{"id":2283,"date":"2018-05-16T11:10:05","date_gmt":"2018-05-16T14:10:05","guid":{"rendered":"http:\/\/www.adagri.ce.gov.br\/?page_id=2283"},"modified":"2024-09-25T15:18:12","modified_gmt":"2024-09-25T18:18:12","slug":"defesa-vegetal","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.ce.gov.br\/adagri\/defesa-vegetal\/","title":{"rendered":"Defesa Vegetal"},"content":{"rendered":"<div class=\"wrapper container\">\n<div class=\"\"><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"wrapper container\">\n<div class=\"\">\n<h3 style=\"background-color: #f7683b;color: #fff;padding: 5px\">\u00c1REA LIVRE DE SIGATOKA NEGRA (Mycosphaerella fijiensis)<\/h3>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>SIGATOKA NEGRA<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Sigatoka negra \u00e9 considerada a principal doen\u00e7a da bananeira, podendo ocasionar perdas de at\u00e9 100% da produ\u00e7\u00e3o. Causada por um ascomiceto conhecido como Mycosphaerella fijiensis Morelet (forma perfeita, teleom\u00f3rfica ou sexuada) Paracercospora fijiensis (Morelet) Deighton (forma imperfeita, anam\u00f3rfica ou assexuada), afeta tamb\u00e9m as helic\u00f4nias, exceto: H. rostrata, H. bihai, H. augusta, H. chartaceae, H. spathocircibada, H. librata, H. psittacorum cultivar Red Opal e H. stricta.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A praga encontra-se presente no Brasil (Praga Quarenten\u00e1ria Presente &#8211; PQP) e atualmente ocorre nos estados do Acre, Amap\u00e1, Amazonas, Bahia, Esp\u00edrito Santo, Goi\u00e1s, Maranh\u00e3o, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Par\u00e1, Paran\u00e1, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rond\u00f4nia, Roraima, Santa Catarina, S\u00e3o Paulo e Tocantins (Figura 01) <a href=\"https:\/\/www.ce.gov.br\/adagri\/legislacao-vegetal-federal\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">(Instru\u00e7\u00e3o Normativa SDA\/MAPA n\u00ba 38, de 1\u00ba de outubro de 2018)<\/a>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O Estado do Cear\u00e1 \u00e9 considerado \u00c1rea Livre da praga Sigatoka Negra <a href=\"https:\/\/www.ce.gov.br\/adagri\/legislacao-vegetal-federal\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">(Instru\u00e7\u00e3o Normativa SDA\/MAPA n\u00ba 63, de 21 de novembro de 2006)<\/a>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A Ag\u00eancia de Defesa Agropecu\u00e1ria do Estado do Cear\u00e1 realiza Inspe\u00e7\u00f5es em n\u00edvel de campo, com o intuito de manter o status de \u00c1rea Livre da praga Sigatoka Negra conforme preconiza a <a href=\"https:\/\/www.ce.gov.br\/adagri\/legislacao-vegetal-federal\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Instru\u00e7\u00e3o Normativa n\u00ba 17, de 31 de maio de 2005<\/a>.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.ce.gov.br\/adagri\/wp-content\/uploads\/sites\/82\/2020\/07\/imagem01.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-3982 aligncenter\" src=\"https:\/\/www.ce.gov.br\/adagri\/wp-content\/uploads\/sites\/82\/2020\/07\/imagem01.jpg\" alt=\"\" width=\"575\" height=\"348\" srcset=\"https:\/\/www.ce.gov.br\/adagri\/wp-content\/uploads\/sites\/82\/2020\/07\/imagem01.jpg 1012w, https:\/\/www.ce.gov.br\/adagri\/wp-content\/uploads\/sites\/82\/2020\/07\/imagem01-600x363.jpg 600w, https:\/\/www.ce.gov.br\/adagri\/wp-content\/uploads\/sites\/82\/2020\/07\/imagem01-768x464.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 575px) 100vw, 575px\" \/><\/a><strong>Figura 01<\/strong> \u2013 Mapa da ocorr\u00eancia de Sigatoka Negra no Brasil, segundo Instru\u00e7\u00e3o Normativa SDA\/MAPA n\u00ba 38, de 1\u00ba de outubro de 2018. (Fonte: Adagri)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>PRINCIPAIS SINTOMAS\/SINAIS<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Os sintomas da Sigatoka Negra (Figura 02) variam em fun\u00e7\u00e3o do est\u00e1dio de desenvolvimento da planta, da suscetibilidade da cultivar e da severidade do ataque. S\u00e3o observados 5 (cinco) est\u00e1dios de desenvolvimento da doen\u00e7a:<\/p>\n<p>&#8211; Pequenas descolora\u00e7\u00f5es ou pontua\u00e7\u00f5es despigmentadas, menores que 1 mm, vis\u00edveis, na face abaxial da folha;<br \/>\n&#8211; Estrias de colora\u00e7\u00e3o marrom claras, com 2 a 3 mm de comprimento que se alongam e podem ser visualizadas em ambas as faces da folha;<br \/>\n&#8211; Manchas ovais de cor marrom escura na face Abaxial e negra na face adaxial da folha;<br \/>\n&#8211; Manchas negras com pequeno halo amarelo e centro deprimido; e<br \/>\n&#8211; Manchas com colora\u00e7\u00e3o branco acinzentada, que coalescem em per\u00edodos favor\u00e1veis ao desenvolvimento do fungo.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.ce.gov.br\/adagri\/wp-content\/uploads\/sites\/82\/2020\/07\/imagem02.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-3986 aligncenter\" src=\"https:\/\/www.ce.gov.br\/adagri\/wp-content\/uploads\/sites\/82\/2020\/07\/imagem02.jpg\" alt=\"\" width=\"621\" height=\"228\" srcset=\"https:\/\/www.ce.gov.br\/adagri\/wp-content\/uploads\/sites\/82\/2020\/07\/imagem02.jpg 1241w, https:\/\/www.ce.gov.br\/adagri\/wp-content\/uploads\/sites\/82\/2020\/07\/imagem02-600x220.jpg 600w, https:\/\/www.ce.gov.br\/adagri\/wp-content\/uploads\/sites\/82\/2020\/07\/imagem02-768x282.jpg 768w, https:\/\/www.ce.gov.br\/adagri\/wp-content\/uploads\/sites\/82\/2020\/07\/imagem02-1200x441.jpg 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 621px) 100vw, 621px\" \/><\/a><\/p>\n<p><strong>Figura 02<\/strong> \u2013 Sintomas de Sigatoka Negra em bananeiras (A) e helic\u00f4nias (B). (Fonte: Embrapa)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>PREVEN\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>&#8211; Utilizar mudas e rizomas de bananeiras ou de helic\u00f4nias com sanidade comprovada;<br \/>\n&#8211; N\u00e3o utilizar folhas ou outras partes de bananeira ou de helic\u00f4nias como material de prote\u00e7\u00e3o ou de acondicionamento de produtos;<br \/>\n&#8211; Realizar inspe\u00e7\u00f5es peri\u00f3dicas nos pomares de bananeira ou nos plantios de helic\u00f4nias, visando detectar focos iniciais da Sigatoka Negra;<br \/>\n&#8211; N\u00e3o transportar bananas em cacho;<br \/>\n&#8211; Transportar bananas em pencas e acondicionadas em caixas pl\u00e1sticas higienizadas acompanhadas de atestado de desinfec\u00e7\u00e3o ou certificado de expurgo, emitida