos os animais, independente do peso e tamanho. A vacina\u00e7\u00e3o somente deve ser realizada em bovinos e b\u00fafalos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Preencher a Declara\u00e7\u00e3o de Vacina\u00e7\u00e3o e Atualiza\u00e7\u00e3o Cadastral, relacionando corretamente a quantidade de animais existentes e de animais vacinados, por sexo e por idade. A quantidade de animais relacionada no Comprovante ser\u00e1 cadastrada na ADAGRI e, portanto, deve ser exatamente igual ao existente na propriedade. Assim, o produtor deve aproveitar a vacina\u00e7\u00e3o para contagem dos animais e, somente depois, preencher a Declara\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Para fazer a declara\u00e7\u00e3o da vacina\u00e7\u00e3o nos N\u00facleos Locais da ADAGRI e EACs: levar a Declara\u00e7\u00e3o de Vacina\u00e7\u00e3o e Atualiza\u00e7\u00e3o Cadastral e a C\u00f3pia da Nota Fiscal da compra da vacina.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Se mais de um produtor fizer a vacina\u00e7\u00e3o em conjunto, deve ser preenchido uma Declara\u00e7\u00e3o para cada produtor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Se o produtor tiver mais de uma propriedade, deve ser preenchido uma Declara\u00e7\u00e3o para cada uma delas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Se numa mesma propriedade tiver a cria\u00e7\u00e3o de bovinos e b\u00fafalos, preencher uma \u00fanica Declara\u00e7\u00e3o, entretanto informar o quantitativo por idade e sexo para cada esp\u00e9cie de animal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Qualquer d\u00favida, procure esclarecimento nos <a style=\"color: #fc6836\" href=\"\/unidades-atendimento\/\">N\u00facleos Locais de sua regi\u00e3o<\/a>.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div class=\"wrapper container\">\n<div class=\"\">\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Recomenda\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">a) Sempre conservar a vacina em local resfriado, na geladeira ou caixa isot\u00e9rmica com gelo; nunca expor ao sol. Somente transportar a vacina da loja agropecu\u00e1ria at\u00e9 a propriedade em caixa isot\u00e9rmica com gelo, mantendo-a refrigerada at\u00e9 o momento da aplica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">b) Aplicar a vacina com agulhas e seringas bem limpas e desinfetadas para evitar contamina\u00e7\u00f5es (antes de usar, deixe a seringa e agulhas em \u00e1gua fervente por 10 minutos). Agite bem o frasco antes de usar. Aplique com calma a vacina nos animais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">c) A dose a ser aplicada \u00e9 de 5 ml, para todas as idades, tamanho e peso do animal. Essa \u00e9 a dose correta, nunca aplique menos do que essa dosagem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">d) Aplicar a vacina na t\u00e1bua do pesco\u00e7o, via subcut\u00e2nea ou intramuscular. Evite aplicar no posterior (\u201ctraseiro\u201d) do animal que \u00e9 regi\u00e3o de carne nobre.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">e) Realizar a vacina\u00e7\u00e3o o quanto antes, n\u00e3o deixando para os \u00faltimos dias da campanha.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">f) E ter o cuidado de n\u00e3o deixar para comprovar nos \u00faltimos dias<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div class=\"wrapper container\">\n<div class=\"\">\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Obrigatoriedade da Vacina\u00e7\u00e3o e da Comprova\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A aquisi\u00e7\u00e3o e aplica\u00e7\u00e3o da vacina contra a febre aftosa \u00e9 de responsabilidade dos propriet\u00e1rios dos animais. A vacina\u00e7\u00e3o e a comprova\u00e7\u00e3o s\u00e3o obrigat\u00f3rias, estando previstas em legisla\u00e7\u00e3o estadual.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A n\u00e3o vacina\u00e7\u00e3o ou n\u00e3o comprova\u00e7\u00e3o implica em multa m\u00ednima de 05 UFIRCE variando conforme o n\u00famero de animais.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div class=\"wrapper container\">\n<div class=\"\">\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Comprova\u00e7\u00e3o online<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O produtor pode realizar a comprova\u00e7\u00e3o da vacina\u00e7\u00e3o pela internet, acessando a p\u00e1gina da ADAGRI (www.adagri.ce.gov.br). Ser\u00e1 feita em duas etapas: 1\u00b0) cadastro da venda da vacina pelo revendedor e 2\u00b0) comprova\u00e7\u00e3o pelo produtor. Ao acessar o link na p\u00e1gina da ADAGRI, haver\u00e1 instrutivo sobre esta forma de comprova\u00e7\u00e3o. O produtor somente conseguir\u00e1 efetuar a comprova\u00e7\u00e3o pela internet ap\u00f3s o revendedor tamb\u00e9m ter cadastrado a venda da vacina.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div class=\"wrapper container\">\n<div class=\"\">\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Atualiza\u00e7\u00e3o do Cadastro<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Dados corretos no cadastro s\u00e3o fundamentais para a defesa sanit\u00e1ria animal, por isso a Declara\u00e7\u00e3o de Vacina\u00e7\u00e3o e Atualiza\u00e7\u00e3o Cadastral \u00e9 tamb\u00e9m utilizado para a atualiza\u00e7\u00e3o do cadastro do produtor no banco de dados da ADAGRI. Assim, todo propriet\u00e1rio de bovinos e b\u00fafalos \u00e9 obrigado a informar a rela\u00e7\u00e3o de todos os animais existentes na propriedade, preenchendo corretamente a declara\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div class=\"wrapper container\">\n<div class=\"\">\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Transporte de Animais<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Importante: durante a campanha de vacina\u00e7\u00e3o, o transporte de bovinos e b\u00fafalos somente ser\u00e1 autorizado ap\u00f3s a realiza\u00e7\u00e3o da vacina\u00e7\u00e3o e da comprova\u00e7\u00e3o, tendo que aguardar o prazo previsto para movimenta\u00e7\u00e3o, ap\u00f3s a aplica\u00e7\u00e3o da vacina. O transporte de animais somente deve ser realizado com a GTA &#8211; Guia de Tr\u00e2nsito Animal. A GTA deve ser retirada para toda movimenta\u00e7\u00e3o de animais (entrada e sa\u00edda da propriedade), mesmo quando realizada dentro do mesmo munic\u00edpio e entre vizinhos.