{"id":1275,"date":"2010-11-26T12:59:31","date_gmt":"2010-11-26T15:59:31","guid":{"rendered":"http:\/\/ww16.ce.gov.br\/hgf\/2010\/11\/26\/nutricao-e-cancer-de-mama\/"},"modified":"2010-11-26T12:59:31","modified_gmt":"2010-11-26T15:59:31","slug":"nutricao-e-cancer-de-mama","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ce.gov.br\/hgf\/2010\/11\/26\/nutricao-e-cancer-de-mama\/","title":{"rendered":"Nutri\u00e7\u00e3o e C\u00e2ncer de Mama"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Adriana Rocha, Nutricionista<\/p>\n<p><strong>________________________________________________________________<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>1.Introdu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>\u00a0\u00a0 \u00a0A sa\u00fade de uma popula\u00e7\u00e3o \u00e9 o resultado de intera\u00e7\u00f5es entre fatores gen\u00e9ticos e ambientais, como os h\u00e1bitos alimentares e o consumo de bebidas alco\u00f3licas.\u00a0\u00a0 \u00a0<br \/>As mudan\u00e7as na nossa dieta, principalmente nos \u00faltimos 100 anos, s\u00e3o potentes promotores de v\u00e1rias doen\u00e7as, entre elas, o c\u00e2ncer de mama.<br \/>\u00a0\u00a0 \u00a0Atualmente as sociedades industrializadas s\u00e3o caracterizadas pelo elevado consumo de gordura saturada e gordura trans e o baixo consumo de frutas e verduras, de carboidratos complexos e das fibras alimentares.<br \/>\u00a0\u00a0 \u00a0Al\u00e9m da dieta inadequada, o estilo de vida sedent\u00e1rio e a exposi\u00e7\u00e3o a subst\u00e2ncias t\u00f3xicas interagem com os processos bioqu\u00edmicos, geneticamente controlados, contribuindo ainda mais para elevar a incid\u00eancia desta neoplasia. <br \/>\u00a0\u00a0 \u00a0A presen\u00e7a desses fatores de risco influencia diretamente no peso e na composi\u00e7\u00e3o corporal da paciente. Evid\u00eancias epidemiol\u00f3gicas consistentes demonstram que o ganho de peso (\u00cdndice de Massa Corp\u00f3rea acima de 28 kg\/M2) aumenta a incid\u00eancia de c\u00e2ncer de mama na p\u00f3s-menopausa.<\/p>\n<p><strong>2.Alimenta\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>\u00a0\u00a0 \u00a0A alimenta\u00e7\u00e3o representa um potencial fator de prote\u00e7\u00e3o contra o desenvolvimento de c\u00e2ncer de mama. <br \/>\u00a0\u00a0 \u00a0A inclus\u00e3o de h\u00e1bitos alimentares saud\u00e1veis como a redu\u00e7\u00e3o de carnes vermelhas, de gordura animal e do consumo excessivo de \u00e1lcool e aumento no consumo de vegetais, frutas e fibras j\u00e1 \u00e9 bastante reconhecida, entretanto os alimentos e os componentes alimentares com propriedades funcionais para a quimiopreven\u00e7\u00e3o do c\u00e2ncer, conhecidos como nutrac\u00eauticos ou f\u00e1rmaco-alimentos, est\u00e3o sendo amplamente investigados em diversos pa\u00edses. <br \/>\u00a0\u00a0 \u00a0A quimiopreven\u00e7\u00e3o por meio desses alimentos funcionais, como um promissor instrumento no controle do c\u00e2ncer de mama, ocorre atrav\u00e9s de prov\u00e1veis mecanismos de a\u00e7\u00e3o anticarcinog\u00eanica, antioxidantes, antiinflamat\u00f3rios, anti-hormonais, antiangiog\u00eanicos, dentre outros.<br \/>\u00a0\u00a0 \u00a0Dentre os componentes alimentares estudados por sua a\u00e7\u00e3o quimiopreventiva na neoplasia mam\u00e1ria, destacam-se: vitaminas e minerais (antioxidantes), fitoqu\u00edmicos (lignanas encontradas nos gr\u00e3os e sementes como a linha\u00e7a, isoflavonas da soja), os \u00e1cidos graxos poliinsaturados \u00f4mega-3 (?-3) e o \u00f4mega-6 (?-6) e o \u00e1cido linol\u00eaico conjugado.