por empresa credenciada pelo \u00f3rg\u00e3o estadual de defesa de agropecu\u00e1ria ou outro equivalente, caixas de madeira somente novas (primeiro uso e n\u00e3o retorn\u00e1veis) ou caixas de papel\u00e3o descart\u00e1veis; e<br \/>\n&#8211; As caixas de madeira utilizadas no transporte de banana dever\u00e3o ser destru\u00eddas no destino da carga juntamente dos materiais utilizados no acondicionamento, embalagem e prote\u00e7\u00e3o dos frutos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Em caso de suspeita de ocorr\u00eancia, o produtor dever\u00e1 procurar um dos escrit\u00f3rios da Ag\u00eancia de Defesa Agropecu\u00e1ria do Estado do Cear\u00e1 &#8211; Adagri ou entrar em contato com a Diretoria de Sanidade Vegetal\/DISAV<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>PROCEDIMENTOS PARA O TR\u00c2NSITO DE BANANA E DE HELIC\u00d4NIAS<\/strong><\/p>\n<p>&#8211; Todo produtor que pretenda transportar frutos, mudas ou rizomas de bananeira, bem como mudas ou infloresc\u00eancias de helic\u00f4nias para outros estados, dever\u00e1 procurar um dos escrit\u00f3rios da Adagri para se adequar ao Sistema de Certifica\u00e7\u00e3o Fitossanit\u00e1ria de Origem;<br \/>\n&#8211; As partidas (cargas) de bananas ou de helic\u00f4nias com destino para outros estados devem estar sempre acompanhadas de Permiss\u00e3o de Tr\u00e2nsito Vegetal &#8211; PTV, a ser obtida nos escrit\u00f3rios da Adagri;<br \/>\n&#8211; A entrada de frutos de bananeiras ou de infloresc\u00eancias de helic\u00f4nias no estado do Cear\u00e1, s\u00f3 ser\u00e1 permitida se provenientes de \u00c1reas Livres ou de Sistemas de Mitiga\u00e7\u00e3o de Risco para a Praga Mycosphaerella fijiensis, desde que acompanhadas da Permiss\u00e3o de Tr\u00e2nsito Vegetal \u2013 PTV; e<br \/>\n&#8211; \u00c9 proibido o tr\u00e2nsito de mudas ou rizomas de bananeiras e helic\u00f4nias, provenientes de estados com ocorr\u00eancia da Sigatoka Negra, exceto quando transportadas ainda in vitro ou aclimatadas, desde que n\u00e3o haja contato com o solo local, da aclimata\u00e7\u00e3o ao transporte.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"wrapper container\">\n<div class=\"\">\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3 style=\"background-color: #f7683b;color: #fff;padding: 5px\">MOKO DA BANANEIRA (Ralstonia solanacearum ra\u00e7a 2)<\/h3>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>MOKO DA BANANEIRA<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Moko da Bananeira \u00e9 considerada uma das principais doen\u00e7as da bananeira. Causada por uma bact\u00e9ria denominada, Ralstonia solanacearum ra\u00e7a 2, ocorre em bananeiras e helic\u00f4nias.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00c9 uma praga presente no Brasil (Praga Quarenten\u00e1ria Presente &#8211; PQP) e atualmente ocorre nos estados do Alagoas, Amap\u00e1, Amazonas, Par\u00e1, Rond\u00f4nia, Roraima e Sergipe (Figura 03) <a href=\"https:\/\/www.ce.gov.br\/adagri\/legislacao-vegetal-federal\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">(Instru\u00e7\u00e3o Normativa SDA\/MAPA n\u00ba 38, de 1\u00ba de outubro de 2018)<\/a>;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O estado do Cear\u00e1 \u00e9 considerado \u00c1rea Livre da praga Moko da Bananeira <a href=\"https:\/\/www.ce.gov.br\/adagri\/legislacao-vegetal-federal\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">(Instru\u00e7\u00e3o Normativa SDA\/MAPA n\u00ba 02, de 18 de fevereiro de 2014)<\/a>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A Ag\u00eancia de Defesa Agropecu\u00e1ria do Estado do Cear\u00e1 realiza Inspe\u00e7\u00f5es em n\u00edvel de campo, com o intuito de manter o status de \u00c1rea Livre da praga Moko da Bananeira conforme preconiza a <a href=\"https:\/\/www.ce.gov.br\/adagri\/legislacao-vegetal-federal\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Instru\u00e7\u00e3o Normativa N\u00ba 17, de 27 de Maio de 2009<\/a>.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.ce.gov.br\/adagri\/wp-content\/uploads\/sites\/82\/2020\/07\/imagem03.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-4024\" src=\"https:\/\/www.ce.gov.br\/adagri\/wp-content\/uploads\/sites\/82\/2020\/07\/imagem03.jpg\" alt=\"\" width=\"575\" height=\"383\" srcset=\"https:\/\/www.ce.gov.br\/adagri\/wp-content\/uploads\/sites\/82\/2020\/07\/imagem03.jpg 881w, https:\/\/www.ce.gov.br\/adagri\/wp-content\/uploads\/sites\/82\/2020\/07\/imagem03-600x400.jpg 600w, https:\/\/www.ce.gov.br\/adagri\/wp-content\/uploads\/sites\/82\/2020\/07\/imagem03-768x512.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 575px) 100vw, 575px\" \/><\/a><strong>Figura 03<\/strong> \u2013 Mapa da ocorr\u00eancia de Sigatoka Negra no Brasil, segundo Instru\u00e7\u00e3o Normativa SDA\/MAPA n\u00ba 38, de 1\u00ba de outubro de 2018. (Fonte: Adagri)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>PRINCIPAIS SINTOMAS\/SINAIS<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Os sintomas de Moko da Bananeira podem atingir todos os \u00f3rg\u00e3os da planta, desde a fase de brota\u00e7\u00e3o at\u00e9 a produ\u00e7\u00e3o (Figura 4).<\/p>\n<p>&#8211; Em plantas jovens, pode ocasionar m\u00e1 forma\u00e7\u00e3o, distor\u00e7\u00e3o e murcha da folha, cartucho ou vela, seguido de amarelecimento e seca das folhas mais velhas (Figura 4-A);<br \/>\n&#8211; Nas plantas adultas, ocasiona o amarelecimento das folhas mais velhas e murcha das mais novas. Com a evolu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a, todas as folhas murcham e depois ocorre a quebra das mesmas, dando \u00e0 planta o aspecto de um \u201cguarda-chuva\u201d fechado (Figura 4-B);<br \/>\n&#8211; No rizoma, o principal sintoma \u00e9 o escurecimento dos vasos da parte central (Figura 4-C);<br \/>\n&#8211; No pseudocaule, h\u00e1 um escurecimento vascular de colora\u00e7\u00e3o marrom clara e marrom avermelhada intensa, atingindo a regi\u00e3o central. Com o avan\u00e7o da doen\u00e7a, toda a parte central do pseudocaule torna-se necrosada (Figura 4-D);<br \/>\n&#8211; No enga\u00e7o, pode-se verificar uma descolora\u00e7\u00e3o vascular ou escurecimento dos vasos do xilema, onde o seu tecido adquire colora\u00e7\u00e3o marrom-avermelhada a marrom escura (Figura 4-E); e<br \/>\n&#8211; Nos frutos, ocorre um amarelecimento precoce e irregular (Figura 4-F), escurecimento da polpa (Figura 4-G), seguido de podrid\u00e3o seca (Figura 4-H), tornando-os impr\u00f3prios para o consumo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Em geral, quando efetuados cortes transversais no pseudocaule, no enga\u00e7o ou nos frutos, observa-se a densa forma\u00e7\u00e3o de got\u00edculas de colora\u00e7\u00e3o clara, caracterizando a exsuda\u00e7\u00e3o abundante de c\u00e9lulas bacterianas (Figura 4-D, E e H).