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div class=\"wrapper container\">\n<div class=\"\">\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Rebanho Bov\u00eddeo do Cear\u00e1<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Conforme dados obtidos na etapa de vacina\u00e7\u00e3o de nov\/16, o Estado do Cear\u00e1 possui um rebanho de 2.474.634 de bovinos e 1.381 b\u00fafalos, distribu\u00eddos em 179.035 explora\u00e7\u00f5es pecu\u00e1rias.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div class=\"wrapper container\">\n<div class=\"\">\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Coordena\u00e7\u00e3o Estadual do Programa de Erradica\u00e7\u00e3o da Febre Aftosa<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Finalidade<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Estabelecer e executar medidas de seguran\u00e7a que previnam a introdu\u00e7\u00e3o da febre aftosa, dando atendimento imediato a qualquer suspeita da enfermidade e a erradica\u00e7\u00e3o de focos que venham a ocorrer no Estado do Cear\u00e1.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div class=\"wrapper container\">\n<div class=\"\">\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>A\u00e7\u00f5es desenvolvidas<\/strong><\/p>\n<p>Cadastramento das propriedades com esp\u00e9cies suscet\u00edveis (bovinos, bufalinos, ovinos, caprinos e su\u00ednos);<\/p>\n<p>Vigil\u00e2ncia sanit\u00e1ria;<\/p>\n<p>Campanhas de vacina\u00e7\u00e3o contra febre aftosa;<\/p>\n<p>Controle do tr\u00e2nsito de animais suscet\u00edveis bem como dos produtos de origem animal;<\/p>\n<p>Fiscaliza\u00e7\u00e3o de aglomera\u00e7\u00f5es de animais (exposi\u00e7\u00f5es, leil\u00f5es, feiras de animais, dentre outros);<\/p>\n<p>Atendimento a suspeitas de enfermidades confund\u00edveis com a febre aftosa;<\/p>\n<p>Elabora\u00e7\u00e3o de normas sanit\u00e1rias;<\/p>\n<p>Execu\u00e7\u00e3o de medidas que assegurem ao rebanho cearense a condi\u00e7\u00e3o de &#8220;\u00e1rea livre de febre aftosa&#8221;;<\/p>\n<p>Educa\u00e7\u00e3o sanit\u00e1ria, visando orienta\u00e7\u00e3o de produtores na preven\u00e7\u00e3o da febre aftosa.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<p><span style=\"letter-spacing: 0.02px\">\u00a0<\/span><\/p>\n<div class=\"wrapper container\">\n<div class=\"\">\n<h3 style=\"background-color: #f7683b;color: #fff;padding: 5px\">Peste Su\u00edna<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Hist\u00f3rico<\/strong><br \/>\nAs atividades de combate \u00e0 Peste Su\u00edna Cl\u00e1ssica \u2013 PSC foram iniciadas em zonas selecionadas prioritariamente segundo a import\u00e2ncia econ\u00f4mica da regi\u00e3o produtora de su\u00eddeos e a exist\u00eancia de condi\u00e7\u00f5es epidemiol\u00f3gicas favor\u00e1veis para a obten\u00e7\u00e3o de zonas livres, com o prop\u00f3sito final de erradica\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a no Territ\u00f3rio Nacional.<br \/>\nO Programa Nacional de Controle e Erradica\u00e7\u00e3o da Peste Su\u00edna Cl\u00e1ssica foi implantado em 1992, inicialmente em munic\u00edpios cont\u00edguos pertencentes aos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paran\u00e1. De forma progressiva, o Programa foi estendido aos outros munic\u00edpios desses tr\u00eas estados e, posteriormente, aos demais estados brasileiros.<br \/>\nEm 04 de janeiro de 2001, atrav\u00e9s da Instru\u00e7\u00e3o Normativa n\u00ba 1, o Ministro de Estado da Agricultura, Pecu\u00e1ria e Abastecimento declarou a regi\u00e3o formada pelos Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paran\u00e1, S\u00e3o Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goi\u00e1s, Tocantins, Rio de Janeiro, Esp\u00edrito Santo, Bahia, Sergipe e Distrito Federal como Zona Livre de Peste Su\u00edna Cl\u00e1ssica.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Justificativa<\/strong><br \/>\nPor mais rigorosas que sejam as medidas sanit\u00e1rias de prote\u00e7\u00e3o adotadas por um pa\u00eds, regi\u00e3o ou zona livre de uma doen\u00e7a, n\u00e3o se tem a garantia absoluta da n\u00e3o introdu\u00e7\u00e3o ou reintrodu\u00e7\u00e3o do agente infeccioso.<br \/>\nNa atualidade, em decorr\u00eancia dos avan\u00e7os tecnol\u00f3gicos, intensificou-se o tr\u00e2nsito internacional de pessoas, animais, materiais de multiplica\u00e7\u00e3o animal, produtos e subprodutos de origem animal, aumentando o risco da dissemina\u00e7\u00e3o de doen\u00e7as entre os pa\u00edses.<br \/>\nQuando uma doen\u00e7a \u00e9 introduzida em um pa\u00eds ou zona at\u00e9 ent\u00e3o livres, as a\u00e7\u00f5es a serem adotadas objetivando a sua erradica\u00e7\u00e3o dever\u00e3o ocorrer de forma en\u00e9rgica, r\u00e1pida e eficaz. Para isto, torna-se necess\u00e1rio manter uma organiza\u00e7\u00e3o adequada, pessoal treinado, respaldo legal, equipamentos e materiais adequados e fundos financeiros suficientes.<br \/>\nA Peste Su\u00edna Cl\u00e1ssica \u00e9 classificada como doen\u00e7a da lista A da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sanidade Animal &#8211; OIE e sua ocorr\u00eancia acarreta graves conseq\u00fc\u00eancias ao bem estar animal, \u00e0 produ\u00e7\u00e3o suin\u00edcola, \u00e0s exporta\u00e7\u00f5es de animais e seus produtos e ao meio ambiente. Esta enfermidade \u00e9 altamente transmiss\u00edvel, apresenta grande poder de difus\u00e3o e especial gravidade, que pode estender-se al\u00e9m das fronteiras nacionais, trazendo preju\u00edzos socioecon\u00f4micos e sanit\u00e1rios graves, dificultando ou impossibilitando o com\u00e9rcio internacional de animais e produtos de origem animal.