<\/p>\n<p><strong>1.1.Vitaminas e Minerais<br \/><\/strong><br \/>\u00a0\u00a0 \u00a0O efeito protetor exercido pelo consumo de frutas e vegetais pode ser atribu\u00eddo \u00e0 presen\u00e7a dos antioxidantes, tais como as vitaminas A, C, E e o \u00e1cido f\u00f3lico e o mineral sel\u00eanio encontrado nesses alimentos.<br \/>\u00a0\u00a0 \u00a0O principal grupo de agentes inibidores da carcinog\u00eanese \u00e9 representado pelos antioxidantes, bloqueadores dos radicais livres (RL).<br \/>\u00a0\u00a0 \u00a0Uma das a\u00e7\u00f5es das vitaminas e minerais \u00e9 a defesa contra as esp\u00e9cies reativas de oxig\u00eanio (RL), que s\u00e3o respons\u00e1veis por danos no DNA, pela regula\u00e7\u00e3o da diferencia\u00e7\u00e3o celular e, consequentemente, inibi\u00e7\u00e3o do crescimento de c\u00e9lulas mam\u00e1rias cancer\u00edgenas etc.<br \/>\u00a0\u00a0 \u00a0\u00c9 importante destacar que a oferta de nutrientes antioxidantes atrav\u00e9s da alimenta\u00e7\u00e3o \u00e9 que mostrou associa\u00e7\u00e3o inversa com o desenvolvimento do c\u00e2ncer de mama e n\u00e3o atrav\u00e9s dos suplementos de vitaminas e minerais. O uso indiscriminado desses suplementos antioxidantes (megadoses) pode sofrer intera\u00e7\u00e3o com os agentes quimioter\u00e1picos e contribuir negativamente para a efic\u00e1cia do tratamento.<br \/>\u00a0\u00a0 \u00a0Diante disso, a recomenda\u00e7\u00e3o para o consumo de uma dieta saud\u00e1vel e variada \u00e9 de 3 a 5 por\u00e7\u00f5es de frutas e vegetais por dia.<\/p>\n<p><strong>1.2.Fibras<\/strong><br \/>\u00a0\u00a0 \u00a0<br \/>\u00a0\u00a0 \u00a0In\u00fameras publica\u00e7\u00f5es t\u00eam demonstrado o papel da fibra na redu\u00e7\u00e3o do risco de c\u00e2ncer de mama.<br \/>\u00a0\u00a0 \u00a0Um estudo com 35 mil mulheres mostrou que, as mulheres pr\u00e9-menopausadas que consumiram 30 gramas de fibras por dia tinham a metade do risco de desenvolvimento de c\u00e2ncer de mama em compara\u00e7\u00e3o com aquelas que ingeriram menos de 20 gramas por dia.<br \/>\u00a0\u00a0 \u00a0Em um outro estudo caso-controle constatou que mulheres pr\u00e9-menopausadas com ingest\u00e3o diet\u00e9tica de lignanas reduziram o risco de c\u00e2ncer de mama. As lignanas s\u00e3o encontradas principalmente nas sementes de linha\u00e7a, bem como nos gr\u00e3os integrais de trigo e de aveia, que tamb\u00e9m s\u00e3o boas fontes de fibras. A melhor forma de ingerir lignanas \u00e9 atrav\u00e9s do consumo de p\u00e3es e cereais de gr\u00e3os integrais.<br \/>\u00a0\u00a0 \u00a0Diversos mecanismos de a\u00e7\u00e3o t\u00eam sido sugeridos, sendo o mais prov\u00e1vel \u00e9 o que envolve a redu\u00e7\u00e3o de estrog\u00eanios bioativos no sangue. \u00c9 fato que as dietas ricas em fibras est\u00e3o associadas com a altera\u00e7\u00e3o da flora intestinal col\u00f4nica, podendo interromper parcialmente a circula\u00e7\u00e3o enterohep\u00e1tica de estrog\u00eanio, resultando no aumento da excre\u00e7\u00e3o fecal de estrog\u00eanio. Portanto, a fibra alimentar pode ser importante para regular os horm\u00f4nios femininos e diminuir o risco de desenvolver o c\u00e2ncer de mama, eliminando o excesso de horm\u00f4nios, subst\u00e2ncias cancer\u00edgenas e compostos t\u00f3xicos.<br \/>\u00a0\u00a0 \u00a0A quantidade recomendada \u00e9 de 20 a 30 gramas de fibra por dia proveniente de frutas, verduras, sementes, gr\u00e3os e cereais integrais.<\/p>\n<p><strong>1.3.Isoflavonas<\/strong><\/p>\n<p>\u00a0\u00a0 \u00a0As isofalvonas s\u00e3o subst\u00e2ncias qu\u00edmicas encontradas na soja que apresentam estrutura e atividade semelhante ao estr\u00f3geno humano e, dessa forma, tamb\u00e9m competem pelos receptores de estr\u00f3genos, bloqueando sua a\u00e7\u00e3o nas c\u00e9lulas. Por isso s\u00e3o conhecidos por fitoestr\u00f3genos.