{"id":1239,"date":"2010-06-16T13:51:12","date_gmt":"2010-06-16T16:51:12","guid":{"rendered":"http:\/\/ww16.ce.gov.br\/hgf\/2010\/06\/16\/epilepsia\/"},"modified":"2010-06-16T13:51:12","modified_gmt":"2010-06-16T16:51:12","slug":"epilepsia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ce.gov.br\/hgf\/2010\/06\/16\/epilepsia\/","title":{"rendered":"Epilepsia"},"content":{"rendered":"<div align=\"center\">\u00a0<\/div>\n<div align=\"center\"><\/div>\n<p><strong>Incid\u00eancia<\/strong><\/p>\n<p>A incid\u00eancia da epilepsia varia de acordo com a localiza\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica. Ela ocorre com maior freq\u00fc\u00eancia nos pa\u00edses em desenvolvimento, onde h\u00e1 mais desnutri\u00e7\u00e3o, doen\u00e7as infecciosas e defici\u00eancia no atendimento m\u00e9dico. Em pa\u00edses mais desenvolvidos, a incid\u00eancia \u00e9 de aproximadamente 1%, subindo para 2% em na\u00e7\u00f5es menos desenvolvidas. A epilepsia \u00e9 mais comum na inf\u00e2ncia, quando aumenta a vulnerabilidade a infec\u00e7\u00f5es do sistema nervoso central (meningite), acidentes (traumatismos do cr\u00e2nio) e doen\u00e7as como sarampo, varicela e caxumba, cujas complica\u00e7\u00f5es podem causar crises epil\u00e9pticas. O problema tamb\u00e9m poder\u00e1 se manifestar com o envelhecimento e suas complica\u00e7\u00f5es vasculares. <\/p>\n<p><strong>Origem<\/strong><\/p>\n<p>Fortes golpes na cabe\u00e7a, infec\u00e7\u00f5es cerebrais, abuso de drogas e \u00e1lcool s\u00e3o acontecimentos relevantes na origem da epilepsia, ainda que possam se passar dias, semanas ou anos entre a ocorr\u00eancia da les\u00e3o e a primeira convuls\u00e3o. Na maioria dos casos, por\u00e9m, desconhece-se as causas que levam ao seu surgimento. <\/p>\n<p><strong>Fatores desencadeantes<\/strong><\/p>\n<p>Em alguns pacientes, as crises s\u00e3o desencadeadas por luzes piscantes, certos tipos de ru\u00eddos, leitura prolongada, priva\u00e7\u00e3o de sono, fadiga, uso de \u00e1lcool, hipoglicemia (baixo n\u00edvel de a\u00e7\u00facar no sangue) etc. \u00c1lcool, determinados medicamentos ou ingredientes alimentares podem interagir com as drogas antiepil\u00e9pticas e precipitar crises. <\/p>\n<p><strong>Manifesta\u00e7\u00f5es e sintomas<\/strong><\/p>\n<p>A epilepsia \u00e9 caracterizada por crises epil\u00e9pticas repetidas e n\u00e3o \u00e9 contagiosa. \u00c0s vezes, a pessoa com epilepsia perde a consci\u00eancia, mas \u00e0s vezes experimenta apenas pequenos movimentos corporais ou sentimentos estranhos. Por\u00e9m, sintomas menores n\u00e3o significam que a crise seja de menor import\u00e2ncia. Se as altera\u00e7\u00f5es epil\u00e9pticas ficam restritas a uma parte do c\u00e9rebro, a crise chama-se parcial; se o c\u00e9rebro inteiro est\u00e1 envolvido, chama-se generalizada. Crises parciais simples n\u00e3o ocasionam a perda da consci\u00eancia e caracterizam-se por distor\u00e7\u00f5es na percep\u00e7\u00e3o auditiva ou visual, desconforto estomacal, sensa\u00e7\u00e3o s\u00fabita de medo e\/ou movimentos estranhos de uma parte do corpo. Se uma crise parcial complexa ocorre a seguir, essas sensa\u00e7\u00f5es s\u00e3o denominadas &#8220;aura&#8221;. Crises parciais complexas s\u00e3o crises que, como as parciais simples, iniciam-se em um foco determinado no c\u00e9rebro, mas espalham-se para outras \u00e1reas, causando perturba\u00e7\u00e3o