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Objetivo<\/strong><br \/>\nOrientar as a\u00e7\u00f5es e procedimentos para a precoce e imediata notifica\u00e7\u00e3o e confirma\u00e7\u00e3o de suspeitas de Peste Su\u00edna Cl\u00e1ssica no Territ\u00f3rio Nacional, adotando as medidas de defesa sanit\u00e1ria, visando a sua erradica\u00e7\u00e3o, no menor espa\u00e7o de tempo e \u00e0 retomada da condi\u00e7\u00e3o sanit\u00e1ria de livre da PSC. Para se alcan\u00e7ar este objetivo, torna-se imprescind\u00edvel dispor-se de um PLANO DE CONTING\u00caNCIA que estabele\u00e7a, passo a passo, todas as medidas sanit\u00e1rias necess\u00e1rias.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a style=\"color: #f7683b\" href=\"https:\/\/www.adagri.ce.gov.br\/Docs\/menu\/peste_suina_classica_plano_de_contingencia.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><img decoding=\"async\" style=\"margin: 0px\" src=\"\/wp-content\/themes\/ceara2017\/assets\/images\/icon-pdf.png\" \/>\u00a0PLANO DE CONTING\u00caNCIA PARA PESTE SU\u00cdNA CL\u00c1SSICA<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3 style=\"background-color: #f7683b;color: #fff;padding: 5px\">Raiva dos Herb\u00edvoros<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>A Doen\u00e7a<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A raiva dos herb\u00edvoros \u00e9 respons\u00e1vel por enormes preju\u00edzos econ\u00f4micos diretos. Na Am\u00e9rica Latina, o preju\u00edzo \u00e9 da ordem de 30 milh\u00f5es de d\u00f3lares\/ano, sendo que no Brasil este valor se aproxima de 15 milh\u00f5es de d\u00f3lares, com a morte de cerca de 40.000 cabe\u00e7as bovinas. Os preju\u00edzos indiretos, no Brasil, est\u00e3o calculados em 22,5 milh\u00f5es de d\u00f3lares.<br \/>\nRessalta-se que esta situa\u00e7\u00e3o ocorre na Am\u00e9rica Latina em fun\u00e7\u00e3o da presen\u00e7a do morcego hemat\u00f3fago Desmodus rotundus apenas na faixa compreendida entre o M\u00e9xico e a regi\u00e3o central da Argentina, sendo esta esp\u00e9cie de quir\u00f3ptero a mais importante na transmiss\u00e3o na raiva dos herb\u00edvoros.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Sintomas da raiva em herb\u00edvoros<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O per\u00edodo de incuba\u00e7\u00e3o \u00e9 vari\u00e1vel, por\u00e9m o mais comum \u00e9 entre 25 e 90 dias. Depende da susceptibilidade do animal, do estado imunit\u00e1rio, da idade, do local da mordedura e da quantidade de v\u00edrus inoculado.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Sintomas em bovinos<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A forma mais freq\u00fcente em bovinos \u00e9 a paral\u00edtica. Os sintomas iniciais s\u00e3o: isolamento do animal, tristeza, hiperexcitabilidade. A seguir, surgem sintomas que sugerem engasgo, hipersaliva\u00e7\u00e3o, tremores musculares, paralisia dos membros posteriores, os animais caem e apresentam movimentos de pedalagem; a morte ocorre entre 3 e 5 dias do in\u00edcio dos sintomas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Sintomas em eq\u00fcideos<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Prurido intenso no local de penetra\u00e7\u00e3o do v\u00edrus, intranq\u00fcilidade, apetite depravado, retrovers\u00e3o patol\u00f3gica dos l\u00e1bios, andar cambaleante e incoordena\u00e7\u00e3o motora.<br \/>\nMedidas de Controle<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Para o adequado controle da raiva dos herb\u00edvoros, tr\u00eas medidas devem ser adotadas sistematicamente: vacina\u00e7\u00e3o, controle populacional do morcego hemat\u00f3fago e atendimento de foco.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Vacina\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O v\u00edrus da raiva \u00e9 um v\u00edrus que possui RNA, pertencente \u00e0 fam\u00edlia Rhabdoviridae, g\u00eanero Lyssavirus.O animal deve estar h\u00edgido, no momento da vacina\u00e7\u00e3o, para que outros processos metab\u00f3licos e patol\u00f3gicos n\u00e3o interfiram na resposta imunol\u00f3gica. Os cuidados de vacina\u00e7\u00e3o devem ser adequados quanto \u00e0 via de aplica\u00e7\u00e3o, dose, tipo de vacina e, principalmente, conserva\u00e7\u00e3o do produto, tanto no momento da vacina\u00e7\u00e3o<br \/>\ncomo desde a sua produ\u00e7\u00e3o.<br \/>\nControle da popula\u00e7\u00e3o de morcegos hemat\u00f3fagos<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">As condi\u00e7\u00f5es de meio ambiente existentes no Brasil v\u00eam favorecendo o aumento da popula\u00e7\u00e3o de morcegos hemat\u00f3fagos. Considerando a circula\u00e7\u00e3o do v\u00edrus da raiva entre as popula\u00e7\u00f5es de quir\u00f3pteros (ciclo a\u00e9reo da raiva), e a import\u00e2ncia do morcego hemat\u00f3fago na epidemiologia desta doen\u00e7a nos herb\u00edvoros, medidas criteriosas e efetivas de controle devem ser seguidas. Atualmente, a medida oficial de controle adotada baseia-se no uso da pasta vampiricida (\u00e0 base de subst\u00e2ncias anticoagulantes), seja nos morcegos hemat\u00f3fagos ou nas mordeduras nos animais agredidos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Atendimento de focos<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Quando da comunica\u00e7\u00e3o de um caso suspeito de raiva em herb\u00edvoros, deve ser feita uma visita \u00e0 propriedade e entrevistas com as pessoas ali residentes e\/ou presentes, para que se conhe\u00e7am pormenores da ocorr\u00eancia da raiva. Deve ser feita tamb\u00e9m a avalia\u00e7\u00e3o da sintomatologia dos animais suspeitos e exames cl\u00ednicos de todos os animais do rebanho que estejam apresentando sintomas. A colheita de material para exame laboratorial tamb\u00e9m \u00e9 indispens\u00e1vel. Somente exame laboratorial pode confirmar ou descartar o diagn\u00f3stico cl\u00ednico.