<br \/>\u00a0\u00a0 \u00a0Os estudos s\u00e3o inconclusivos quanto aos efeitos da isoflavona em pacientes com c\u00e2ncer de mama. Algumas pesquisas mostram que uma dieta a base de soja ou isoflavona poder\u00e1 proteger contra o desenvolvimento dessa neoplasia, especialmente quando consumida no in\u00edcio da vida, inf\u00e2ncia e adolesc\u00eancia.<br \/>\u00a0\u00a0 \u00a0Portanto, \u00e9 importante uma dieta saud\u00e1vel e balanceada que inclua a soja. Por\u00e9m, recomenda-se evitar suplementos de isoflavona em c\u00e1psulas ou p\u00f3 at\u00e9 que seus poss\u00edveis efeitos sejam melhor compreendidos nestas pacientes e naquelas que fazem uso do hormonioter\u00e1pico tamoxifen (TAM), uma droga antiestrog\u00eanica usada no tratamento. Os autores referem que novas investiga\u00e7\u00f5es podem ser justificadas para determinar se a combina\u00e7\u00e3o do TAM com componentes bioativos da soja pode ser usada para a preven\u00e7\u00e3o e\/ou tratamento de c\u00e2ncer de mama horm\u00f4nio estr\u00f3geno dependente.<\/p>\n<p><strong>1.4.Gorduras<\/strong><\/p>\n<p>\u00a0\u00a0 \u00a0Uma dieta rica em gordura tem sido relacionada com o risco de c\u00e2ncer de mama por promover aumento nos n\u00edveis end\u00f3genos de estrog\u00eanio e estar associada a diferentes passos no processo de forma\u00e7\u00e3o do tumor (tumorg\u00eanese).<br \/>\u00a0\u00a0 \u00a0Existem diferentes tipos de gorduras que s\u00e3o compostas por diversos tipos de \u00e1cidos graxos: os trans, os saturados, os monoinsaturados e os poliinsaturados.<br \/>\u00a0\u00a0 \u00a0Estudos realizados com mulheres chinesas consumindo 25% de energia proveniente de gordura possuem taxas de c\u00e2ncer de mama menores que mulheres as mulheres americanas com a mesma ingest\u00e3o de calorias provenientes de gordura. Isso mostra que o tipo de gordura ingerido pode exercer um papel fundamental no risco de desenvolvimento do c\u00e2ncer mam\u00e1rio.<br \/>\u00a0\u00a0 \u00a0A fun\u00e7\u00e3o das membranas celulares depende da configura\u00e7\u00e3o tridimensional de seus \u00e1cidos graxos. Como os \u00e1cidos graxos trans assumem configura\u00e7\u00e3o semelhante aos \u00e1cidos graxos saturados, a ingest\u00e3o destes pode influenciar na fluidez da membrana prejudicando a fluidez celular. \u00c9 por esse motivo que eles t\u00eam sido associados ao risco de c\u00e2ncer de mama.<br \/>\u00a0\u00a0 \u00a0As gorduras saturadas s\u00e3o encontradas em alimentos que cont\u00eam gorduras animais como carnes em geral e latic\u00ednios (leite, manteiga, queijo, creme de leite etc) e as gorduras trans s\u00e3o encontradas em gorduras vegetais hidrogenadas, margarinas s\u00f3lidas ou cremosas, cremes vegetais e, consequentemente em alimentos que levam seus ingredientes, como os biscoitos, sorvetes, p\u00e3es, batatas fritas, pastelarias, bolos, tortas, massas, entre outros.<br \/>\u00a0\u00a0 \u00a0Pesquisadores indicaram que a redu\u00e7\u00e3o na ingest\u00e3o de carne vermelha poderia reduzir o risco de c\u00e2ncer de mama. Mulheres que comem grandes quantidades de carne vermelha est\u00e3o expostas a agentes mutag\u00eanicos e cancer\u00edgenos. Esse alimento cozido em altas temperaturas cont\u00e9m aminas heteroc\u00edclicas que s\u00e3o mutag\u00eanicas para c\u00e2ncer de mama. Um estudo revelou a correla\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a com a exposi\u00e7\u00e3o a aminas heteroc\u00edclicas. Um outro estudo com mulheres pr\u00e9 e p\u00f3s-menopausadas n\u00e3o mostrou nenhuma associa\u00e7\u00e3o do risco de c\u00e2ncer de mama com a ingest\u00e3o de carne vermelha ou seu m\u00e9todo de cozimento. Esta mesma pesquisa relata a diminui\u00e7\u00e3o do risco entre mulheres com aumento na ingest\u00e3o de carnes brancas, como aves e peixes. Esse efeito protetor do consumo de carne branca ainda n\u00e3o est\u00e1 esclarecido. Pode ser devido \u00e0 rela\u00e7\u00e3o do teor de seus amino\u00e1cidos com o sistema imune. No entanto, deve-se ter cuidado com a ingest\u00e3o elevada desses alimentos.