<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<p><a href=\"https:\/\/www.ce.gov.br\/adagri\/wp-content\/uploads\/sites\/82\/2020\/07\/imagem04.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-4035 aligncenter\" src=\"https:\/\/www.ce.gov.br\/adagri\/wp-content\/uploads\/sites\/82\/2020\/07\/imagem04.jpg\" alt=\"\" width=\"616\" height=\"285\" srcset=\"https:\/\/www.ce.gov.br\/adagri\/wp-content\/uploads\/sites\/82\/2020\/07\/imagem04.jpg 981w, https:\/\/www.ce.gov.br\/adagri\/wp-content\/uploads\/sites\/82\/2020\/07\/imagem04-600x278.jpg 600w, https:\/\/www.ce.gov.br\/adagri\/wp-content\/uploads\/sites\/82\/2020\/07\/imagem04-768x355.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 616px) 100vw, 616px\" \/><\/a><strong>Figura 04<\/strong> \u2013 Sintomas de Moko da Bananeira (Fonte: Embrapa).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>PREVEN\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>&#8211; Utilizar mudas e rizomas de bananeiras ou de helic\u00f4nias com sanidade comprovada;<br \/>\n&#8211; Fazer o uso, preferencialmente, de ferramentas e utens\u00edlios da pr\u00f3pria fazenda para os tratos culturais e para a colheita e proceder suas desinfesta\u00e7\u00f5es ap\u00f3s o uso;<br \/>\n&#8211; Realizar controle de insetos vetores, tais como: abelhas arapu\u00e1 (Trigona spp.), vespas (Polybia spp.), mosca-das-frutas (Drosophyla spp.); e;<br \/>\n&#8211; Realizar inspe\u00e7\u00f5es peri\u00f3dicas do pomar, visando detectar poss\u00edveis focos do Moko da Bananeira.<\/p>\n<p>Em caso de suspeita de ocorr\u00eancia, o produtor dever\u00e1 procurar um dos escrit\u00f3rios da Ag\u00eancia de Defesa Agropecu\u00e1ria do Estado do Cear\u00e1 &#8211; Adagri ou entrar em contato com a Diretoria de Sanidade Vegetal\/DISAV.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>PROCEDIMENTOS PARA O TR\u00c2NSITO DE BANANA E DE HELIC\u00d4NIAS<\/strong><\/p>\n<p>&#8211; Todo produtor que pretenda transportar frutos, mudas ou rizomas de bananeira, bem como mudas ou infloresc\u00eancias de helic\u00f4nias para outros estados, dever\u00e1 procurar um dos escrit\u00f3rios da Adagri para se adequar ao Sistema de Certifica\u00e7\u00e3o Fitossanit\u00e1ria de Origem;<br \/>\n&#8211; As cargas de bananas ou de helic\u00f4nias com destino para outros estados devem estar sempre acompanhadas de Permiss\u00e3o de Tr\u00e2nsito Vegetal &#8211; PTV, a ser obtida nos escrit\u00f3rios da Adagri;<br \/>\n&#8211; \u00c9 proibido o tr\u00e2nsito de mudas ou rizomas de bananeiras e helic\u00f4nias, provenientes de estados com ocorr\u00eancia do Moko da Bananeira, exceto quando transportadas ainda in vitro ou aclimatadas, desde que n\u00e3o haja contato com o solo local, da aclimata\u00e7\u00e3o ao transporte; e<br \/>\n&#8211; A entrada de cargas de bananas ou helic\u00f4nias no estado do Cear\u00e1, s\u00f3 ser\u00e1 permitida se provenientes de \u00c1reas Livres ou de Sistemas de Mitiga\u00e7\u00e3o de Risco para a Praga Ralstonia solanacearum ra\u00e7a 2, desde que acompanhadas da Permiss\u00e3o de Tr\u00e2nsito Vegetal &#8211; PTV.<\/p>\n<div class=\"wrapper container\">\n<div class=\"\">\n<h3 style=\"background-color: #f7683b;color: #ffffff;padding: 5px;text-align: left\">CANCRO C\u00cdTRICO (Xanthomonas axonopodis pv. citri)<\/h3>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>CANCRO C\u00cdTRICO<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00c9 uma doen\u00e7a que afeta todas as esp\u00e9cies e variedades de citros de import\u00e2ncia econ\u00f4mica (laranjas, limas, lim\u00f5es e tangerinas), al\u00e9m de esp\u00e9cies de Poncirus spp. e Fortunella spp.. Tem como agente causal uma bact\u00e9ria, Xanthomonas axonopodis pv. citri = Xanthomonas campestris pv. Citri = Xanthomonas citri subsp. citri;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00c9 uma praga presente no Brasil (Praga Quarenten\u00e1ria Presente &#8211; PQP) e atualmente ocorre nos estados do Cear\u00e1, Maranh\u00e3o, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paran\u00e1, Piau\u00ed, Rio Grande do Sul, Roraima, Santa Catarina e S\u00e3o Paulo (Figura 05) (<a href=\"https:\/\/www.ce.gov.br\/adagri\/legislacao-vegetal-federal\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Instru\u00e7\u00e3o Normativa SDA\/MAPA n\u00ba 38, de 1\u00ba de outubro de 2018<\/a>).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Ag\u00eancia de Defesa Agropecu\u00e1ria do Estado do Cear\u00e1 realiza Inspe\u00e7\u00f5es em n\u00edvel de campo, com o intuito de conter o avan\u00e7o do Cancro C\u00edtrico conforme preconiza a <a href=\"https:\/\/www.ce.gov.br\/adagri\/legislacao-vegetal-federal\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Instru\u00e7\u00e3o Normativa n\u00ba 21, de 25 de abril de 2018<\/a>.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.ce.gov.br\/adagri\/wp-content\/uploads\/sites\/82\/2020\/07\/imagem05.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-4044 aligncenter\" src=\"https:\/\/www.ce.gov.br\/adagri\/wp-content\/uploads\/sites\/82\/2020\/07\/imagem05.jpg\" alt=\"\" width=\"572\" height=\"383\" srcset=\"https:\/\/www.ce.gov.br\/adagri\/wp-content\/uploads\/sites\/82\/2020\/07\/imagem05.jpg 894w, https:\/\/www.ce.gov.br\/adagri\/wp-content\/uploads\/sites\/82\/2020\/07\/imagem05-600x402.jpg 600w, https:\/\/www.ce.gov.br\/adagri\/wp-content\/uploads\/sites\/82\/2020\/07\/imagem05-768x515.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 572px) 100vw, 572px\" \/><\/a><strong>Figura 05<\/strong> \u2013 Mapa da ocorr\u00eancia de Cancro C\u00edtrico no Brasil, segundo Instru\u00e7\u00e3o Normativa SDA\/MAPA n\u00ba 38, de 1\u00ba de outubro de 2018. (Fonte: Adagri).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>PRINCIPAIS SINTOMAS\/SINAIS<\/strong><\/p>\n<p>As les\u00f5es provocadas pelo cancro c\u00edtrico s\u00e3o salientes, o que n\u00e3o ocorre na maioria das outras doen\u00e7as e pragas. Os primeiros sintomas aparecem nas folhas, e \u00e9 nestas que se encontra em maior quantidade, em compara\u00e7\u00e3o com a presen\u00e7a de sintomas em frutos e ramos.