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3 style=\"background-color: #f7683b;color: #fff;padding: 5px\">Gripe Avi\u00e1ria<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>A Doen\u00e7a<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A gripe avi\u00e1ria \u00e9 uma doen\u00e7a ocasionada pelo v\u00edrus da influenza (gripe) tipo A,cujas cepas ou subtipos s\u00e3o classificados de baixa ou de alta patogenicidade, de acordo com a capacidade de provocarem doen\u00e7a leve ou grave nas aves. O v\u00edrus da influenza tipo A pode infetar uma grande variedade de esp\u00e9cies animais, incluindo humanos, eq\u00fcinos, su\u00ednos, mam\u00edferos marinhos e aves. Todas as aves s\u00e3o consideradas suscet\u00edveis \u00e0 infec\u00e7\u00e3o, embora algumas esp\u00e9cies sejam mais resistentes que outras. A doen\u00e7a provoca v\u00e1rios sintomas nas aves, os quais variam de uma forma leve at\u00e9 uma doen\u00e7a altamente contagiosa e extremamente fatal que pode resultar em grandes epidemias. Esta \u00e9 conhecida como \u201cgripe avi\u00e1ria de alta patogenicidade\u201d e se caracteriza por in\u00edcio s\u00fabito, sintomas graves e morte r\u00e1pida, com taxa de mortalidade pr\u00f3xima a 100%. Existem v\u00e1rios subtipos do v\u00edrus da influenza tipo A que infetam as aves, mas todos os surtos da forma de maior patogenicidade s\u00e3o causados pelos subtipos H5 e H7.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Transmiss\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A transmiss\u00e3o do v\u00edrus entre diferentes esp\u00e9cies de aves d\u00e1-se por contatos diretos ou indiretos de aves dom\u00e9sticas com aves aqu\u00e1ticas migrat\u00f3rias (principalmente patos selvagens), as quais s\u00e3o reservat\u00f3rios naturais do v\u00edrus e tamb\u00e9m mais resistentes \u00e0s infec\u00e7\u00f5es, constituindo assim a principal causa das epidemias. A exposi\u00e7\u00e3o direta a aves infetadas ou a suas fezes (ou \u00e0 terra contaminada com fezes) pode resultar na infec\u00e7\u00e3o humana. As aves e as pessoas podem ser infetadas por inala\u00e7\u00e3o ou ingest\u00e3o do v\u00edrus presente nas fezes e secre\u00e7\u00f5es (corrimento nasal, espirro, tosse) das aves infetadas. Ovos contaminados constituem outra fonte de infec\u00e7\u00e3o de galinhas, principalmente nos incubat\u00f3rios de pintinhos, visto que o v\u00edrus pode ficar presente durante 3 a 4 dias na casca dos ovos postos por aves contaminadas. N\u00e3o foi evidenciada transmiss\u00e3o pela ingest\u00e3o de ovos. A transmiss\u00e3o tamb\u00e9m se d\u00e1 pelo contato com ra\u00e7\u00e3o, \u00e1gua, equipamentos, ve\u00edculos e roupas contaminadas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Observa\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O v\u00edrus \u00e9 sens\u00edvel ao calor (56\u00baC por 3 horas ou 60\u00baC por 30 minutos) e desinfetantes comuns, como formalina e compostos iodados. Podem sobreviver em temperaturas baixas, em esterco contaminado por pelo menos tr\u00eas meses. Na \u00e1gua, o v\u00edrus pode sobreviver por at\u00e9 4 dias \u00e0 temperatura de 22\u00baC e mais de 30 dias a 0\u00baC. Para as formas de alta patogenicidade (H5 e H7), estudos demonstraram que um \u00fanico grama de esterco contaminado pode conter v\u00edrus suficiente para infetar milh\u00f5es de aves.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Dissemina\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O v\u00edrus pode se espalhar facilmente de uma granja para outra. Um grande n\u00famero de v\u00edrus \u00e9 eliminado nas fezes das aves, contaminando a terra e o esterco. Os v\u00edrus respirat\u00f3rios, quando inalados, podem propagar-se de ave para ave, causando infec\u00e7\u00e3o. Os equipamentos contaminados, ve\u00edculos, forragem (pasto, alimento), viveiros ou roupas \u2013 principalmente sapatos \u2013 podem carrear o v\u00edrus de uma fazenda para outra. O v\u00edrus tamb\u00e9m pode ser carreado nos p\u00e9s e corpos de animais, como roedores, que atuam como \u201cvetores mec\u00e2nicos\u201d para sua propaga\u00e7\u00e3o.As fezes de aves selvagens infetadas podem servir de fonte de v\u00edrus para as aves comerciais e dom\u00e9sticas (de quintais). O risco de o v\u00edrus vir a ser transmitido de aves selvagens para aves dom\u00e9sticas \u00e9 maior quando as aves dom\u00e9sticas est\u00e3o livres, compartilham o reservat\u00f3rio de \u00e1gua com as aves selvagens ou usam um reservat\u00f3rio de \u00e1gua que pode tornar-se contaminado por excre\u00e7\u00f5es de aves selvagens infetadas. Outra fonte de dissemina\u00e7\u00e3o s\u00e3o as aves vivas, quando comercializadas em aglomerados sob condi\u00e7\u00f5es insalubres. O com\u00e9rcio internacional de aves dom\u00e9sticas vivas pode servir de eficiente forma de dissemina\u00e7\u00e3o do v\u00edrus de um pa\u00eds para outro pa\u00eds. Aves migrat\u00f3rias podem carrear o v\u00edrus por longas dist\u00e2ncias, como ocorrido anteriormente na difus\u00e3o internacional da influenza avi\u00e1ria de alta patogenicidade. Aves aqu\u00e1ticas migrat\u00f3rias \u2013 principalmente patos selvagens \u2013 constituem o reservat\u00f3rio natural dos v\u00edrus da influenza avi\u00e1ria e s\u00e3o mais resistentes \u00e0 infec\u00e7\u00e3o, podendo carrear o v\u00edrus por grandes dist\u00e2ncias e elimin\u00e1-los nas fezes, ainda que desenvolvam apenas doen\u00e7a leve. De outra parte, os patos dom\u00e9sticos, os perus, os gansos e diversas outras esp\u00e9cies criadas em granjas comerciais ou quintais s\u00e3o suscet\u00edveis a infec\u00e7\u00f5es letais.