<br \/>\u00a0\u00a0 \u00a0Em rela\u00e7\u00e3o ao \u00e1cido graxo monoinsaturado \u00f4mega-9 (?-9) encontrado no \u00f3leo de oliva, algumas evid\u00eancias sugerem que esses \u00e1cidos graxos podem diminuir o c\u00e2ncer de mama. Essa prote\u00e7\u00e3o pode ser atribu\u00edda \u00e0 elevada quantidade de antioxidantes presentes no \u00f3leo. O \u00f3leo de oliva \u00e9 composto por tocofer\u00f3is, caroten\u00f3ides e outros quimioprotetores naturais. Esses componentes podem proteger contra o dano oxidativo, aumentando a repara\u00e7\u00e3o de processos e a resist\u00eancia \u00e0 peroxida\u00e7\u00e3o.<br \/>\u00a0\u00a0 \u00a0Dentre os diferentes tipos de gordura, os \u00e1cidos graxos polinsaturados \u00f4mega-3 (?-3) e o \u00f4mega-6 (?-6) s\u00e3o intensamente estudados em avalia\u00e7\u00f5es epidemiol\u00f3gicas, cl\u00ednicas e experimentais associados ao c\u00e2ncer de mama.<br \/>\u00a0\u00a0 \u00a0Entre os principais benef\u00edcios dos \u00e1cidos graxos polinsaturados \u00f4mega-3 (?-3) sobre o c\u00e2ncer \u00e9 a sua preven\u00e7\u00e3o sobre o desenvolvimento de met\u00e1stases. Por\u00e9m, os mecanismos que levam a estes benef\u00edcios n\u00e3o est\u00e3o esclarecidos. Salm\u00e3o, f\u00edgado de bacalhau, arenque, sardinha, cavala, ca\u00e7\u00e3o, atum, anchova e linha\u00e7a s\u00e3o excelentes fontes desse \u00e1cido graxo.<br \/>\u00a0\u00a0 \u00a0O \u00e1cido graxo \u00f4mega-6 (?-6), altamente consumido nos pa\u00edses ocidentais, tem sido considerado indutor de tumores e de met\u00e1stases. Dietas contendo \u00f3leo de milho, rico em \u00f4mega-6, parecem aumentar a tumorg\u00eanese em ratos. Por\u00e9m, a rela\u00e7\u00e3o ?-3:?-6 (2-3:1) parece ser fundamental, j\u00e1 que os \u00e1cidos graxos \u00f4mega-3 s\u00e3o inibidores competitivos dos efeitos dos \u00e1cidos graxos \u00f4mega-6.<\/p>\n<p><strong>1.5.A\u00e7\u00facares<\/strong><br \/>\u00a0\u00a0 \u00a0<br \/>\u00a0\u00a0 \u00a0O alto consumo de a\u00e7\u00facar estar relacionado com o aparecimento de c\u00e2ncer de mama pelo excesso de produ\u00e7\u00e3o de insulina, que por si s\u00f3 tem atividade mitog\u00eanica comprovada in vitro e aumenta a biodisponibilidade do fator de crescimento de insulina s\u00edmile 1 (IGF-1) mediador do crescimento durante a adolesc\u00eancia e a vida adulta. H\u00e1 evid\u00eancias de que o aumento de receptores de insulina e insulina s\u00edmile pode agir na promo\u00e7\u00e3o da prolifera\u00e7\u00e3o celular.<\/p>\n<p><strong>2.Recomenda\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>\u00a0\u00a0 \u00a0A Sociedade Americana de C\u00e2ncer (ACS) preconiza para a sua preven\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<p>&#8211; A manuten\u00e7\u00e3o dos n\u00edveis adequados de peso corporal;<br \/>&#8211; Limitar o consumo de carnes vermelhas, especialmente as processadas e ricas em gordura;<br \/>&#8211; Preferir gr\u00e3os integrais ricos em fibras a refinados;<br \/>&#8211; Evitar a\u00e7\u00facares.