da consci\u00eancia. A pessoa aparenta estar confusa e pode caminhar sem rumo, falar sem coer\u00eancia, salivar em excesso, morder a l\u00edngua e realizar automatismos, como puxar a roupa ou virar a cabe\u00e7a de um lado para outro repetidas vezes. Crises de aus\u00eancia constituem-se por lapsos de consci\u00eancia que, em geral, duram de cinco a 15 segundos. O paciente fica olhando para o nada e pode virar os olhos, embora seja capaz de retomar normalmente sua atividade depois do epis\u00f3dio. Essas crises n\u00e3o s\u00e3o tipicamente precedidas por aura e costumam ocorrer na inf\u00e2ncia, desaparecendo por volta da adolesc\u00eancia. Crises t\u00f4nico-cl\u00f4nicas s\u00e3o convuls\u00f5es generalizadas, com perda de consci\u00eancia, que envolvem duas fases: na fase t\u00f4nica, o corpo da pessoa torna-se r\u00edgido e ela cai. Na fase cl\u00f4nica, as extremidades do corpo podem contrair-se e tremer. A consci\u00eancia \u00e9 recuperada aos poucos. Apesar de ser o tipo mais \u00f3bvio e aparente de epilepsia, n\u00e3o \u00e9 o mais comum. Existem, ainda, v\u00e1rias outras manifesta\u00e7\u00f5es de epilepsia. <\/p>\n<p><strong>Sentimentos do paciente antes, durante e depois da crise<\/strong><\/p>\n<p>Os sentimentos variam coforme o tipo de crise. Antes de uma convuls\u00e3o iniciar, algumas pessoas experimentam uma sensa\u00e7\u00e3o ou advert\u00eancia chamada &#8220;aura&#8221;. Uma descri\u00e7\u00e3o apurada do tipo de aura ao neurologista poder\u00e1 fornecer pistas sobre a parte do c\u00e9rebro onde se originam as descargas el\u00e9tricas anormais. A aura pode ocorrer sem ser seguida de crise, e em alguns casos pode ser considerada um tipo de crise parcial simples. Durante a crise, incerteza, medo, cansa\u00e7o f\u00edsico e mental, confus\u00e3o e perda de mem\u00f3ria s\u00e3o alguns dos sentimentos mais comuns, embora a pessoa possa n\u00e3o sentir absolutamente nada, ou n\u00e3o se lembrar do que aconteceu. Da mesma forma, quando a atividade do c\u00e9rebro volta ao normal, em determinados casos o paciente sente-se bem para retomar o que estava fazendo; em outros, tem dor de cabe\u00e7a e mal-estar. <\/p>\n<p><strong>Altera\u00e7\u00f5es cerebrais<\/strong><\/p>\n<p>As c\u00e9lulas do c\u00e9rebro trabalham juntas e se comunicam por meio de sinais el\u00e9tricos. \u00c0s vezes, h\u00e1 uma descarga el\u00e9trica anormal em um grupo de c\u00e9lulas nervosas e elas enviam sinais incorretos a outras c\u00e9lulas ou ao restante do corpo, iniciando os &#8220;ataques&#8221; ou crises. Cada pessoa tem um limiar convulsivo que a faz mais ou menos resistente a excessivas descargas el\u00e9tricas no c\u00e9rebro; por isso, qualquer um pode ter uma crise sob determinadas circunst\u00e2ncias. Os tipos de crise epil\u00e9pticas dependem da parte do c\u00e9rebro onde come\u00e7am essas descargas anormais. Se as crises duram muito tempo, a epilepsia pode causar danos ao c\u00e9rebro. Por\u00e9m, a maioria das crises n\u00e3o provoca dano algum.