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Sintomas<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Problemas respirat\u00f3rios (tosse, espirros, corrimento nasal), fraqueza e complica\u00e7\u00f5es como pneumonia. A doen\u00e7a causada pelos subtipos H5 e H7 do v\u00edrus da influenza avi\u00e1ria (classificados como v\u00edrus de influenza avi\u00e1ria de alta patogenicidade) podem causar quadros graves da doen\u00e7a, com manifesta\u00e7\u00f5es neurol\u00f3gicas (dificuldade de locomo\u00e7\u00e3o) e outras (edema da crista e barbela, nas juntas, nas pernas, bem como hemorragia nos m\u00fasculos), resultando na alta mortalidade das aves. Em alguns casos, as aves morrem repentinamente, antes de apresentarem sinais da doen\u00e7a. Nesses casos, a letalidade pode ocorrer em 50 a 80% das aves. Nas galinhas de postura observa-se diminui\u00e7\u00e3o na produ\u00e7\u00e3o de ovos, bem como altera\u00e7\u00f5es na casca dos mesmos, deixando-as mais finas. O tempo de aparecimento dos sintomas ap\u00f3s a infec\u00e7\u00e3o pelo v\u00edrus da influenza depende do subtipo do v\u00edrus. Em geral os sintomas aparecem 3 dias ap\u00f3s a infec\u00e7\u00e3o pelo v\u00edrus da influenza, podendo ocorrer a morte da ave. Em alguns casos esse tempo \u00e9 menor que 24 horas e em outros pode chegar a 14 dias. Ap\u00f3s a infec\u00e7\u00e3o, as galinhas eliminam o v\u00edrus nas fezes por cerca de 10 dias e as aves silvestres por cerca de 30 dias. Depois desse per\u00edodo, as aves que n\u00e3o morreram pela infec\u00e7\u00e3o podem desenvolver imunidade contra o v\u00edrus.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Medidas de Controle<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">a) destrui\u00e7\u00e3o r\u00e1pida de todas as aves infetadas ou expostas \u00e0 infec\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s de contatos com aves doentes ou suspeitas;<br \/>\nb) descarte das carca\u00e7as;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">c) quarentena e desinfec\u00e7\u00e3o rigorosa das granjas com aves infetadas pelo v\u00edrus;<br \/>\nd) restri\u00e7\u00f5es ao transporte de aves dom\u00e9sticas vivas, tanto no pr\u00f3prio pa\u00eds como entre paises.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade (OMS) recomenda aos pa\u00edses afetados pela influenza humana e avi\u00e1ria as seguintes medidas:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">1- Utiliza\u00e7\u00e3o de equipamentos adequados para prote\u00e7\u00e3o pessoal dos abatedores<br \/>\ne transportadores de aves, tais como:<br \/>\na) roupas de prote\u00e7\u00e3o, de prefer\u00eancia macac\u00f5es e aventais imperme\u00e1veis ou roupas cir\u00fargicas com mangas longas e aventais imperme\u00e1veis;<br \/>\nb) luvas de borracha, que possam ser desinfetadas;<br \/>\nc) m\u00e1scaras N95 de prefer\u00eancia 1 ou m\u00e1scaras cir\u00fargicas 2 ;<br \/>\nd) \u00f3culos de prote\u00e7\u00e3o;<br \/>\ne) botas de borracha ou de poliuretano que possam ser desinfetadas ou prote\u00e7\u00e3o descart\u00e1vel para os p\u00e9s.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">2- Lavagem freq\u00fcente das m\u00e3os com \u00e1gua e sab\u00e3o. Os abatedores e transportadores devem desinfetar suas m\u00e3os depois de cada opera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">3- A limpeza do ambiente nas \u00e1reas de abate, usando EPI (equipamentos de prote\u00e7\u00e3o individual).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">4- Todas as pessoas expostas a aves infetadas ou a fazendas sob suspeita devem ser monitoradas pelas autoridades sanit\u00e1rias locais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">5- Informa\u00e7\u00e3o imediata ao servi\u00e7o de sa\u00fade sobre o aparecimento de sintomas tais como dificuldade de respirar, conjuntivite, febre, dor no corpo ou outros sintomas de gripe. Pessoas com alto risco de complica\u00e7\u00f5es graves de influenza (imunodeprimidos, com 60 anos e mais de idade, com doen\u00e7as cr\u00f4nicas de cora\u00e7\u00e3o ou pulm\u00f5es) devem evitar trabalhar com aves com suspeita de infec\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">6- Coleta, para investiga\u00e7\u00e3o sobre a presen\u00e7a e as caracter\u00edsticas moleculares do v\u00edrus da influenza, as seguintes partes ou \u00f3rg\u00e3os de animais, inclusive su\u00ednos: sangue e post mortem (conte\u00fado intestinal, swab anal e oro-nasal, traqu\u00e9ia, pulm\u00e3o, intestino, ba\u00e7o, rins, f\u00edgado e cora\u00e7\u00e3o).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">No Brasil, a vigil\u00e2ncia da influenza est\u00e1 implantada desde o ano 2000. Baseia-se na estrat\u00e9gia de vigil\u00e2ncia sentinela, composta por unidades de sa\u00fade\/pronto atendimento e laborat\u00f3rios. Esta rede informa semanalmente a propor\u00e7\u00e3o de casos de s\u00edndrome gripal atendidos nas unidades sentinela e os tipos de v\u00edrus respirat\u00f3rios que est\u00e3o circulando em sua \u00e1rea de abrang\u00eancia. Para dar suporte a esse sistema, desenvolveu-se um sistema de informa\u00e7\u00e3o, o SIVEP &#8211; Gripe, com transmiss\u00e3o de dados on line, garantindo assim a disponibiliza\u00e7\u00e3o dos dados em tempo real. Para o diagn\u00f3stico laboratorial s\u00e3o realizados testes espec\u00edficos em amostras de secre\u00e7\u00e3o nasofar\u00edngea, coletada por aspirado nasofar\u00edngeo e\/ou swab combinado.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a style=\"color: #f7683b\" href=\"https:\/\/www.adagri.ce.gov.br\/Docs\/menu\/Plano-de-Contingencia-Versao-1-4.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><img decoding=\"async\" style=\"margin: 0px\" src=\"\/wp-content\/themes\/ceara2017\/assets\/images\/icon-pdf.png\" \/>\u00a0PLANO DE CONTING\u00caNCIA PARA INFLUENZA AVI\u00c1RIA E DOEN\u00c7A DE NEWCASTLE<\/a><\/p>\n<p><a style=\"color: #f7683b\" href=\"https:\/\/www.seinfra.ce.gov.br\/wp-content\/uploads\/sites\/10\/2018\/03\/relatorio-ouvidoria-2016.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">\u00a0<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3 style=\"background-color: #f7683b;color: #fff;padding: 5px\">Brucelose Bovina<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Agente<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Brucella abortus.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Esp\u00e9cies Suscept\u00edveis<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Mam\u00edferos dom\u00e9sticos ( principalmente bovinos e bubalinos) e silvestres (camel\u00eddeos, cerv\u00eddeos, lebres).