<\/p>\n<p><strong>3.Conduta e Orienta\u00e7\u00e3o Nutricional durante Tratamento Oncol\u00f3gico<\/strong><\/p>\n<p>\u00a0\u00a0 \u00a0Estudos epidemiol\u00f3gicos t\u00eam sugerido que a obesidade geral est\u00e1 associada com o aumento de c\u00e2ncer de mama na p\u00f3s-menopausa. Al\u00e9m disso, foi observado que pacientes com diagn\u00f3stico de c\u00e2ncer de mama apresentam ganho de peso, principalmente ap\u00f3s o diagn\u00f3stico e t\u00eam tend\u00eancia \u00e0 obesidade que pode ser agravada pelo tratamento quimioter\u00e1pico. Portanto, \u00e9 importante conhecer o estado nutricional, o peso e a composi\u00e7\u00e3o corporal dessas pacientes.<br \/>\u00a0\u00a0 \u00a0Estrat\u00e9gias de interven\u00e7\u00e3o nutricional em pacientes com c\u00e2ncer de mama est\u00e1 associada com redu\u00e7\u00e3o no estresse oxidativo, melhor resposta ao tratamento, menor deple\u00e7\u00e3o pela terapia antineopl\u00e1sica e melhor qualidade de vida. Portanto, o cuidado com a alimenta\u00e7\u00e3o de pacientes com diagn\u00f3stico de c\u00e2ncer de mama, durante e ap\u00f3s tratamento oncol\u00f3gico \u00e9 fundamental.<br \/>\u00a0\u00a0 \u00a0O Consenso Nacional de Nutri\u00e7\u00e3o Oncol\u00f3gica realizado pelo Instituto Nacional de C\u00e2ncer (INCA, 2009) prop\u00f5e que a assist\u00eancia nutricional ao paciente oncol\u00f3gico seja individualizada e compreenda desde a avalia\u00e7\u00e3o nutricional, o c\u00e1lculo das necessidades nutricionais e a terapia nutricional (enteral e\/ou parenteral), at\u00e9 o seguimento ambulatorial, com o objetivo de prevenir ou reverter o decl\u00ednio do estado nutricional, no caso de desnutri\u00e7\u00e3o evitar um quadro de caquexia, al\u00e9m de melhorar o balan\u00e7o nitrogenado, reduzir a prote\u00f3lise e aumentar a resposta imune:<\/p>\n<p><strong>3.1. Assist\u00eancia Nutricional ao Paciente Cir\u00fargico (Pr\u00e9 e P\u00f3s-operat\u00f3rio)<\/strong><\/p>\n<p>\u00a0\u00a0 \u00a0Pacientes neopl\u00e1sicos, dependendo do tipo de tumor e estadiamento, podem apresentar:<br \/>&#8211; Um requerimento energ\u00e9tico maior, principalmente quando submetidos a tratamentos como a cirurgia. O c\u00e1lculo \u00e9 feito a partir das calorias por quilo de peso corp\u00f3reo;<br \/>&#8211; Um fornecimento adequado de prote\u00ednas devido ao estresse patol\u00f3gico e cir\u00fargico que favorecem a degrada\u00e7\u00e3o prot\u00e9ica. Esta a\u00e7\u00e3o catab\u00f3lica resulta em desgaste e fadiga do m\u00fasculo esquel\u00e9tico, podendo atrapalhar o tratamento e progn\u00f3stico do paciente;<br \/>&#8211; Os requerimentos h\u00eddricos para pacientes no pr\u00e9 e p\u00f3s-operat\u00f3rio s\u00e3o semelhantes ao de indiv\u00edduos normais (1 ml\/Kcal ou 35 ml\/kg de peso\/dia).<br \/>\u00a0\u00a0 \u00a0A interven\u00e7\u00e3o nutricional nos pacientes em processo de cicatriza\u00e7\u00e3o tem diversos objetivos:<br \/>&#8211; Garantir a toler\u00e2ncia ao regime nutricional escolhido;<br \/>&#8211; Fornecer energia adequada para maximizar a reten\u00e7\u00e3o de nitrog\u00eanio e facilitar a cicatriza\u00e7\u00e3o, ou seja, aumentar carboidrato para poupar prote\u00edna para a cicatriza\u00e7\u00e3o;<br \/>&#8211; Prover 100% da RDA, ou seja, a ingest\u00e3o adequada de vitaminas e minerais diariamente; <br \/>&#8211; Tratar a defici\u00eancia de vitaminas e minerais, confirmadas ou suspeitadas, especialmente zinco e vitaminas A e C;<br \/>&#8211; Monitorar a administra\u00e7\u00e3o da nutri\u00e7\u00e3o para evitar excesso ou defici\u00eancia de nutrientes;<br \/>&#8211; Manter o estado de hidrata\u00e7\u00e3o e de perfus\u00e3o tecidual adequados para a cicatriza\u00e7\u00e3o dos tecidos;<br \/>&#8211; Manter rigoroso controle glic\u00eamico para evitar o desenvolvimento de complica\u00e7\u00f5es infecciosas.