<\/p>\n<p><strong>O que fazer e o que n\u00e3o fazer quando algu\u00e9m tem uma crise<\/strong><\/p>\n<p>Mantenha-se calmo e procure acalmar os demais. Ponha algo macio sob a cabe\u00e7a do paciente. Remova da \u00e1rea objetos perigosos com os quais a pessoa eventualmente possa se ferir. Caso o paciente esteja usando gravata, afrouxe-a. Fa\u00e7a o mesmo com o colarinho da camisa. Deixe seu pesco\u00e7o livre de qualque coisa que o incomode. Mexa a cabe\u00e7a dele para o lado para que a saliva flua e n\u00e3o dificulte a respira\u00e7\u00e3o. Fique a seu lado at\u00e9 que sua respira\u00e7\u00e3o volte ao normal e ele se levante. Leve-o para casa, caso ele n\u00e3o esteja seguro de onde se encontra. Algumas pessoas ficam confusas ap\u00f3s terem sofrido um ataque. Se voc\u00ea tem certeza de que a pessoa sofre de epilepsia e que o ataque n\u00e3o vai durar mais do que poucos minutos, \u00e9 desnecess\u00e1rio chamar uma ambul\u00e2ncia. Caso, por\u00e9m, o ataque se prolongue indefinidamente, seja seguido por outros, ou a pessoa n\u00e3o volte a si, pe\u00e7a ajuda. Se a pessoa for diab\u00e9tica, estiver gr\u00e1vida, machucar-se ou estiver doente durante o ataque, chame uma ambul\u00e2ncia. N\u00e3o introduza nada em sua boca. N\u00e3o prenda sua l\u00edngua com colher ou outro objeto semelhante (n\u00e3o existe perigo algum do paciente engolir a l\u00edngua). N\u00e3o tente faz\u00ea-lo voltar a si lan\u00e7ando-lhe \u00e1gua ou obrigando-o a tom\u00e1-la. N\u00e3o o agarre na tentativa de mant\u00ea-lo quieto.<\/p>\n<p><strong>Risco de morte por epilepsia<\/strong><\/p>\n<p>A morte, em virtude de ataque epil\u00e9tico \u00e9 dif\u00edcil de ocorrer. O risco \u00e9 maior quando a pessoa tem um ataque que se prolonga por 30 minutos ou mais, sem recuperar a consci\u00eancia (estado de mal epil\u00e9ptico). Neste caso, ela dever\u00e1 ser conduzida a um servi\u00e7o de pronto atendimento.<\/p>\n<p><strong>Diagn\u00f3stico<\/strong><\/p>\n<p>O diagn\u00f3stico da epilepsia \u00e9 cl\u00ednico, ou seja, n\u00e3o se ap\u00f3ia exclusivamente em exames f\u00edsicos. O neurologista baseia-se na descri\u00e7\u00e3o do que acontece com o paciente antes, durante e depois de uma crise. Se o paciente n\u00e3o lembra, as pessoas que acompanharam o epis\u00f3dio s\u00e3o testemunhas \u00fateis. Al\u00e9m dos exames neurol\u00f3gicos de rotina, um eletrencefalograma (EEG) pode refor\u00e7ar o diagn\u00f3stico, ajudar na classifica\u00e7\u00e3o da epilepsia e investigar a exist\u00eancia de uma les\u00e3o cerebral. No EEG, eletrodos fixados no couro cabeludo registram e amplificam a atividade cerebral. N\u00e3o h\u00e1 passagem de corrente el\u00e9trica. Hiperpn\u00e9ia e fotoestimula\u00e7\u00e3o podem mostrar anomalias nas ondas cerebrais e, por isso, costumam integrar o exame. Na primeira, o paciente respira fundo e simula estar cansado; na segunda, \u00e9 estimulado por algumas freq\u00fc\u00eancias de luz. O neurologista poder\u00e1 solicitar, ainda, o exame durante o sono, com priva\u00e7\u00e3o de sono ou com monitoramento 24h. Entretanto, um resultado normal no EEG n\u00e3o descarta a epilepsia. As altera\u00e7\u00f5es ocorrem, por vezes, t\u00e3o no interior do c\u00e9rebro, que n\u00e3o s\u00e3o captadas; \u00e9 poss\u00edvel tamb\u00e9m que nenhuma altera\u00e7\u00e3o tenha ocorrido no momento do exame. Outros exames comumente solicitados na investiga\u00e7\u00e3o da epilepsia s\u00e3o tomografia computadorizada e resson\u00e2ncia magn\u00e9tica, principalmente para verificar se a epilepsia est\u00e1 ligada a um tumor ou a outra les\u00e3o cerebral. <\/p>\n<p><strong>Cura e tratamento<\/strong><\/p>\n<p>Quando se fala em epilepsia, \u00e9 imposs\u00edvel falar em dados ou probabilidades sem associ\u00e1-los