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Sinais Cl\u00ednicos e Les\u00f5es Brucelose Bovina<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A principal manifesta\u00e7\u00e3o cl\u00ednica \u00e9 o aborto, tipicamente no ter\u00e7o final da gesta\u00e7\u00e3o. Ap\u00f3s o primeiro aborto, s\u00e3o comuns a presen\u00e7a de natimortos, o nascimento de bezerros fracos e complica\u00e7\u00f5es como a reten\u00e7\u00e3o de placenta e a metrite.<br \/>\nNos machos existe uma fase inflamat\u00f3ria aguda, seguida de cronifica\u00e7\u00e3o assintom\u00e1tica. Pode ocorrer orquite uni ou bilateral, transit\u00f3ria ou permanente, epididimite seminal, vesiculite ou abscessos testiculares, levando \u00e0 infertilidade.<br \/>\nArtrite e higromas podem ocorrer especialmente em infec\u00e7\u00f5es cr\u00f4nicas.<br \/>\nEm muitos casos, o rebanho permanece infectado por anos ou indefinidamente, sem manifesta\u00e7\u00e3o de quaisquer sinais cl\u00ednicos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Vigil\u00e2ncia<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Objetivos da vigil\u00e2ncia:<\/strong> O Programa Nacional de Controle e Erradica\u00e7\u00e3o da Brucelose e da Tuberculose Animal (PNCEBT) tem como objetivo reduzir a preval\u00eancia e a incid\u00eancia da brucelose e da tuberculose, visando a erradica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Estrat\u00e9gias:<\/strong> S\u00e3o adequadas \u00e0 classifica\u00e7\u00e3o de cada Unidade da Federa\u00e7\u00e3o (UF) quanto ao grau de risco para brucelose, conforme estabelecido no Cap\u00edtulo XVII da IN SDA n\u00ba 10\/2017, e incluem realiza\u00e7\u00e3o de vigil\u00e2ncia, elimina\u00e7\u00e3o de casos, controle ou erradica\u00e7\u00e3o de focos, estudos epidemiol\u00f3gicos de preval\u00eancia e certifica\u00e7\u00e3o volunt\u00e1ria de propriedades livres.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Popula\u00e7\u00e3o-alvo da vigil\u00e2ncia:<\/strong> Bovinos e Bubalinos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Situa\u00e7\u00e3o Epidemiol\u00f3gica:<\/strong> Doen\u00e7a presente no pa\u00eds.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Normas oficiais vigentes<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">-IN SDA n\u00ba 10, de 03 de mar\u00e7o de 2017.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">-IN SDA n\u00ba 30, de 7 de junho de 2006.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Transmiss\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Direta:<\/strong> via oral, sendo a principal fonte de infec\u00e7\u00e3o a vaca prenhe que elimina grandes quantidades do agente no aborto ou parto (placenta, feto e fluidos fetais) e em todo o per\u00edodo puerperal. O agente \u00e9 eliminado no leite, sendo essa uma importante fonte de transmiss\u00e3o para humanos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Indireta:<\/strong> \u00e1gua, pastagens, alimentos e f\u00f4mites contaminados.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Per\u00edodo de Incuba\u00e7\u00e3o:<\/strong> vari\u00e1vel, podendo ser de poucas semanas a anos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Observa\u00e7\u00e3o:<\/strong> \u00e9 uma zoonose, altamente patog\u00eanica para humanos, podendo ser transmitida pelo contato com restos placent\u00e1rios, fluidos fetais e carca\u00e7as de animais, tendo forte car\u00e1ter ocupacional, e o agente deve ser manuseado sob condi\u00e7oes apropriadas de prote\u00e7\u00e3o. O grande risco para a sa\u00fade p\u00fablica decorre da ingest\u00e3o de leite cru ou de produtos l\u00e1cteos n\u00e3o submetidos a tratamento t\u00e9rmico oriundos de animais infectados.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Crit\u00e9rio de Notifica\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A IN MAPA n\u00ba 50\/2013 estabelece a notifica\u00e7\u00e3o imediata ao SVO de casos confirmados de brucelose e o regulamento t\u00e9cnico do PNCEBT institu\u00eddo na IN SDA n\u00ba 10\/2017 estabelece que o m\u00e9dico veterin\u00e1rio habilitado (MVH) e os laborat\u00f3rios credenciados devem notificar ao SVE resultados de teste de diagn\u00f3stico positivos ou inconclusivos em at\u00e9 um dia \u00fatil.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Diagn\u00f3stico<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O diagn\u00f3stico deve ser realizado por MVH ou laborat\u00f3rio da rede credenciada (Cap\u00edtulo VI &#8211; IN SDA 10\/2017).<br \/>\n-Teste de rotina: Teste do Ant\u00edgeno Acidificado Tamponado (AAT).<br \/>\n-Testes confirmat\u00f3rios: Teste do 2-Mercaptoetanol (2-ME), Teste de Polariza\u00e7\u00e3o Fluorescente (FPA) ou Fixa\u00e7\u00e3o de Complemento (FC).<br \/>\n(OBS:resultados classificados como reagentes nos laudos laboratoriais s\u00e3o considerados positivos)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Defini\u00e7\u00e3o de Caso<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Caso Prov\u00e1vel<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">-bovino\/bubalino positivo ao teste de rotina (AAT) ou inconclusivo nos testes confirmat\u00f3rios (2-ME ou FPA), podendo ser submetido a um outro teste confirmat\u00f3rio (2-ME ou FPA) ou elimina\u00e7\u00e3o do animal; OU<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">&#8211; diagn\u00f3stico laboratorial positivo em achado de les\u00f5es de matadouro somente para bovino\/bubalino com origem em UF que adota a estrat\u00e9gia de saneamento obrigat\u00f3rio de foco, cujo Plano de A\u00e7\u00e3o foi aprovado pelo DSA (os animais vivos da propriedade de origem devem ser submetidos a testes para confirma\u00e7\u00e3o de foco, conforme crit\u00e9rios estabelecidos na IN 10\/2017).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Caso Confirmado<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">&#8211; caso prov\u00e1vel (positivo ao teste de rotina AAT ou inconclusivo em teste confirmat\u00f3rio 2-ME\/FPA) eliminado sem diagn\u00f3stico confirmat\u00f3rio OU<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">&#8211; bovino\/bubalino apresentando: um resultado positivo em teste confirmat\u00f3rio (2-ME, FC, FPA), OU dois resultados inconclusivos consecutivos em teste confirmat\u00f3rio (2-ME ou FPA).