{"id":34944,"date":"2024-06-11T15:41:41","date_gmt":"2024-06-11T18:41:41","guid":{"rendered":"http:\/\/ww16.ce.gov.br\/secult\/?page_id=34944"},"modified":"2026-04-27T15:43:49","modified_gmt":"2026-04-27T18:43:49","slug":"historia","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.ce.gov.br\/secult\/politica\/eventos-estruturantes\/festival-mi\/historia\/","title":{"rendered":"Festival Mi &#8211; hist\u00f3ria"},"content":{"rendered":"\n<p>Se recordar \u00e9 viver, retomemos a trajet\u00f3ria do maior festival de forma\u00e7\u00e3o do Pa\u00eds para anunciar seu retorno presencial. Com a necessidade urgente de celebrar a vida e a cultura, o Mi \u2013 Festival M\u00fasica na Ibiapaba retoma seus 18 anos de hist\u00f3ria (por Adriana Martins)<\/p>\n\n\n\n<p>Fincada no ponto mais alto da cidade, a escultura permanece em amorosa vig\u00edlia. L\u00e1 de cima da Igreja do C\u00e9u, bra\u00e7os abertos, Cristo aben\u00e7oa o munic\u00edpio de Vi\u00e7osa do Cear\u00e1 logo de manh\u00e3 cedinho, e assim segue at\u00e9 o sol descer alaranjado e revelar a paisagem noturna, brilhante de luzes artificiais. Por d\u00e9cadas esse espet\u00e1culo repetiu-se quase igual, at\u00e9 uma grande novidade chegar em 2004.<\/p>\n\n\n\n<p>Naquele ano, estreava o ent\u00e3o Festival M\u00fasica na Ibiapaba, realizado pelo Governo do Cear\u00e1 por meio da Secretaria da Cultura (Secult Cear\u00e1) e do Instituto Drag\u00e3o do Mar (IDM), com apresenta\u00e7\u00f5es art\u00edsticas na pra\u00e7a da Igreja Matriz e no complexo tur\u00edstico em torno da Igreja do C\u00e9u, al\u00e9m de oficinas educativas em diversos pontos da cidade. A partir dali, durante alguns dias do calend\u00e1rio, a paisagem zelosamente guardada pelo Cristo pulsaria com ainda mais vida, cores e sons.<\/p>\n\n\n\n<p>Dedicado \u00e0 m\u00fasica brasileira e sua diversidade, o festival foi o primeiro dos chamados Eventos Estruturantes, idealizados e produzidos pela Secult Cear\u00e1 na gest\u00e3o da ent\u00e3o secret\u00e1ria de cultura Cl\u00e1udia Leit\u00e3o (2003-2006). O nome referenciava o objetivo do projeto: estruturar os campos culturais de diferentes regi\u00f5es do Estado, sob o princ\u00edpio comum do apoio \u00e0 difus\u00e3o, circula\u00e7\u00e3o e frui\u00e7\u00e3o de bens e servi\u00e7os culturais, em uma estrat\u00e9gia de descentraliza\u00e7\u00e3o das iniciativas para al\u00e9m de Fortaleza.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, os Eventos Estruturantes foram a primeira experi\u00eancia da Secult Cear\u00e1 na constru\u00e7\u00e3o de um calend\u00e1rio tur\u00edstico cultural para o Estado, a partir do perfil e das necessidades de cada territ\u00f3rio. O projeto exigiu da Secretaria mudan\u00e7as profundas em sua forma de se relacionar com os munic\u00edpios, no sentido de estreitar a comunica\u00e7\u00e3o e os la\u00e7os institucionais com as governan\u00e7as, os artistas e realizadores locais.<\/p>\n\n\n\n<p>Gradualmente, por meio de uma extensa agenda de viagens, a Secult Cear\u00e1 n\u00e3o apenas viabilizou a cria\u00e7\u00e3o de novos canais de relacionamento com o Interior e o mapeamento de diferentes voca\u00e7\u00f5es culturais, mas o reconhecimento de car\u00eancias comuns a quase todos os munic\u00edpios, em especial a aus\u00eancia de profissionais da cultura em seus quadros \u2013 produtores e gestores qualificados para captar recursos, realizar eventos e construir uma agenda para a cidade. A pr\u00f3pria escassez de recursos, hist\u00f3rica no setor, constitu\u00eda um desafio: o or\u00e7amento j\u00e1 ex\u00edguo normalmente permanecia concentrado em projetos na Capital.