<\/p>\n<p>Nas folhas, o primeiro sintoma vis\u00edvel \u00e9 o aparecimento de pequenas les\u00f5es salientes, que surgem nos dois lados das folhas, sem deform\u00e1-las. As les\u00f5es aparecem na cor amarela e logo se tornam marrons. \u00c9 a \u00fanica doen\u00e7a conhecida com les\u00f5es salientes que aparecem dos dois lados da folha. Quando a doen\u00e7a est\u00e1 em est\u00e1gio mais avan\u00e7ado, as les\u00f5es nas folhas ficam grossas, com centro marrom e um halo amarelado em volta (Figura 06).<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.ce.gov.br\/adagri\/wp-content\/uploads\/sites\/82\/2020\/07\/imagem06.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-4045 aligncenter\" src=\"https:\/\/www.ce.gov.br\/adagri\/wp-content\/uploads\/sites\/82\/2020\/07\/imagem06.jpg\" alt=\"\" width=\"518\" height=\"350\" \/><\/a><strong>Figura 06<\/strong> \u2013 Sintomas de Cancro C\u00edtrico nas folhas (Fonte: Fundecitrus).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Nos frutos, doen\u00e7a se manifesta pelo surgimento de pequenas manchas amarelas, com um ponto marrom no centro, que aos poucos v\u00e3o crescendo e podem ocupar grande parte da casca do fruto. As manchas s\u00e3o salientes, mais superficiais, parecidas com verrugas, de cor marrom no centro. Em est\u00e1gio avan\u00e7ado, as les\u00f5es provocam o rompimento da casca (Figura 07).<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.ce.gov.br\/adagri\/wp-content\/uploads\/sites\/82\/2020\/07\/imagem07.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-4046 aligncenter\" src=\"https:\/\/www.ce.gov.br\/adagri\/wp-content\/uploads\/sites\/82\/2020\/07\/imagem07.jpg\" alt=\"\" width=\"462\" height=\"355\" \/><\/a><strong>Figura 07<\/strong> \u2013 Sintomas de Cancro C\u00edtrico nos frutos (Fonte: Fundecitrus).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>As les\u00f5es de Cancro C\u00edtrico nos ramos s\u00e3o menos frequentes e dependem da susceptibilidade da variedade, caracterizando-se por crostas de cor parda, que podem resultar em rachaduras e morte dos ramos (Figura 08).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.ce.gov.br\/adagri\/wp-content\/uploads\/sites\/82\/2020\/07\/imagem08.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-4047 aligncenter\" src=\"https:\/\/www.ce.gov.br\/adagri\/wp-content\/uploads\/sites\/82\/2020\/07\/imagem08.jpg\" alt=\"\" width=\"415\" height=\"306\" \/><\/a><strong>Figura 08<\/strong> \u2013 Sintomas de Cancro C\u00edtrico nos ramos (Fonte: Fundecitrus).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>PREVEN\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>&#8211; Utilizar mudas com sanidades comprovada;<br \/>\n&#8211; Fazer o uso, preferencialmente, de ferramentas e utens\u00edlio da pr\u00f3pria fazenda para os tratos culturais e proceder suas desinfesta\u00e7\u00f5es ap\u00f3s o uso, al\u00e9m dos ve\u00edculos, m\u00e1quinas, materiais de colheita e outros equipamentos antes de entrarem na propriedade;<br \/>\n&#8211; Realizar o controle peri\u00f3dico do Minador dos Citros (Phyllocnistis citrella), que provoca ferimentos na planta, principalmente nas brota\u00e7\u00f5es, que servem de porta de entrada da bact\u00e9ria do Cancro C\u00edtrico; e<br \/>\n&#8211; Proceder a inspe\u00e7\u00f5es peri\u00f3dicas no pomar, visando a detec\u00e7\u00e3o dos focos iniciais;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em caso de suspeita de ocorr\u00eancia, o produtor dever\u00e1 procurar um dos escrit\u00f3rios da Ag\u00eancia de Defesa Agropecu\u00e1ria do Estado do Cear\u00e1 &#8211; Adagri ou entrar em contato com a Diretoria de Sanidade Vegetal \/ DISAV.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>PROCEDIMENTOS PARA O TR\u00c2NSITO DE CITROS<\/strong><\/p>\n<p>&#8211; Todo produtor que pretenda transportar frutos, mudas ou qualquer material propagativo de citros para outros estados dever\u00e1 procurar um dos escrit\u00f3rios da Adagri para se adequar ao sistema de Certifica\u00e7\u00e3o Fitossanit\u00e1ria de Origem; e<br \/>\n&#8211; As partidas de frutos, mudas ou qualquer outro material propagativo com destino a outros estados, bem como aquelas que entrarem no Cear\u00e1 dever\u00e3o estar sempre acompanhadas de Permiss\u00e3o de Tr\u00e2nsito de Vegetais \u2013 PTV.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"wrapper container\">\n<div class=\"\">\n<h3 style=\"background-color: #f7683b;color: #ffffff;padding: 5px;text-align: left\">\u00c1REA LIVRE DE MOSCAS DAS FRUTAS (Anastrepha grandis)<\/h3>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>MOSCA SUL-AMERICANA DAS CUCURBIT\u00c1CEAS<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Tamb\u00e9m conhecida como Mosca das Cucurbit\u00e1ceas, \u00e9 uma esp\u00e9cie de mosca das frutas que ataca frutos de cucurbit\u00e1ceas, entre as quais mel\u00e3o, melancia, ab\u00f3bora e pepino.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">No Brasil, sua principal import\u00e2ncia est\u00e1 relacionada com as restri\u00e7\u00f5es quarenten\u00e1rias impostas por alguns pa\u00edses importadores de cucurbit\u00e1ceas que exigem que os frutos frescos de mel\u00e3o, melancia, ab\u00f3bora e peino estejam livres de Anastrepha grandis.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A \u00c1rea Livre da praga Anastrepha grandis do Estado do Cear\u00e1 foi reconhecida pela Portaria SDA\/MAPA n\u00ba 150, de 1\u00ba de dezembro de 2003. Atualmente, a mesma \u00e9 composta por 11 (onze) munic\u00edpios, sendo eles: Aracati, Fortim, Jaguaruana, Icapu\u00ed, Itai\u00e7aba, Limoeiro do Norte, Palhano, Quixer\u00e9, Russas, Tabuleiro do Norte e o Distrito de Aruaru do munic\u00edpio de Morada Nova, estabelecida atrav\u00e9s da Portaria SDA\/MAPA N\u00ba 305, de 12 de maio de 2021 (Figura 09).<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.ce.gov.br\/adagri\/wp-content\/uploads\/sites\/82\/2024\/09\/Figura-09-Defesa-Vegetal.