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Foco: <\/strong>Propriedade onde foi identificada a presen\u00e7a de pelo menos um caso confirmado por qualquer dos crit\u00e9rios anteriores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Caso Descartado: <\/strong>Caso prov\u00e1vel que n\u00e3o atendeu aos crit\u00e9rios de confirma\u00e7\u00e3o de caso.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Medidas a Serem Aplicadas<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">As medidas aplic\u00e1veis est\u00e3o descritas na IN 10\/2017.<br \/>\nVacina\u00e7\u00e3o obrigat\u00f3ria de f\u00eameas bovinas e bubalinas, na faixa et\u00e1ria de tr\u00eas a oito meses, conforme Cap. III. Nas UFs classificadas como A, conforme estabelecido no Cap\u00edtulo XVII, exclui-se a obrigatoriedade da vacina\u00e7\u00e3o contra a brucelose.<br \/>\nOs casos confirmados devem ser identificados com marca\u00e7\u00e3o espec\u00edfica na face, isolados, retirados da produ\u00e7\u00e3o leiteira e, em no m\u00e1ximo 30 dias do diagn\u00f3stico, ser submetidos \u00e0 eutan\u00e1sia na propriedade ou abate em estabelecimento sob inspe\u00e7\u00e3o, conforme condi\u00e7\u00f5es definidas no Cap. IX.<br \/>\nExig\u00eancia de resultados negativos de brucelose para tr\u00e2nsito de animais em situa\u00e7\u00f5es definidas no Cap. XV.<br \/>\nO saneamento obrigat\u00f3rio de focos (Cap. XIII) pode ser aplicado de acordo com a respectiva classifica\u00e7\u00e3o da UF (Cap. XVII).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Encerramento de Foco\/Conclus\u00e3o das Investiga\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Os casos confirmados dever\u00e3o ser eliminados sempre sob a supervis\u00e3o do SVO (abate sanit\u00e1rio em matadouros com inspe\u00e7\u00e3o ou eutan\u00e1sia na propriedade).<br \/>\nAp\u00f3s elimina\u00e7\u00e3o do caso confirmado, a UF que instituiu em Plano de A\u00e7\u00e3o o saneamento obrigat\u00f3rio do foco, deve realizar os procedimentos conforme disposto no Cap\u00edtulo XIII da IN 10\/2017.<br \/>\nNas UFs onde a estrat\u00e9gia de saneamento obrigat\u00f3rio de focos ainda n\u00e3o \u00e9 adotada, o foco pode ser encerrado logo ap\u00f3s a elimina\u00e7\u00e3o dos casos confirmados.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3 style=\"background-color: #f7683b;color: #fff;padding: 5px\">Tuberculose Bovina<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Agente<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Mycobacterium bovis.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Esp\u00e9cies Suscept\u00edveis<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Mam\u00edferos dom\u00e9sticos (bovinos s\u00e3o os hospedeiros verdadeiros) e algumas esp\u00e9cies silvestres.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Sinais Cl\u00ednicos e Les\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A tuberculose \u00e9 uma doen\u00e7a cr\u00f4nica debilitante em bovinos e bubalinos, normalmente assintom\u00e1tica em sua fase inicial. A detec\u00e7\u00e3o de casos cl\u00ednicos n\u00e3o \u00e9 muito comum, havendo predom\u00ednio de manifesta\u00e7\u00f5es pouco espec\u00edficas.<br \/>\n<strong>Sinais cl\u00ednicos:<\/strong> fraqueza, perda de apetite e peso, febre flutuante, dispneia e tosse intermitente, sinais de pneumonia de baixo grau, diarreia, linfonodos aumentados e, em alguns casos, supurados.<br \/>\n<strong>Les\u00f5es compat\u00edveis:<\/strong> les\u00f5es post-mortem como granuloma (caseoso ou calcificado) nos linfonodos da cabe\u00e7a e t\u00f3rax, no pulm\u00e3o, f\u00edgado, ba\u00e7o e nas superf\u00edcies (serosas) das cavidades do corpo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Vigil\u00e2ncia<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Objetivos da vigil\u00e2ncia:<\/strong> O Programa Nacional de Controle e Erradica\u00e7\u00e3o da Brucelose e da Tuberculose Animal (PNCEBT)  tem como objetivo reduzir a preval\u00eancia e a incid\u00eancia da brucelose e da tuberculose, visando a erradica\u00e7\u00e3o.<br \/>\n<strong>Estrat\u00e9gia:<\/strong> S\u00e3o adequadas \u00e0 classifica\u00e7\u00e3o de cada Unidade da Federa\u00e7\u00e3o (UF) quanto ao grau de risco para tuberculose, conforme estabelecido no Cap\u00edtulo XVII da IN SDA n\u00ba 10\/2017, e incluem realiza\u00e7\u00e3o de vigil\u00e2ncia, elimina\u00e7\u00e3o de casos, controle ou erradica\u00e7\u00e3o de focos, estudos epidemiol\u00f3gicos de preval\u00eancia e certifica\u00e7\u00e3o volunt\u00e1ria de propriedades livres. <\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Popula\u00e7\u00e3o Alvo da Vigil\u00e2ncia:<\/strong> Bovinos e Bubalinos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Situa\u00e7\u00e3o Epidemiol\u00f3gica:<\/strong> Doen\u00e7a presente no pa\u00eds.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Normas oficiais vigentes:<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">-IN SDA n\u00ba 10, de 03 de mar\u00e7o de 2017<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">IN SDA n\u00ba 30, de 7 de junho de 2006<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Transmiss\u00e3o:<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Direta:<\/strong> Via a\u00e9rea e oral, atrav\u00e9s de aeross\u00f3is (mais importante).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Indireta:<\/strong> Leite, \u00e1gua, alimentos e f\u00f4mites contaminados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Per\u00edodo de Incuba\u00e7\u00e3o:<\/strong> Os sinais cl\u00ednicos da tuberculose geralmente levam meses para se desenvolver.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Observa\u00e7\u00e3o:<\/strong> \u00c9 uma zoonose. O grande risco para a sa\u00fade p\u00fablica decorre da ingest\u00e3o de leite cru ou de produtos l\u00e1cteos n\u00e3o submetidos a tratamento t\u00e9rmico oriundos de animais infectados.