ao tipo de crise em quest\u00e3o. Algumas crises desaparecem com o tempo e a medica\u00e7\u00e3o pode ser suspensa; outros pacientes precisam de tratamento a vida inteira para controlar as crises, e outros n\u00e3o respondem bem aos medicamentos. Da mesma forma, a efic\u00e1cia do tratamento medicamentoso depende de pessoa para pessoa e do tipo de crises que ela tem. Em geral, cerca de 50% ter\u00e3o seus ataques totalmente controlados, 30% ter\u00e3o seus ataques reduzidos em freq\u00fc\u00eancia e intensidade a ponto de poderem levar vidas normais, e os outros 20% ou ser\u00e3o resistentes \u00e0 medica\u00e7\u00e3o, ou precisar\u00e3o de uma dose t\u00e3o alta de rem\u00e9dio que ser\u00e1 melhor aceitar um controle parcial. Mas as pesquisas nessa \u00e1rea s\u00e3o constantes e novas drogas t\u00eam chegado ao mercado. Atualmente, as subst\u00e2ncias mais usadas para tratar a epilepsia s\u00e3o: carbamazepina, clobazam, clonazepam, etosuximida, fenito\u00edna, fenobarbital, primidona e valproato de s\u00f3dio (\u00e1cido valpr\u00f3ico). Medicamentos mais novos incluem a lamotrigina, a oxcarbazepina, o topiramato e a vigabatrina. \u00c0s vezes, \u00e9 necess\u00e1rio experimentar mais de um medicamento para obter o efeito desejado, ou mesmo combinar mais de uma medica\u00e7\u00e3o. A maneira como os anticonvulsivantes alteram o limiar convulsivo ou previnem a ocorr\u00eancia de descargas el\u00e9tricas anormais n\u00e3o \u00e9 totalmente conhecida. Pesquisas mostram que algumas drogas podem evitar que os impulsos nervosos anormais se espalhem, enquanto outras aumentam o fluxo de \u00edons de cloro, que estabilizam as c\u00e9lulas nervosas. Uma dieta rica em lip\u00eddios e calorias, a dieta cetog\u00eanica, tem sido utilizada em especial nas crian\u00e7as, mas deve ser muito bem acompanhada pelo m\u00e9dico e estritamente seguida. O metabolismo criado pela prepara\u00e7\u00e3o cuidadosa dessa dieta pode aumentar o limiar convulsivo em alguns indiv\u00edduos. A cirurgia torna-se uma solu\u00e7\u00e3o quando a medica\u00e7\u00e3o falha e quando apenas uma parte do c\u00e9rebro \u00e9 afetada, de forma que ela possa ser removida com a seguran\u00e7a de n\u00e3o causar preju\u00edzo \u00e0 personalidade ou a outras fun\u00e7\u00f5es. Paralelamente ao tratamento m\u00e9dico, uma vida saud\u00e1vel tem efeitos ben\u00e9ficos sobre a epilepsia. Isso inclui dieta balanceada, exerc\u00edcios, descanso, redu\u00e7\u00e3o de stress e de depress\u00e3o e a n\u00e3o utiliza\u00e7\u00e3o de \u00e1lcool e drogas ilegais.<\/p>\n<p><strong>Epilepsia e os pais<\/strong><\/p>\n<p>Os pais geralmente reagem ao diagn\u00f3stico de epilepsia com uma mistura de apreens\u00e3o, vergonha, ansiedade, frustra\u00e7\u00e3o e desesperan\u00e7a, colaborando para que a crian\u00e7a veja sua condi\u00e7\u00e3o como estigmatizante. Em um estudo feito com familiares de crian\u00e7as com epilepsia, foi observado que alguns pais sentem vergonha de ter um filho epil\u00e9ptico e centram o problema apenas na crian\u00e7a, e n\u00e3o na fam\u00edlia como um todo. A palavra &#8220;epilepsia&#8221; n\u00e3o \u00e9 usada, nem dentro nem fora do c\u00edrculo familiar. A crian\u00e7a n\u00e3o pode discutir sua condi\u00e7\u00e3o abertamente e cedo come\u00e7a a v\u00ea-la como algo negativo. A superprote\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m deve ser evitada, pois leva a altera\u00e7\u00f5es de comportamento e personalidade, com freq\u00fc\u00eancia tornando a crian\u00e7a socialmente isolada. As habilidades sociais de relacionamento n\u00e3o s\u00e3o aprendidas e ela permanece insegura, dependente e emocionalmente imatura. Fica desadaptada socialmente n\u00e3o pela epilepsia em si, mas pela superprote\u00e7\u00e3o exagerada dos pais.