<br \/>\u00a0\u00a0 \u00a0O acompanhamento nutricional ambulatorial \u00e9 necess\u00e1rio para fornecer continuidade ao cuidado com o paciente cir\u00fargico, garantindo a revers\u00e3o ou manuten\u00e7\u00e3o do estado nutricional e minimizando os agravamentos decorrentes do tratamento.<\/p>\n<p><strong>3.2.Assist\u00eancia Nutricional ao Paciente Adulto Cl\u00ednico (Quimioterapia e Radioterapia)<\/strong><\/p>\n<p>\u00a0\u00a0 \u00a0A avalia\u00e7\u00e3o nutricional ao paciente cl\u00ednico internado ou ambulatorial que ser\u00e1 submetido \u00e0 quimioterapia ou radioterapia deve ser realizada no in\u00edcio e durante todo o tratamento. Independente do estado nutricional inicial, os sintomas da quimio e\/ou radioterapia podem levar a graves conseq\u00fc\u00eancias nutricionais.<br \/>\u00a0\u00a0 \u00a0Assim como o gasto energ\u00e9tico, as necessidades di\u00e1rias de prote\u00ednas para pacientes em radioterapia e\/ou quimioterapia podem ser diferentes. Dependendo da doen\u00e7a, programa\u00e7\u00e3o terap\u00eautica, estado nutricional pr\u00e9vio e complica\u00e7\u00f5es presentes, as necessidades prot\u00e9icas se alteram. No estresse prolongado e intenso, o catabolismo \u00e9 de dif\u00edcil controle, sendo que a deple\u00e7\u00e3o prot\u00e9ica grave nos estoques org\u00e2nicos pode prejudicar ou at\u00e9 mesmo interromper a quimioterapia e\/ou radioterapia, influenciando negativamente na morbidade e mortalidade dos pacientes.<br \/>\u00a0\u00a0 \u00a0A necessidade basal de \u00e1gua para o adulto depende das perdas de \u00e1gua sens\u00edveis (urin\u00e1rias) e insens\u00edveis, e varia de 1.200 a 3.000 ml, dependendo da superf\u00edcie corporal, idade e sexo. Em condi\u00e7\u00f5es normais a oferta h\u00eddrica baseia-se na ingest\u00e3o cal\u00f3rica, que \u00e9 de 1 ml\/kcal ou 35 ml\/kg\/dia. Deve-se, tamb\u00e9m, fazer a corre\u00e7\u00e3o de perda ou reten\u00e7\u00e3o. Portanto, faz-se necess\u00e1rio o est\u00edmulo para o monitoramento da ingest\u00e3o h\u00eddrica, visando \u00e0 hidrata\u00e7\u00e3o adequada para a efic\u00e1cia e diminui\u00e7\u00e3o dos efeitos t\u00f3xicos durante o tratamento.<br \/>\u00a0\u00a0 \u00a0Pacientes em tratamento antitumoral apresentam efeitos colaterais que levam \u00e0 diminui\u00e7\u00e3o da ingest\u00e3o di\u00e1ria de nutrientes, comprometendo seu estado f\u00edsico, imunol\u00f3gico e nutricional. Portanto, nos quadros abaixo est\u00e3o listadas algumas recomenda\u00e7\u00f5es nutricionais que podem auxiliar no controle dos sinais e\/ou sintomas causados por estes tratamentos.<\/p>\n<p><strong>Quadro 1. Recomenda\u00e7\u00f5es nutricionais para a anorexia (falta de apetite) &#8211; INCA, 2009.<\/strong><\/p>\n<p>Conscientizar a paciente da necessidade de comer, apesar da inapet\u00eancia;<br \/>Modificar a consist\u00eancia da dieta (l\u00edquida, pastosa, branda ou geral) conforme a aceita\u00e7\u00e3o da paciente;<br \/>Aumentar o fracionamento da dieta, de 6 a 8 refei\u00e7\u00f5es ao dia, e menor volume por refei\u00e7\u00e3o;<br \/>Aumentar a densidade cal\u00f3rica das refei\u00e7\u00f5es, utilizando alimentos ou suplementos alimentares \u00e0 base de carboidrato e lip\u00eddio;<br \/>Quando necess\u00e1rio, utilizar complementos nutricionais hipercal\u00f3ricos ou hiperprot\u00e9icos; <br \/>Orientar a paciente a:<br \/>\u00a0\u00a0\u00a0 ? Preferir alimentos umedecidos;<br \/>\u00a0\u00a0\u00a0 ? Adicionar caldos e molhos \u00e0s prepara\u00e7\u00f5es;<br \/>\u00a0\u00a0\u00a0 ? Aumentar a variedade de frutas, legumes e carnes (carne bovina, peixes, aves) nas prepara\u00e7\u00f5es;<br \/>\u00a0\u00a0\u00a0 ? Utilizar temperos naturais (or\u00e9gano, alecrim, tomilho, salsa, etc.). <\/p>\n<p><strong>Quadro 2. Recomenda\u00e7\u00f5es nutricionais para\u00a0 disgeusia (altera\u00e7\u00e3o do paladar) e disosmia (altera\u00e7\u00e3o do olfato) &#8211; INCA, 2009.