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-7466\" src=\"https:\/\/www.ce.gov.br\/adagri\/wp-content\/uploads\/sites\/82\/2024\/09\/Figura-09-Defesa-Vegetal-600x420.png\" alt=\"\" width=\"716\" height=\"501\" srcset=\"https:\/\/www.ce.gov.br\/adagri\/wp-content\/uploads\/sites\/82\/2024\/09\/Figura-09-Defesa-Vegetal-600x420.png 600w, https:\/\/www.ce.gov.br\/adagri\/wp-content\/uploads\/sites\/82\/2024\/09\/Figura-09-Defesa-Vegetal.png 715w\" sizes=\"auto, (max-width: 716px) 100vw, 716px\" \/><\/a><strong>Figura 09<\/strong> &#8211; Munic\u00edpios da \u00c1rea Livre da praga Anastrapha grandis nos estados do Cear\u00e1 e Rio Grande do Norte. (Fonte: Adagri)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>PRINCIPAIS SINTOMAS\/SINAIS<br \/>\n<\/strong><\/p>\n<p>Os adultos se diferenciam das demais esp\u00e9cies de mosca das frutas, devido ao seu porte avantajado e pelo longo ovopositor das f\u00eameas (Figura 10-A). Suas larvas causam danos diretos aos frutos ao se alimentarem da polpa, e danos indiretos ao abrirem orif\u00edcios de favorecem a entrada de microrganismos que causam o apodrecimento dos frutos (Figura 10-B).<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.ce.gov.br\/adagri\/wp-content\/uploads\/sites\/82\/2020\/07\/imagem10.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-4052 aligncenter\" src=\"https:\/\/www.ce.gov.br\/adagri\/wp-content\/uploads\/sites\/82\/2020\/07\/imagem10.jpg\" alt=\"\" width=\"689\" height=\"261\" srcset=\"https:\/\/www.ce.gov.br\/adagri\/wp-content\/uploads\/sites\/82\/2020\/07\/imagem10.jpg 1122w, https:\/\/www.ce.gov.br\/adagri\/wp-content\/uploads\/sites\/82\/2020\/07\/imagem10-120x46.jpg 120w, https:\/\/www.ce.gov.br\/adagri\/wp-content\/uploads\/sites\/82\/2020\/07\/imagem10-600x227.jpg 600w, https:\/\/www.ce.gov.br\/adagri\/wp-content\/uploads\/sites\/82\/2020\/07\/imagem10-768x291.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 689px) 100vw, 689px\" \/><\/a><strong>Figura 10<\/strong> \u2013 Adulto (A) e Larva (B) de Anastrepha grandis (Fonte: Defesa Vegetal).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>\u00c1REA LIVRE DE PRAGAS<\/strong><\/p>\n<p>\u00c1rea na qual uma praga espec\u00edfica n\u00e3o ocorre como demonstrado por evid\u00eancia cient\u00edfica e na qual, quando apropriado, esta condi\u00e7\u00e3o \u00e9 mantida oficialmente<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>IMPORT\u00c2NCIA DA ADAGRI NA MANUTEN\u00c7\u00c3O DE UMA AREA LIVRE DA PRAGA Anastrepha grandis PARA O ESTADO DO CEAR\u00c1<\/strong><\/p>\n<p>&#8211; Possibilita a exporta\u00e7\u00e3o de frutos frescos de mel\u00e3o, melancia, ab\u00f3bora e pepino para pa\u00edses que possuem restri\u00e7\u00f5es \u00e0 praga Anastrepha grandis, como Estados Unidos, Argentina, Uruguai, Chile e China;<br \/>\n&#8211; Fiscaliza\u00e7\u00e3o do Processo de Certifica\u00e7\u00e3o Fitossanit\u00e1rio de Origem; e<br \/>\n&#8211; Educa\u00e7\u00e3o Fitossanit\u00e1ria e monitoramento permanente de moscas das frutas em locais de risco (portos, aeroportos, Centrais de Abastecimento de Frutas, empresas exportadoras e rodovias com tr\u00e2nsito de cucurbit\u00e1ceas).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>ADES\u00c3O AO SISTEMA DE \u00c1REA LIVRE DA PRAGA Anastrepha grandis<\/strong><\/p>\n<p>Todo produtor das cucurbit\u00e1ceas, mel\u00e3o, melancia, ab\u00f3bora e pepino que desejar exportar alguns desses produtos para pa\u00edses que fazem exig\u00eancias de que os frutos n\u00e3o apresentem risco quarenten\u00e1rio de Anastrepha grandis, dever\u00e1 procurar um dos escrit\u00f3rios da Adagri para se adequar ao Sistema de Certifica\u00e7\u00e3o Fitossanit\u00e1ria de Origem.<\/p>\n<p><strong>PROCEDIMENTOS PARA O TR\u00c2NSITO DE CUCURBIT\u00c1CEAS NA \u00c1REA LIVRE<\/strong><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif\"><span style=\"font-size: small\"><strong>\u00a0<\/strong><\/span><\/span><\/p>\n<p>&#8211; \u00c9 proibida a entrada nos munic\u00edpios de Aracati, Icapu\u00ed, Itai\u00e7aba, Jaguaruana, Limoeiro do Norte, Palhano, Russas e Quixer\u00e9 de frutos frescos de cucurbit\u00e1ceas, entre as quais mel\u00e3o, melancia, ab\u00f3bora e pepino que n\u00e3o sejam produzidos em \u00c1rea Livre ou em Sistema de Mitiga\u00e7\u00e3o de Risco para a praga Anastrepha grandis, reconhecidos oficialmente pelo Minist\u00e9rio da Agricultura, Pecu\u00e1ria e Abastecimento \u2013 MAPA;<br \/>\n&#8211; O tr\u00e2nsito de frutos frescos de cucurbit\u00e1ceas, entre as quais mel\u00e3o, melancia, ab\u00f3bora e pepino, produzidos nos munic\u00edpios de Aracati, Icapu\u00ed, Itai\u00e7aba, Jaguaruana, Limoeiro do Norte, Palhano, Russas e Quixer\u00e9, somente ser\u00e1 permitido mediante a apresenta\u00e7\u00e3o do Certificado Fitossanit\u00e1rio de Origem \u2013 CFO ou Certificado Fitossanit\u00e1rio de Origem Consolidado \u2013 CFOC;<br \/>\n&#8211; Os frutos frescos de cucurbit\u00e1ceas, entre as quais mel\u00e3o, melancia, ab\u00f3bora e pepino, produzido nos munic\u00edpios de A\u00e7u, Afonso Ribeiro, Alto do Rodrigues, Areia Branca, Bara\u00fana, Carnaubais, Grossos, Ipangua\u00e7u, Mossor\u00f3, Porto do Mangue, Serra do Mel, Tibau e Upanema, oriundos da \u00c1rea Livre de Anastrepha grandis do Estado do Rio Grande do Norte, ter\u00e3o sua entrada permitida nos munic\u00edpios localizados na \u00c1rea Livre da praga Anastrepha grandis do Estado do Cear\u00e1, mediante a apresenta\u00e7\u00e3o do Certificado Fitossanit\u00e1rio de Origem \u2013 CFO ou Certificado Fitossanit\u00e1rio de Origem Consolidado \u2013 CFOC; e<br \/>\n&#8211; A entrada de frutos de cucurbit\u00e1ceas, entre as quais mel\u00e3o, melancia, ab\u00f3bora e pepino, na \u00c1rea Livre da praga Anastrepha grandis do Estado do Cear\u00e1, quando proveniente de \u00e1reas com Sistema de Mitiga\u00e7\u00e3o de Risco da referida praga, s\u00f3 ser\u00e1 permitido quando acompanhadas de Permiss\u00e3o de Tr\u00e2nsito Vegetal &#8211; PTV.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"wrapper container\">\n<div class=\"\">\n<h3 style=\"background-color: #f7683b;color: #ffffff;padding: 5px;text-align: left\">MOSCA DA CARAMBOLA (Bactrocera carambolae)<\/h3>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>MOSCA DA CARAMBOLA<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Bactrocera carambolae tamb\u00e9m conhecida por mosca da carambola \u00e9 uma Praga Quarenten\u00e1ria Presente &#8211; PQP e atualmente ocorre nos estados do Amap\u00e1, Par\u00e1 e Roraima (Figura 11) (Instru\u00e7\u00e3o Normativa n\u00ba 38, de 1\u00ba de outubro de 2018). Bastante pol\u00edfaga, ataca v\u00e1rias esp\u00e9cies frut\u00edferas, tais como carambola, manga, caju, laranja, tangerina, jambo vermelho, etc.