<\/p>\n<p><strong>O paciente epil\u00e9tico e sua fam\u00edlia<\/strong><\/p>\n<p>A epilepsia pode romper com o senso familiar de autonomia e compet\u00eancia. Para que o equil\u00edbrio familiar seja recuperado, evitando conflitos e favorecendo a uni\u00e3o, \u00e9 importante que seus membros consigam chegar a um consenso sobre o que \u00e9 epilepsia e como lidar com ela. O paciente e seus familiares podem beneficiar-se de grupos de apoio, por meio do contato com outras pessoas que convivem com a epilepsia e profissionais da \u00e1rea. <\/p>\n<p><strong>Casamento e gravidez<\/strong><\/p>\n<p>O casamento entre pessoas com epilepsia torna-se mais ou menos comum de acordo com o tipo e freq\u00fc\u00eancia de crises enfrentadas. Na rela\u00e7\u00e3o entre o casal, o c\u00f4njuge da pessoa com epilepsia costuma ficar extremamente preocupado quando ocorre uma modifica\u00e7\u00e3o no esquema habitual: se a pessoa se atrasa, por exemplo. A constante supervis\u00e3o pode se tornar uma obsess\u00e3o e o paciente pode se sentir aborrecido por seus problemas nunca serem esquecidos. O c\u00f4njuge deve, ent\u00e3o, tratar o epil\u00e9ptico com mais naturalidade. Vale lembrar que alguns anticonvulsivantes interagem com as p\u00edlulas anticoncepcionais, diminuindo sua confiabilidade. As drogas antiepil\u00e9pticas aumentam, ainda que em pequena propor\u00e7\u00e3o, o risco de malforma\u00e7\u00f5es fetais. Entretanto, interromper o uso da medica\u00e7\u00e3o \u00e9 perigoso para a m\u00e3e e para o beb\u00ea. O acompanhamento m\u00e9dico durante a gravidez \u00e9 a melhor maneira de prevenir complica\u00e7\u00f5es. <\/p>\n<p><strong>A crian\u00e7a com pais epil\u00e9ticos<\/strong><\/p>\n<p>Sempre nos preocupamos com a crian\u00e7a ou o adulto com epilepsia, mas com freq\u00fc\u00eancia esquecemos de orientar a crian\u00e7a que \u00e9 filha de pais epil\u00e9pticos. N\u00e3o h\u00e1 d\u00favida que assistir a uma crise \u00e9 uma experi\u00eancia muito angustiante para a crian\u00e7a; por isso, ela precisa ser ajudada a lidar com a epilepsia de seu pai ou de sua m\u00e3e. Uma estrat\u00e9gia \u00e9 ensin\u00e1-la a cooperar durante a crise. A crian\u00e7a poder\u00e1 ter um pequeno papel, como por exemplo, colocar um travesseiro, um pano ou um casaco embaixo da cabe\u00e7a do epil\u00e9ptico e falar palavras de conforto. Negar \u00e0 crian\u00e7a uma participa\u00e7\u00e3o em tal situa\u00e7\u00e3o s\u00f3 serve para aumentar o medo e a ansiedade ante uma crise. Assim, \u00e9 importante que ela veja um adulto agir com calma e tranq\u00fcilidade ao atender uma pessoa com crise. <\/p>\n<p><strong>A epilepsia e a escola<\/strong><\/p>\n<p>Com diagn\u00f3stico e tratamento adequados, aproximadamente 80-90% das crian\u00e7as ter\u00e3o sua crises controladas com um m\u00ednimo de efeitos indesejados. Isso lhes permitir\u00e1 acesso a uma vida normal. O tempo de crise \u00e9 infinitamente pequeno em rela\u00e7\u00e3o ao restante do tempo sem crises, e a crian\u00e7a