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Crit\u00e9rio de Notifica\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A IN MAPA n\u00ba 50\/2013 estabelece a notifica\u00e7\u00e3o imediata ao SVO de casos confirmados de tuberculose e o regulamento t\u00e9cnico do PNCEBT institu\u00eddo na IN SDA n\u00ba 10\/2017 estabelece que o m\u00e9dico veterin\u00e1rio habilitado (MVH) e os laborat\u00f3rios credenciados devem notificar ao SVE resultados de teste de diagn\u00f3stico positivos ou inconclusivos em at\u00e9 um dia \u00fatil.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Diagn\u00f3stico<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O diagn\u00f3stico deve ser realizado por MVH ou oficial, conforme descrito no Cap\u00edtulo VIII da IN 10\/2017.<br \/>\nOs testes de rotina para o diagn\u00f3stico da tuberculose s\u00e3o o teste cervical simples (TCS), o teste da prega caudal (TPC) e o teste cervical comparativo (TCC), sendo que este \u00faltimo pode ser utilizado como teste confirmat\u00f3rio em animais com resultados positivos* ou inconclusivos nos demais testes. Esses s\u00e3o testes para detec\u00e7\u00e3o de resposta imunol\u00f3gica\/hipersensibilidade que utilizam a tuberculiniza\u00e7\u00e3o intrad\u00e9rmica (PPD bovina e avi\u00e1ria) em bovinos e bubalinos com idade igual ou superior a seis semanas.<br \/>\n(*resultados classificados como reagentes nos laudos laboratoriais s\u00e3o considerados positivos).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Fefini\u00e7\u00e3o de Caso<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Caso Prov\u00e1vel<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">&#8211; bovino\/bubalino positivo a TPC e TCS ou inconclusivo em teste TCS ou TCC, podendo ser submetido ao teste confirmat\u00f3rio TCC ou elimina\u00e7\u00e3o do animal; OU<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">&#8211; diagn\u00f3stico laboratorial positivo em achado de les\u00f5es de matadouro somente para bovino\/bubalino com origem em UF que adota a estrat\u00e9gia de saneamento obrigat\u00f3rio de foco, cujo Plano de A\u00e7\u00e3o foi aprovado pelo DSA (os animais vivos da propriedade de origem devem ser submetidos a testes para confirma\u00e7\u00e3o de foco,  conforme crit\u00e9rios estabelecidos na IN 10\/2017).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Caso Confirmado<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">&#8211; caso prov\u00e1vel (positivo a teste de rotina TPC e TCS ou inconclusivo em TCS\/TCC) eliminado sem diagn\u00f3stico confirmat\u00f3rio OU<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">&#8211; bovino\/bubalino apresentando: um resultado positivo em teste confirmat\u00f3rio (TCC) OU dois resultados inconclusivos consecutivos em teste confirmat\u00f3rio (TCC).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Foco:<\/strong> propriedade onde foi identificada a presen\u00e7a de pelo menos um caso confirmado por qualquer dos crit\u00e9rios anteriores.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Caso Descartado:<\/strong> caso prov\u00e1vel que n\u00e3o atendeu aos crit\u00e9rios de confirma\u00e7\u00e3o de caso.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Medidas a Serem Aplicadas<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">As medidas aplic\u00e1veis est\u00e3o descritas em detalhes na IN 10\/2017.<br \/>\nOs casos confirmados devem ser devidamente identificados com marca\u00e7\u00e3o espec\u00edfica na face, isolados, retirados da produ\u00e7\u00e3o leiteira e, em no m\u00e1ximo 30 dias do diagn\u00f3stico, ser submetidos \u00e0 eutan\u00e1sia na propriedade ou abate em estabelecimento de inspe\u00e7\u00e3o, conforme condi\u00e7\u00f5es definidas no Cap. IX.<br \/>\nExig\u00eancia de resultados negativos de tuberculose para tr\u00e2nsito de animais em situa\u00e7\u00f5es definidas no Cap. XV.<br \/>\nO saneamento obrigat\u00f3rio de focos (Cap. XIV) pode ser aplicado de acordo com a respectiva classifica\u00e7\u00e3o da UF (Cap. XVII).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Encerramento de Foco\/Conclus\u00e3o das Investiga\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Os casos confirmados dever\u00e3o ser eliminados sempre sob a supervis\u00e3o do SVO (abate sanit\u00e1rio em matadouros com inspe\u00e7\u00e3o ou eutan\u00e1sia na propriedade).<br \/>\nAp\u00f3s elimina\u00e7\u00e3o do caso confirmado, a UF que instituiu em Plano de A\u00e7\u00e3o o saneamento obrigat\u00f3rio do foco, deve realizar os procedimentos conforme disposto no Cap\u00edtulo XIV da IN 10\/2017.<br \/>\nNas UFs onde a estrat\u00e9gia de saneamento obrigat\u00f3rio de focos ainda n\u00e3o \u00e9 adotada, o foco pode ser encerrado logo ap\u00f3s a  elimina\u00e7\u00e3o dos  casos confirmados.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Defesa Animal Febre Aftosa A Doen\u00e7a Doen\u00e7a infecciosa aguda, causada por v\u00edrus, altamente contagiosa que atinge os bovinos, b\u00fafalos, ovinos, caprinos e su\u00ednos. Causa febre, seguida do aparecimento de ves\u00edculas (aftas) principalmente na boca e nos cascos, dificultando a movimenta\u00e7\u00e3o e alimenta\u00e7\u00e3o dos animais, o que acarreta elevada e r\u00e1pida perda de peso e queda [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":12,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"_acf_changed":false,"inline_featured_image":false,"footnotes":""},"class_list":["post-2057","page","type-page","status-publish","hentry"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.3 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Defesa Animal - ADAGRI<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/www.ce.gov.br\/adagri\/defesa-animal-2\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Defesa Animal - ADAGRI\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Defesa Animal Febre Aftosa A Doen\u00e7a Doen\u00e7a infecciosa aguda, causada por v\u00edrus, altamente contagiosa que atinge os bovinos, b\u00fafalos, ovinos, caprinos e su\u00ednos. 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