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cCome\u00e7amos os Eventos Estruturantes literalmente na montanha, com o Festival de M\u00fasica na Serra da Ibiapaba\u201d recorda a ent\u00e3o secret\u00e1ria Cl\u00e1udia Leit\u00e3o, no livro \u201cCultura em Movimento \u2013 Mem\u00f3rias e Reflex\u00f5es Sobre Pol\u00edticas P\u00fablicas e Pr\u00e1ticas de Gest\u00e3o\u201d, de sua autoria junto com Luciana Guilherme.<\/p>\n\n\n\n<p>Um desafio enorme, n\u00e3o apenas em Vi\u00e7osa, mas em quase todos os outros munic\u00edpios, foi garantir a infraestrutura necess\u00e1ria \u00e0 log\u00edstica de grandes eventos. Na primeira edi\u00e7\u00e3o do Festival da Ibiapaba, por exemplo, houve esvaziamento de supermercados e padarias por conta da demanda de equipe e artistas, al\u00e9m de um blackout na cidade, devido \u00e0 carga el\u00e9trica requisitada nos espet\u00e1culos ao ar livre!<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, o Governo do Estado precisou colaborar com a\u00e7\u00f5es transversais \u00e0 atua\u00e7\u00e3o da Secult, para garantir quadros suficientes de fornecimento de \u00e1gua, energia el\u00e9trica, acesso, entre outros elementos. Nesse sentido, Cl\u00e1udia Leit\u00e3o ressalta no livro o papel pedag\u00f3gico do Estado durante a constru\u00e7\u00e3o e realiza\u00e7\u00e3o dos Eventos Estruturantes, na medida em que o poder p\u00fablico passava a fomentar nas regi\u00f5es a organiza\u00e7\u00e3o de uma cadeia produtiva de eventos.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:70px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-cegovbr-titulo-personalizado cegovbr-titulo-personalizado\"><div class=\"cegovbr-titulo-header\"><span class=\"material-symbols-outlined cegovbr-titulo-icon\">auto_awesome<\/span><h6 class=\"cegovbr-titulo-text\">No ritmo certo<\/h6><\/div><\/div>\n\n\n\n<p>Mas por que a escolha da m\u00fasica como linguagem para o primeiro Evento Estruturante? Cidade tombada pelo Instituto do Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico e Art\u00edstico Nacional (Iphan), Vi\u00e7osa do Cear\u00e1 tamb\u00e9m j\u00e1 era reconhecida por sua voca\u00e7\u00e3o musical. \u201cPela proximidade de Vi\u00e7osa do Piau\u00ed, imediatamente compreendemos que aquele festival teria um grande potencial para se tornar um grande encontro de instrumentistas do Norte e Nordeste do Pa\u00eds\u201d, escreve Leit\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, o Mi foi idealizado como um grande encontro de forma\u00e7\u00e3o musical para alunos da rede p\u00fablica estadual, m\u00fasicos, educadores e instrumentistas do Cear\u00e1 e estados pr\u00f3ximos. J\u00e1 na primeira edi\u00e7\u00e3o, foram oferecidas capacita\u00e7\u00f5es a cerca de 600 estudantes, inscritos em 27 oficinas nas \u00e1reas de Musicaliza\u00e7\u00e3o, Instrumental, Vocal, Hist\u00f3ria e Projetos Especiais.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre os professores estavam artistas consagrados como Heriberto Porto, Carlinhos Ferreira, Rafael dos Santos e Cons\u00edglia Latorre, ent\u00e3o diretora art\u00edstico-pedag\u00f3gica do Festival. No palco montado pr\u00f3ximo \u00e0 Igreja do C\u00e9u, a Orquestra Eleazar de Carvalho brilhou sob a reg\u00eancia do maestro M\u00e1rcio Landi, com homenagens a Pixinguinha, Chiquinha Gonzaga e Villa-Lobos.