n\u00e3o deve organizar sua vida ou restringir atividades escolares em fun\u00e7\u00e3o desses momentos cr\u00edticos. Os pais podem avisar o(s) professor(es) da condi\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a e orient\u00e1-los. <\/p>\n<p><strong>Dificuldades de aprendizagem<\/strong><\/p>\n<p>A epilepsia normalmente n\u00e3o afeta a intelig\u00eancia. As dificuldades de aprendizagem podem ocorrer por crises freq\u00fcentes e prolongadas ou por efeitos colaterais dos medicamentos, como fadiga, sonol\u00eancia e diminui\u00e7\u00e3o da aten\u00e7\u00e3o.Eventualmente uma pessoa com retardo mental poder\u00e1 ter epilepsia; isso n\u00e3o significa que a epilepsia \u00e9 a causa do retardo mental, mas ambos podem ser conseq\u00fc\u00eancia de um comprometimento cerebral mais amplo. <\/p>\n<p><strong>Educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica<\/strong><\/p>\n<p>A crian\u00e7a com epilepsia n\u00e3o deve ficar exclu\u00edda das aulas de educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica, pois a pr\u00e1tica de exerc\u00edcios ajuda no desenvolvimento do ser humano. V\u00f4lei, futebol, gin\u00e1stica, corrida e t\u00eanis podem ser feitos naturalmente; a nata\u00e7\u00e3o deve ser praticada sob supervis\u00e3o. Crian\u00e7as epil\u00e9pticas n\u00e3o devem participar de exerc\u00edcios em barras, n\u00e3o devem andar de bicicleta em ruas movimentadas, subir em \u00e1rvores, praticar asa delta ou alpinismo. <\/p>\n<p><strong>Epilepsia na adolesc\u00eancia<\/strong><\/p>\n<p>Na adolesc\u00eancia, principalmente, as crises costumam ser desencadeadas pelo uso de drogas e \u00e1lcool, que intereferem no mecanismo dos medicamentos antiepil\u00e9pticos, bem como por priva\u00e7\u00e3o de sono ap\u00f3s festas prolongadas. Problemas pr\u00f3prios de uma fase conturbada como a adolesc\u00eancia podem, eventualmente, estar associados \u00e0 epilepsia. Enquanto o adolescente procura a independ\u00eancia, os pais superprotegem-no porque ele pode ter crises. Assim, \u00e9 muito comum a nega\u00e7\u00e3o da epilepsia por parte do adolescente, levando \u00e0 n\u00e3o-ades\u00e3o ao tratamento, isto \u00e9, \u00e0 n\u00e3o-utiliza\u00e7\u00e3o da medica\u00e7\u00e3o de forma correta.<\/p>\n<p>\u00c9 muito importante que o adolescente com epilepsia seja orientado quanto ao que pode ou n\u00e3o fazer. Uma boa rela\u00e7\u00e3o com seu m\u00e9dico lhe proporciona a possibilidade de expor com franqueza seus problemas e sentir-se entendido e ajudado. O profissional que trata o adolescente deve estimul\u00e1-lo a n\u00e3o desistir do tratamento e a segui-lo regularmente (por exemplo: n\u00e3o deixar de tomar medica\u00e7\u00e3o porque tem uma festa e quer beber \u00e1lcool). Misturar medica\u00e7\u00e3o e buscar solu\u00e7\u00f5es m\u00e1gicas, como a substitui\u00e7\u00e3o do tratamento por pr\u00e1ticas religiosas, s\u00e3o a\u00e7\u00f5es que tamb\u00e9m n\u00e3o devem ser feitas. <\/p>\n<p><strong>O paciente epil\u00e9tico e o emprego<\/strong><\/p>\n<p>Estudos mostram que 50% a 60% de pessoas com epilepsia escondem sua condi\u00e7\u00e3o ao procurar emprego; no entanto, as faltas por doen\u00e7a e os acidentes de trabalho n\u00e3o s\u00e3o mais freq\u00fcentes em pessoas com epilepsia do que nos demais empregados. Ao serem admitidas em um emprego, as pessoas n\u00e3o podem ser indagadas a respeito da epilepsia. Esta \u00e9 uma informa\u00e7\u00e3o pessoal. A pergunta poss\u00edvel \u00e9: &#8220;Voc\u00ea tem algum problema de sa\u00fade que possa impedi-lo de realizar este trabalho?