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A Ag\u00eancia de Defesa Agropecu\u00e1ria do Estado do Cear\u00e1 realiza Inspe\u00e7\u00f5es\/monitoramentos em n\u00edvel de campo, com o intuito de manter o status de \u201cBaixo Risco\u201d em rela\u00e7\u00e3o a entrada de Bactrocera carambolae no Cear\u00e1, conforme preconiza a Instru\u00e7\u00e3o Normativa N\u00ba 28, de 20 de Julho de 2017.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.ce.gov.br\/adagri\/wp-content\/uploads\/sites\/82\/2020\/07\/imagem11.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-4063 aligncenter\" src=\"https:\/\/www.ce.gov.br\/adagri\/wp-content\/uploads\/sites\/82\/2020\/07\/imagem11.jpg\" alt=\"\" width=\"651\" height=\"409\" srcset=\"https:\/\/www.ce.gov.br\/adagri\/wp-content\/uploads\/sites\/82\/2020\/07\/imagem11.jpg 1078w, https:\/\/www.ce.gov.br\/adagri\/wp-content\/uploads\/sites\/82\/2020\/07\/imagem11-600x377.jpg 600w, https:\/\/www.ce.gov.br\/adagri\/wp-content\/uploads\/sites\/82\/2020\/07\/imagem11-768x483.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 651px) 100vw, 651px\" \/><\/a><strong>Figura 11<\/strong> \u2013 Mapa da ocorr\u00eancia de Mosca da Carambola no Brasil, segundo Instru\u00e7\u00e3o Normativa SDA\/MAPA n\u00ba 38, de 1\u00ba de outubro de 2018. (Fonte: Adagri)<\/p>\n<p><strong>PRINCIPAIS SINTOMAS\/SINAIS<\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">Os danos causados s\u00e3o observados diretamente nos frutos, onde os insetos depositam os ovos. As larvas perfuram e destroem a polpa do fruto, tornando-os impr\u00f3prios para o consumo (Figura 12-A). Na fase adulta, o inseto tem de 7 a 8 mm de comprimento, cuja parte superior do t\u00f3rax possui cor negra com o abdome amarelado e marcados por listras escuras em forma de \u201cT\u201d (Figura 12-B).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<p align=\"justify\">Al\u00e9m do dano direto, a praga induz a matura\u00e7\u00e3o precoce, queda e apodrecimento do fruto, acarretando dr\u00e1stica redu\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o. Sua principal forma de dispers\u00e3o se d\u00e1 atrav\u00e9s do tr\u00e2nsito interestadual de frutas infestadas.<\/p>\n<div class=\"\">\n<p><strong><a href=\"https:\/\/www.ce.gov.br\/adagri\/wp-content\/uploads\/sites\/82\/2020\/07\/imagem12.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-4064 aligncenter\" src=\"https:\/\/www.ce.gov.br\/adagri\/wp-content\/uploads\/sites\/82\/2020\/07\/imagem12.jpg\" alt=\"\" width=\"775\" height=\"297\" srcset=\"https:\/\/www.ce.gov.br\/adagri\/wp-content\/uploads\/sites\/82\/2020\/07\/imagem12.jpg 1161w, https:\/\/www.ce.gov.br\/adagri\/wp-content\/uploads\/sites\/82\/2020\/07\/imagem12-120x46.jpg 120w, https:\/\/www.ce.gov.br\/adagri\/wp-content\/uploads\/sites\/82\/2020\/07\/imagem12-600x230.jpg 600w, https:\/\/www.ce.gov.br\/adagri\/wp-content\/uploads\/sites\/82\/2020\/07\/imagem12-768x294.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 775px) 100vw, 775px\" \/><\/a>Figura 12<\/strong> \u2013 Adulto (A) e Larva (B) de Bactrocera carambolae (Fonte: Agrolink).<\/p>\n<p><strong>PREVEN\u00c7\u00c3O<\/strong><br \/>\n&#8211; N\u00e3o transportar frutas hospedeiras de regi\u00f5es infestadas para outras regi\u00f5es;<br \/>\n&#8211; Coletar e enterrar frutas hospedeiras ca\u00eddas no solo;<br \/>\n&#8211; Tratamento qu\u00edmico do solo sob as plantas hospedeiras, visando \u00e0 morte das pupas; e<br \/>\n&#8211; Em a\u00e7\u00f5es de manejo integrado considerar que os m\u00e9todos devem ser planejados e executados para atingir n\u00e3o somente a mosca da carambola, mas todo o grupo de moscas-das-frutas.<\/p>\n<p>Em caso de suspeita de ocorr\u00eancia, o produtor dever\u00e1 procurar um dos escrit\u00f3rios da Ag\u00eancia de Defesa Agropecu\u00e1ria do Estado do Cear\u00e1 &#8211; Adagri ou entrar em contato com a Diretoria de Sanidade Vegetal \/ DISAV.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>IMPORT\u00c2NCIA DA ADAGRI NA PREVEN\u00c7\u00c3O DA OCORR\u00caNCIA DA MOSCA DA CARAMBOLA<\/strong><\/p>\n<p>&#8211; Fiscaliza\u00e7\u00e3o do Processo de Certifica\u00e7\u00e3o Fitossanit\u00e1rio de Origem;<br \/>\n&#8211; Educa\u00e7\u00e3o Fitossanit\u00e1ria e monitoramento permanente de Mosca da Carambola em locais de risco (portos, aeroportos, Centrais de Abastecimento de Frutas, empresas exportadoras e rodovias com tr\u00e2nsito de frutas); e<br \/>\n&#8211; Controle do tr\u00e2nsito de frutos hospedeiros da Mosca da Carambola.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>PROCEDIMENTOS PARA O TR\u00c2NSITO DE VEGETAIS HOSPEDEIROS DA MOSCA DA CARAMBOLA<\/strong><\/p>\n<p>&#8211; \u00c9 proibida a entrada no estado do Cear\u00e1 de frutos frescos de esp\u00e9cies hospedeiras da Mosca da carambola produzidas em munic\u00edpios onde ocorram focos da praga; e<br \/>\n&#8211; \u00c9 permitida a entrada no estado do Cear\u00e1 de frutos frescos e esp\u00e9cies hospedeiras da Mosca da carambola produzidas em munic\u00edpios localizados e Zonas Tamp\u00e3o e em Locais Livres da Praga nos estados do Par\u00e1, RORAIMA E AMAP\u00c1 desde que acompanhadas da Permiss\u00e3o de Tr\u00e2nsito Vegetal &#8211; PTV com a seguinte Declara\u00e7\u00e3o Adicional: \u201cOs frutos foram produzidos em locais sem ocorr\u00eancia da praga Bactrocera carambolae\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"wrapper container\">\n<div class=\"\">\n<h3 style=\"background-color: #f7683b;color: #ffffff;padding: 5px;text-align: left\">PERMISS\u00c3O DE TR\u00c2NSITO VEGETAL<\/h3>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>PERMISS\u00c3O DE TRANSITO DE VEGETAIS \u2013 PTV<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Documento emitido para acompanhar o tr\u00e2nsito da partida de plantas ou produtos vegetais, de acordo com as normas de Defesa Sanit\u00e1ria Vegetal, e para subsidiar, conforme o caso, a emiss\u00e3o do Certificado Fitossanit\u00e1rio &#8211; CF e do Certificado Fitossanit\u00e1rio de Reexporta\u00e7\u00e3o &#8211; CFR, com declara\u00e7\u00e3o adicional do Minist\u00e9rio da Agricultura, Pecu\u00e1ria e Abastecimento &#8211; MAPA (<a href=\"https:\/\/www.ce.gov.br\/adagri\/legislacao-vegetal-federal\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Instru\u00e7\u00e3o Normativa n\u00ba 28, de 24 de agosto de 2016<\/a>).