<\/strong><\/p>\n<p>Conscientizar a paciente da necessidade de comer, apesar da disgeusia e disosmia;<br \/>Estimular o consumo de alimentos que sejam da prefer\u00eancia da paciente;<br \/>Aumentar o fracionamento da dieta, de 6 a 8 refei\u00e7\u00f5es ao dia, e menor volume por refei\u00e7\u00e3o;<br \/>Modificar a consist\u00eancia dos alimentos conforme aceita\u00e7\u00e3o, liquidificando quando necess\u00e1rio;<br \/>Orientar \u00e0 paciente a:<br \/>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 ? Preparar pratos com visual agrad\u00e1vel e sempre coloridos;<br \/>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 ? Lembrar do sabor dos alimentos antes de ingeri-los;<br \/>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 ? Dar prefer\u00eancia a alimentos com sabores mais fortes;<br \/>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 ? Utilizar ervas arom\u00e1ticas e condimentos nas prepara\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>Quadro 3. Recomenda\u00e7\u00f5es nutricionais para n\u00e1useas e v\u00f4mitos &#8211; INCA, 2009.<\/strong><\/p>\n<p>Conscientizar a paciente da necessidade de comer, apesar das n\u00e1useas e v\u00f4mitos;<br \/>Estimular o consumo de alimentos que sejam da prefer\u00eancia da paciente;<br \/>Aumentar o fracionamento da dieta, de 6 a 8 refei\u00e7\u00f5es ao dia, e menor volume por refei\u00e7\u00e3o;<br \/>Dar prefer\u00eancia a alimentos mais secos;<br \/>Dar prefer\u00eancia a alimentos de consist\u00eancia branda;<br \/>Orientar \u00e0 paciente a:<br \/>\u00a0\u00a0\u00a0 ? Preparar pratos com visual agrad\u00e1vel e sempre coloridos;<br \/>\u00a0\u00a0\u00a0 ? Evitar jejuns prolongados;<br \/>\u00a0\u00a0\u00a0 ? Mastigar ou chupar gelo, 40 minutos antes das refei\u00e7\u00f5es;<br \/>\u00a0\u00a0\u00a0 ? Evitar prepara\u00e7\u00f5es que contenham frituras e alimentos gordurosos;<br \/>\u00a0\u00a0\u00a0 ? Evitar prepara\u00e7\u00f5es com temperaturas extremas (quentes ou geladas);<br \/>\u00a0\u00a0\u00a0 ? Evitar prepara\u00e7\u00f5es e alimentos muito doces;<br \/>\u00a0\u00a0\u00a0 ? Evitar beber l\u00edquidos durante as refei\u00e7\u00f5es. Beber l\u00edquidos em pequenas quantidades nos<br \/>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 intervalos;<br \/>\u00a0\u00a0\u00a0 ? Manter a cabeceira da cama elevada (45\u00ba) durante e ap\u00f3s as refei\u00e7\u00f5es;<br \/>\u00a0\u00a0\u00a0 ? Realizar refei\u00e7\u00f5es em locais arejados, ambiente tranq\u00fcilo, evitando locais que tenham<br \/>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 odores fortes.<\/p>\n<p><strong>Quadro 4. Recomenda\u00e7\u00f5es nutricionais para xerostomia (boca seca) \u2013 INCA, 2009.<\/strong><\/p>\n<p>Estimular a ingest\u00e3o de alimentos mais prazerosos;<br \/>Modificar a consist\u00eancia dos alimentos de acordo com a aceita\u00e7\u00e3o;<br \/>Quando necess\u00e1rio, usar complementos nutricionais industrializados com flavorizantes c\u00edtricos;<br \/>Orientar \u00e0 paciente a:<br \/>Preferir os alimentos umedecidos;<br \/>Preparar pratos com visual agrad\u00e1vel e colorido;<br \/>Utilizar gotas de lim\u00e3o nas saladas e bebidas;<br \/>Ingerir l\u00edquidos junto com as refei\u00e7\u00f5es para facilitar a mastiga\u00e7\u00e3o e a degluti\u00e7\u00e3o, sem se exceder no volume;<br \/>Adicionar caldos e molhos \u00e0s prepara\u00e7\u00f5es;<br \/>Utilizar ervas arom\u00e1ticas e condimentos nas prepara\u00e7\u00f5es;<br \/>Evitar sal e condimentos em excesso;<br \/>Mastigar e chupar gelo feito de \u00e1gua, \u00e1gua de c\u00f4co e suco de fruta ado\u00e7ado.