<\/p>\n\n\n\n<p>A \u00eanfase nas oficinas e sua grande aceita\u00e7\u00e3o logo nas primeiras edi\u00e7\u00f5es concretizaram a voca\u00e7\u00e3o educacional e de fomento do Festival, a partir do entendimento da m\u00fasica n\u00e3o apenas como uma linguagem para express\u00e3o e cria\u00e7\u00e3o art\u00edstica, mas como ferramenta de transforma\u00e7\u00e3o social.<\/p>\n\n\n\n<p>Guiados pela proposta do interc\u00e2mbio de experi\u00eancias, esses encontros possibilitaram tanto pr\u00e1ticas de inicia\u00e7\u00e3o quanto de aperfei\u00e7oamento em instrumentos, al\u00e9m de facilitar a constru\u00e7\u00e3o de redes de contato e estimular a forma\u00e7\u00e3o de orquestras, bandas e corais, contribuindo para a forma\u00e7\u00e3o de m\u00fasicos, artistas e p\u00fablico em todo o Cear\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO Festival foi um sucesso desde sua primeira edi\u00e7\u00e3o. M\u00fasicos profissionais e amadores, cantadores, professores de m\u00fasica, pesquisadores e demais interessados nos fizeram encerrar muito cedo as inscri\u00e7\u00f5es e lotaram as aulas e apresenta\u00e7\u00f5es\u201c, recorda Leit\u00e3o no livro. \u201cNossa dificuldade era levar de volta para Fortaleza alguns nomes consagrados que, simplesmente, se encantaram com aquela cidade linda, de clima agrad\u00e1vel, com uma cacha\u00e7a deliciosa. Assim foi com Luiz Melodia, Johnny Alf e Mi\u00facha\u201d escreve.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:70px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-cegovbr-titulo-personalizado cegovbr-titulo-personalizado\"><div class=\"cegovbr-titulo-header\"><span class=\"material-symbols-outlined cegovbr-titulo-icon\">trending_up<\/span><h6 class=\"cegovbr-titulo-text\">Crescimento<\/h6><\/div><\/div>\n\n\n\n<p>O Festival atende uma demanda crescente de forma\u00e7\u00e3o na \u00e1rea da m\u00fasica, que se renova a cada ano, apresentando possibilidades de qualificar esses participantes para desenvolver suas carreiras art\u00edsticas. Seja na forma\u00e7\u00e3o voltada para a excel\u00eancia como instrumentista ou no campo do mercado, como t\u00e9cnicos em diversas \u00e1reas da m\u00fasica<\/p>\n\n\n\n<p>Seu legado o reafirma enquanto passo fundamental no processo de interioriza\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica cultural do Governo do Estado, com importantes caminhos abertos e impacto direto na vida de milhares de pessoas, bem como na economia, no turismo e na cultura da regi\u00e3o da Ibiapaba. Nesse sentido, vale ressaltar um aspecto crucial do evento, enquanto iniciativa p\u00fablica: o acesso gratuito a toda a programa\u00e7\u00e3o, que assegura a contribui\u00e7\u00e3o do festival tamb\u00e9m para a democratiza\u00e7\u00e3o do acesso \u00e0 arte.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao longo dos anos, novos profissionais e atividades foram incorporados ao Mi, que al\u00e9m da forma\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica abra\u00e7ou ainda a miss\u00e3o de construir plateias \u2013 n\u00e3o somente por meio da curadoria plural de shows, mas pela promo\u00e7\u00e3o de debates e palestras.<\/p>\n\n\n\n<p>Nessa trajet\u00f3ria, o festival reuniu em seus palcos nomes de destaque no Pa\u00eds, como as pratas da casa Raimundo Fagner, Amelinha, K\u00e1tia Freitas, Paula Tesser, Cain\u00e3 Cavalcante e Daniel Groove, e convidados de fora do porte de SambaJazz Trio (RJ), Cama de Gato (RJ), Oswaldinho do Acordeon (RJ), Sexteto Mundano (SP), Cabru\u00eara (PB) e Felipe Cordeiro (PA).