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>EXIG\u00caNCIA DE PTV<\/strong><\/p>\n<p>&#8211; A PTV ser\u00e1 exigida para o tr\u00e2nsito de partida de plantas ou de produtos vegetais com potencial de veicular Pragas Quarenten\u00e1rias Presentes (PQP), Praga N\u00e3o Quarenten\u00e1ria Regulamentada (PQNR), pragas de interesse da Unidade da Federa\u00e7\u00e3o &#8211; UF e por exig\u00eancia de pa\u00eds importador, salvo quando for dispensada em norma espec\u00edfica da praga;<br \/>\n&#8211; Na movimenta\u00e7\u00e3o de partida de plantas, partes de vegetais ou produtos de origem vegetal com potencial de veicular Pragas Quarenten\u00e1rias Presentes (PQP), quando sair de uma Unidade da Federa\u00e7\u00e3o na qual ocorra a praga, e tiver como destino, o estado reconhecido pelo MAPA como \u00c1rea Livre, \u00c1rea de Baixa Preval\u00eancia ou Sistema de Mitiga\u00e7\u00e3o de Risco da Praga;<br \/>\n&#8211; Na movimenta\u00e7\u00e3o de partida de plantas, partes de vegetais ou produtos de origem vegetal com potencial de veicular Pragas Quarenten\u00e1rias Presentes (PQP), quando sair de uma Unidade da Federa\u00e7\u00e3o reconhecida como \u00c1rea Livre, nos casos em que houver necessidade de comprovar a origem dessa \u00e1rea;<br \/>\n&#8211; Na movimenta\u00e7\u00e3o de partida de plantas ou partes de vegetais com potencial de veicular Pragas Quarenten\u00e1rias N\u00e3o Regulamentadas (PQNR), com n\u00edveis de toler\u00e2ncia pelo MAPA, quando destinadas \u00e0 propaga\u00e7\u00e3o ou multiplica\u00e7\u00e3o; e<br \/>\n&#8211; Na movimenta\u00e7\u00e3o de partida de plantas, partes de vegetais ou produtos de origem vegetal com potencial de veicular Pragas espec\u00edficas, no atendimento a exig\u00eancia de certifica\u00e7\u00e3o fitossanit\u00e1ria de origem de interesse interno ou do pa\u00eds importador.<\/p>\n<p>A validade n\u00e3o poder\u00e1 exceder 30 dias, ficando o Fiscal Estadual Agropecu\u00e1rio respons\u00e1vel pelo estabelecimento do prazo em fun\u00e7\u00e3o do destino da carga.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>EMISS\u00c3O DE PTV<\/strong><\/p>\n<p>&#8211; A PTV, no caso de emiss\u00e3o manual, somente poder\u00e1 ser emitida e assinada por um Engenheiro Agr\u00f4nomo ou Engenheiro Florestal, em suas respectivas \u00e1reas de compet\u00eancia profissional, habilitado e inscrito no Cadastro Nacional dos Respons\u00e1veis T\u00e9cnicos Habilitados para a emiss\u00e3o da PTV, pertencentes ao quadro do OEDSV e que exer\u00e7am atividade de fiscaliza\u00e7\u00e3o agropecu\u00e1ria;<br \/>\n&#8211; A PTV poder\u00e1 ser emitida eletronicamente em sistema informatizado, desde que a certifica\u00e7\u00e3o fitossanit\u00e1ria de origem seja fiscalizada permanentemente e homologada pelo RT habilitado para emiss\u00e3o de PTV; e<br \/>\n&#8211; A Ag\u00eancia de Defesa Sanit\u00e1ria Vegetal &#8211; Adagri dever\u00e1 garantir a seguran\u00e7a do sistema informatizado e disponibilizar consulta ao site para verificar a autenticidade dos documentos;<br \/>\n&#8211; A homologa\u00e7\u00e3o da certifica\u00e7\u00e3o fitossanit\u00e1ria de origem pelo RT habilitado para emiss\u00e3o de PTV se dar\u00e1 mediante uso de senha pessoal, de assinatura eletr\u00f4nica ou de outra medida de seguran\u00e7a equivalente;<br \/>\n&#8211; A PTV eletr\u00f4nica dispensar\u00e1 a assinatura se estiver vinculada ao Engenheiro Agr\u00f4nomo ou Florestal habilitado que homologar a certifica\u00e7\u00e3o fitossanit\u00e1ria de origem; e<br \/>\n&#8211; A emiss\u00e3o da PTV poder\u00e1 ser realizada pelo produtor de Unidade de Produ\u00e7\u00e3o &#8211; UP ou propriet\u00e1rio de Unidade de Consolida\u00e7\u00e3o &#8211; UC, atrav\u00e9s de sistema informatizado disponibilizado pela Adagri.<br \/>\n&#8211; A emiss\u00e3o de PTV n\u00e3o poder\u00e1 a profissional de institui\u00e7\u00f5es estaduais que atuem na \u00e1rea de assist\u00eancia t\u00e9cnica, extens\u00e3o rural, fomento ou pesquisa agropecu\u00e1ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>DOCUMENTA\u00c7\u00c3O NECESS\u00c1RIA PARA EMISS\u00c3O DA PTV<\/strong><\/p>\n<p>&#8211; Certificado Fitossanit\u00e1rio de Origem &#8211; CFO ou do Certificado Fitossanit\u00e1rio de Origem Consolidado &#8211; CFOC assinado pelo Respons\u00e1vel T\u00e9cnico;<br \/>\n&#8211; Nota Fiscal do produto a ser transportado; e<br \/>\n&#8211; Pode ser tamb\u00e9m solicitada com base em outra PTV, Certificado Fitossanit\u00e1rio &#8211; CF ou Certificado Fitossanit\u00e1rio de Reexporta\u00e7\u00e3o &#8211; CFR.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div class=\"wrapper container\">\n<div class=\"\">\n<h3 style=\"background-color: #f7683b;color: #ffffff;padding: 5px;text-align: left\">BICUDO DO ALGODOEIRO (Anthonomus grandis)<\/h3>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>INTRODU\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A cultura do algodoeiro herb\u00e1ceo (Gossypium hirsutum L. ra\u00e7a latifolium Hutch.), em condi\u00e7\u00f5es de sequeiro \u00e9 considerada uma das mais importantes fontes de renda para os pequenos e m\u00e9dios produtores de base familiar do estado do Cear\u00e1. Atualmente, nossa \u00e1rea de algod\u00e3o ainda \u00e9 muito pequena, em raz\u00e3o da baixa produtividade e competitividade ocasionada por v\u00e1rios fatores, dentre os quais podemos citar a ocorr\u00eancia de d\u00e9ficit h\u00eddrico com elevada frequ\u00eancia, baixa ado\u00e7\u00e3o de tecnologias, como a mecaniza\u00e7\u00e3o, o que aumentou os custos com m\u00e3o de obra, que atualmente est\u00e1 se tornando escassa e cara.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Uma das alternativas que tem sido adotada pelos agricultores familiares \u00e9 a produ\u00e7\u00e3o de algod\u00e3o com caracter\u00edsticas especiais, como o colorido e o agroecol\u00f3gico, que permitem a obten\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os diferenciados em rela\u00e7\u00e3o ao algod\u00e3o convencional, agregando valor \u00e0 produ\u00e7\u00e3o e aumentando a rentabilidade por \u00e1rea. O algod\u00e3o produzido pelos agricultores familiares \u00e9 colhido manualmente, o que proporciona a obten\u00e7\u00e3o de um produto de elevada qualidade, com baixa contamina\u00e7\u00e3o da fibra por impurezas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>DESCRI\u00c7\u00c3O DA PRAGA<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Devido \u00e0 baixa tecnologia aplicada durante o ciclo da cultura \u00e9 inevit\u00e1vel o aparecimento de pragas, entre as quais podemos citar o Bicudo do Algodoeiro (Anthonomus grandis).