<\/p>\n<p><strong>Quadro 5. Recomenda\u00e7\u00f5es nutricionais para mucosite e \u00falceras orais (feridas na boca) INCA, 2009.<\/strong><\/p>\n<p>Conscientizar a paciente da necessidade de comer, apesar da presen\u00e7a de \u00falceras e mucosites;<br \/>Modificar a consist\u00eancia da dieta de acordo com o grau de mucosite (I, II, II);<br \/>Orientar a paciente a:<br \/>\u00a0\u00a0\u00a0 ? Evitar alimentos secos, duros ou picantes;<br \/>\u00a0\u00a0\u00a0 ? Utilizar alimentos \u00e0 temperatura ambiente, fria ou gelada;<br \/>\u00a0\u00a0\u00a0 ? Diminuir o sal das prepara\u00e7\u00f5es;<br \/>\u00a0\u00a0\u00a0 ? Consumir alimentos mais macios e pastosos;<br \/>\u00a0\u00a0\u00a0 ? Evitar vegetais frescos crus;<br \/>\u00a0\u00a0\u00a0 ? Evitar l\u00edquidos \u00e1cidos e temperos picantes.<\/p>\n<p><strong>Quadro 6. Recomenda\u00e7\u00f5es nutricionais para diarr\u00e9ia \u2013 INCA, 2009.<\/strong><\/p>\n<p>Conscientizar a paciente da necessidade de comer, apesar da diarr\u00e9ia;<br \/>Aumentar o fracionamento da dieta, de 6 a 8 refei\u00e7\u00f5es ao dia, e menor volume por refei\u00e7\u00e3o;<br \/>Avaliar a necessidade de restri\u00e7\u00e3o de lactose, sacarose, gl\u00faten, cafe\u00edna e te\u00edna;<br \/>Considerar o uso de prebi\u00f3tico ou probi\u00f3tico (com lactobacilos, por exemplo);<br \/>Orientar a paciente a:<br \/>\u00a0\u00a0\u00a0 ? Evitar alimentos flatulentos (formadores de gases) e hiperosmolares (concentrados);<br \/>\u00a0\u00a0\u00a0 ? Utilizar dieta pobre em fibras insol\u00faveis e adequada em fibras sol\u00faveis;<br \/>\u00a0\u00a0\u00a0 ? Ingerir l\u00edquidos isot\u00f4nicos entre as refei\u00e7\u00f5es, em volumes proporcionais as perdas.<\/p>\n<p><strong><br \/>Quadro 7. Recomenda\u00e7\u00f5es nutricionais para constipa\u00e7\u00e3o (pris\u00e3o de ventre) \u2013 INCA, 2009.<\/strong><\/p>\n<p>Conscientizar a paciente da necessidade de comer, apesar da constipa\u00e7\u00e3o intestinal;<br \/>Orientar a ingest\u00e3o de alimentos ricos em fibras e laxativas;<br \/>Estimular a ingest\u00e3o de \u00e1gua;<br \/>Considerar o uso de prebi\u00f3tico ou probi\u00f3tico.<\/p>\n<p>As pacientes com c\u00e2ncer de mama s\u00e3o capazes de ingerir alimenta\u00e7\u00e3o de consist\u00eancia normal, ou essa consist\u00eancia pode ser modificada, de acordo com aceita\u00e7\u00e3o da paciente, fracionada (cinco a seis refei\u00e7\u00f5es\/dia), variando ao m\u00e1ximo os componentes do card\u00e1pio, para evitar monotonia alimentar.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; &nbsp; Adriana Rocha, Nutricionista ________________________________________________________________ &nbsp; 1.Introdu\u00e7\u00e3o \u00a0\u00a0 \u00a0A sa\u00fade de uma popula\u00e7\u00e3o \u00e9 o resultado de intera\u00e7\u00f5es entre fatores gen\u00e9ticos e ambientais, como os h\u00e1bitos alimentares e o consumo de bebidas alco\u00f3licas.\u00a0\u00a0 \u00a0As mudan\u00e7as na nossa dieta, principalmente nos \u00faltimos 100 anos, s\u00e3o potentes promotores de v\u00e1rias doen\u00e7as, entre elas, o c\u00e2ncer de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":12,"featured_media":1274,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"inline_featured_image":false,"footnotes":""},"categories":[16],"tags":[],"class_list":["post-1275","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-instituicao"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.3 - 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