&#8221; Se n\u00e3o for o caso, n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio mencionar a epilepsia. A falta de informa\u00e7\u00e3o ainda resulta em preconceito, mas o ideal \u00e9 que as pessoas aproveitem as oportunidades de prestar esclarecimentos sobre a epilepsia, a fim de melhorar a qualidade de vida de quem sofre com o problema. Afinal, quem tem epilepsia controlada tem vida absolutamente normal, e mesmo quem passa por crises s\u00f3 fica abalado durante os poucos minutos em que elas acontecem. Nos casos em que se faz necess\u00e1rio restri\u00e7\u00f5es para certos tipos de emprego, as decis\u00f5es devem levar em conta avalia\u00e7\u00f5es, e n\u00e3o o diagn\u00f3stico gen\u00e9rico de epilepsia. As profiss\u00f5es mais adequadas s\u00e3o aquelas em que a pessoa se sente adaptada e n\u00e3o corre risco de vida. Devemos lembrar que algumas atividades s\u00e3o potencialmente arriscadas para os pacientes portadores de epilepsia, como o trabalho com m\u00e1quinas e serras que ofere\u00e7am risco de dano f\u00edsico, trabalhos em andaimes e similares. N\u00e3o s\u00e3o indicadas ocupa\u00e7\u00f5es como eletricista, piloto, bombeiro, motorista etc. Os m\u00e9dicos podem ajudar o paciente com epilepsia a se adaptar profissionalmente. Primeiro: podem indicar a profiss\u00e3o adequada; segundo: podem facilitar a admiss\u00e3o, orientando e educando os empregadores; terceiro: n\u00e3o devem refor\u00e7ar o aux\u00edlio-doen\u00e7a, e sim incentivar o paciente a continuar trabalhando. <\/p>\n<p><strong>O epil\u00e9tico e o tr\u00e2nsito<\/strong><\/p>\n<p>Dirigir \u00e9 um privil\u00e9gio e n\u00e3o um direito e, para tanto, a pessoa deve estar apta f\u00edsica e mentalmente. Estat\u00edsticas mostram que a freq\u00fc\u00eancia de acidentes de tr\u00e2nsito com epil\u00e9pticos pouco difere da popula\u00e7\u00e3o em geral. O n\u00famero \u00e9 muito mais elevado com alcoolistas: a bebida alc\u00f3olica representa mil vezes mais a causa de acidentes do que as crises epil\u00e9pticas. Em pa\u00edses desenvolvidos, existem recomenda\u00e7\u00f5es ao indiv\u00edduo com epilepsia que quer dirigir, como: estar livre de crises no m\u00ednimo h\u00e1 um ano e sob acompanhamento m\u00e9dico; dirigir somente ve\u00edculos da categoria B (carro de passeio), e n\u00e3o ser motorista profissional, isto \u00e9, n\u00e3o conduzir ve\u00edculos pesados e transporte p\u00fablico, mesmo livre de crises h\u00e1 anos.<\/p>\n<p>Clique aqui para saber mais Orienta\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas aos pais e educadores:<br \/><a href=\"https:\/\/www.epilepsia.org.br\/epi2002\/mitos_indice.asp\" title=\"Clique aqui para saber mais orienta\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas aos pais e educadores\">https:\/\/www.epilepsia.org.br\/epi2002\/mitos_indice.asp<\/a><\/p>\n<p><strong>Fonte: Liga Brasileira de Epilepsia<\/strong> (<a href=\"www.epilepsia.org.br\">www.epilepsia.org.br<\/a>)\u00a0 <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0 Incid\u00eancia A incid\u00eancia da epilepsia varia de acordo com a localiza\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica. 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