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Esses insetos s\u00e3o, na sua fase jovem, larvas desprovidas de pernas, de formato curvo, colora\u00e7\u00e3o creme, com aproximadamente, 5-7 mm de comprimento (Figura 13). Seu ciclo de vida de ovo a adulto \u00e9 de, aproximadamente, 19 dias. Ap\u00f3s a oviposi\u00e7\u00e3o, a larva leva de tr\u00eas a cinco dias para eclodir, a fase larval e pupal dura de sete e quatorze dias.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.ce.gov.br\/adagri\/wp-content\/uploads\/sites\/82\/2020\/07\/imagem13.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-4075 aligncenter\" src=\"https:\/\/www.ce.gov.br\/adagri\/wp-content\/uploads\/sites\/82\/2020\/07\/imagem13.jpg\" alt=\"\" width=\"454\" height=\"320\" \/><\/a><br \/>\n<strong>Figura 13<\/strong> &#8211; Larva do Anthonomus grandis (Fonte: Canal Rural).<\/p>\n<p>Os adultos s\u00e3o besouros com colora\u00e7\u00e3o cinza ou castanha, com 3-7 mm de comprimento, apresentando rostro em forma de tromba e esta corresponde \u00e0 metade do comprimento do corpo (Figura 14). Podem ser encontrados dentro de flores abertas ou protegidos pelas br\u00e1cteas. Esses insetos t\u00eam elevado potencial reprodutivo e alta mobilidade, podendo ter quatro a seis gera\u00e7\u00f5es em um ciclo da cultura.<\/p>\n<p>O bicudo pode ser encontrado no interior de bot\u00f5es, flores e ma\u00e7\u00e3s atacadas, onde passam toda a fase larval e pupa, desde o est\u00e1dio de duas folhas verdadeiras at\u00e9 o final do ciclo.<\/p>\n<div class=\"wrapper container\">\n<div class=\"\">\n<p><a href=\"https:\/\/www.ce.gov.br\/adagri\/wp-content\/uploads\/sites\/82\/2020\/07\/imagem14.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-4076 aligncenter\" src=\"https:\/\/www.ce.gov.br\/adagri\/wp-content\/uploads\/sites\/82\/2020\/07\/imagem14.jpg\" alt=\"\" width=\"453\" height=\"278\" \/><\/a><strong>Figura 14<\/strong> &#8211; Adulto do Anthonomus grandis (Fonte: Instituto Agro).<\/p>\n<p style=\"text-align: left\"><strong>LEGISLA\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>Com o aumento da \u00e1rea plantada com algod\u00e3o, nos \u00faltimos anos, no estado do Cear\u00e1, viu-se a necessidade de se estabelecer medidas para for\u00e7ar a interrup\u00e7\u00e3o do ciclo da praga e evitar a prolifera\u00e7\u00e3o do bicudo do algodoeiro, principal praga da cultura, que se n\u00e3o for devidamente controlada pode inviabilizar a produ\u00e7\u00e3o algodoeira no estado.<\/p>\n<p>A Ag\u00eancia de Defesa Agropecu\u00e1ria do Estado do Cear\u00e1 \u2013 Adagri, atrav\u00e9s da <a href=\"https:\/\/www.ce.gov.br\/adagri\/legislacao-vegetal-estadual\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Portaria N\u00ba 022\/2020, de 20 de Fevereiro de 2020<\/a>, estabelece medidas fitossanit\u00e1rias para a preven\u00e7\u00e3o e o controle da praga bicudo-do-algodoeiro e fixa crit\u00e9rios para o cultivo de algod\u00e3o no Estado, tornando obrigat\u00f3ria a destrui\u00e7\u00e3o de soqueiras e restos culturais do algodoeiro.<\/p>\n<p>A portaria determina que os produtores devem cadastrar anualmente suas \u00e1reas de produ\u00e7\u00e3o junto ao n\u00facleo local da Adagri, no prazo m\u00e1ximo de 30 (trinta) dias ap\u00f3s o plantio, assim como monitorar e controlar a praga durante todo o ciclo da cultura. A elimina\u00e7\u00e3o e destrui\u00e7\u00e3o dos restos culturais do algodoeiro por meio f\u00edsico, mec\u00e2nico ou qu\u00edmico, isolados ou conjuntamente, deve ser realizada logo ap\u00f3s a colheita, bem como, a elimina\u00e7\u00e3o das plantas volunt\u00e1rias ou tigueras (planta germinada voluntariamente em qualquer lugar que n\u00e3o tenha sido semeada).<\/p>\n<p>&#8211; O propriet\u00e1rio, arrendat\u00e1rio ou detentor a qualquer t\u00edtulo de \u00e1reas cultivadas com algodoeiro que n\u00e3o cadastrar suas \u00e1reas de produ\u00e7\u00e3o no prazo previsto, ser\u00e1 autuado e dever\u00e1 realizar o cadastro das unidades de produ\u00e7\u00e3o;<br \/>\n&#8211; O propriet\u00e1rio, arrendat\u00e1rio ou detentor a qualquer t\u00edtulo de \u00e1reas cultivadas com algodoeiro que n\u00e3o controlar a praga, bicudo do algodoeiro durante todo o ciclo da cultura, ser\u00e1 autuado; e<br \/>\n&#8211; O propriet\u00e1rio, arrendat\u00e1rio ou detentor a qualquer t\u00edtulo de \u00e1reas cultivadas com algodoeiro que n\u00e3o a realizar a elimina\u00e7\u00e3o das soqueiras e tigueras por meio f\u00edsico, mec\u00e2nico ou qu\u00edmico, isolados ou conjuntamente, no prazo 30 (quinze) dias ap\u00f3s a colheita, ser\u00e1 autuado e dever\u00e1 realizar imediatamente elimina\u00e7\u00e3o das soqueiras e tigueras, sendo que as despesas correr\u00e3o \u00e0 conta do propriet\u00e1rio, arrendat\u00e1rio ou ocupante a qualquer t\u00edtulo de propriedade produtora de algod\u00e3o, sem preju\u00edzos das penalidades cab\u00edveis.<\/p>\n<p>O vazio sanit\u00e1rio para a cultura do algodoeiro no estado do Cear\u00e1 compreende o per\u00edodo entre os dias 1\u00ba de outubro e 31 de dezembro de cada ano.<\/p>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c1REA LIVRE DE SIGATOKA NEGRA (Mycosphaerella fijiensis) &nbsp; SIGATOKA NEGRA &nbsp; Sigatoka negra \u00e9 considerada a principal doen\u00e7a da bananeira, podendo ocasionar perdas de at\u00e9 100% da produ\u00e7\u00e3o. Causada por um ascomiceto conhecido como Mycosphaerella fijiensis Morelet (forma perfeita, teleom\u00f3rfica ou sexuada) Paracercospora fijiensis (Morelet) Deighton (forma imperfeita, anam\u00f3rfica ou assexuada), afeta tamb\u00e9m as helic\u00f4nias, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":12,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"_acf_changed":false,"inline_featured_image":false,"footnotes":""},"class_list":["post-2283","page","type-page","status-publish","hentry"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.3 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Defesa Vegetal - ADAGRI<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/www.ce.gov.br\/adagri\/defesa-vegetal\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Defesa Vegetal - ADAGRI\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"\u00c1REA LIVRE DE SIGATOKA NEGRA (Mycosphaerella fijiensis) &nbsp; SIGATOKA NEGRA &nbsp; Sigatoka negra \u00e9 considerada a principal doen\u00e7a da bananeira, podendo ocasionar perdas de at\u00e9 100% da produ\u00e7\u00e3o. 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