<\/p>\n\n\n\n<p>Simultaneamente, a lista de artistas envolvidos no eixo formativo n\u00e3o fica atr\u00e1s. Da curadoria pedag\u00f3gica at\u00e9 as aulas pr\u00e1ticas, passaram pelo Mi artistas como Waldonys (CE), Tarc\u00edsio Sardinha (CE), Arismar do Esp\u00edrito Santo (SP), Kiko Dinucci (SP), Alfredo Barros (PE), Amilson Godoy (SP), Daniel Ganjaman (SP), Curumim (SP), Junior Primata (RN), al\u00e9m de m\u00fasicos estrangeiros como o produtor e pianista Adam Faulk (EUA) e o maestro Pablo Trindade Roballo (Uruguai).<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 pela coordena\u00e7\u00e3o geral e pedag\u00f3gica passaram nomes importantes do ensino, da doc\u00eancia, das m\u00fasica e da gest\u00e3o cultural no Estado como Angelita Ribeiro, Lucile Horn, Consiglia Latorre, Alfredo Barros, Heriberto Porto, Val\u00e9ria Cordeiro, Arley Fran\u00e7a, Patr\u00edcia Marin e Daina Leyton.<\/p>\n\n\n\n<p>Em quase duas d\u00e9cadas, professores e alunos viram aumentar substancialmente o n\u00famero de atividades e de vagas, tendo chegado ao recorde de 1.472 inscritos, 890 selecionados e 60 oficinas em 2018. Bom, recorde pelo menos at\u00e9 2019, quando o Mi emitiu nada menos que 1400 certificados para alunos, m\u00fasicos, instrumentistas, educadores e p\u00fablico geral que conclu\u00edram as atividades de mais de 90 oficinas.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2023, o Mi recebeu 1.160 inscri\u00e7\u00f5es, sendo 800 selecionados. A programa\u00e7\u00e3o inclui 62 atividades formativas, entre oficinas de instrumentos, pr\u00e1ticas de grupo e oficinas optativas, al\u00e9m de shows e palestras. Somente as a\u00e7\u00f5es formativas devem reunir mais de 800 alunos, que v\u00e3o ter a oportunidade de aprender e trocar ideias e experi\u00eancias nas mais diversas \u00e1reas musicais.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:70px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-cegovbr-titulo-personalizado cegovbr-titulo-personalizado\"><div class=\"cegovbr-titulo-header\"><span class=\"material-symbols-outlined cegovbr-titulo-icon\">groups<\/span><h6 class=\"cegovbr-titulo-text\">Conex\u00f5es<\/h6><\/div><\/div>\n\n\n\n<p>Para melhor representar as edi\u00e7\u00f5es cada vez mais robustas e a crescente abrang\u00eancia de sua proposta, o novo apelido \u201cMi\u201d foi lan\u00e7ado em 2017 \u2013 uma refer\u00eancia \u00e0s iniciais das palavras \u201cm\u00fasica\u201d e \u201cIbiapaba\u201d e \u00e0 terceira nota da escala musical. Entre os destaques daquela 13\u00ba edi\u00e7\u00e3o, o sotaque de Recife sobressaiu-se, com apresenta\u00e7\u00f5es do Spok Quinteto e seu frevo eletrizante e do Amaro Freitas Trio, com sua mistura de jazz e cultura popular afro-brasileira.<\/p>\n\n\n\n<p>A programa\u00e7\u00e3o sinalizava mudan\u00e7as importantes experimentadas naquele ano, quando, ao lado da m\u00fasica popular e de concerto, o festival abriu mais espa\u00e7o para sonoridades contempor\u00e2neas, ganhou outra identidade visual e um patrono, o maestro cearense Alberto Nepomuceno. Nesse sentido, uma das a\u00e7\u00f5es in\u00e9ditas foi a estreia dos Mestres da Cultura do Cear\u00e1 na grade de shows e oficinas, como parte de uma estrat\u00e9gia de valoriza\u00e7\u00e3o desses homens e mulheres reconhecidos por seus saberes e arte-of\u00edcios.<\/p>\n\n\n\n<p>Na ocasi\u00e3o, o Mi recebeu tr\u00eas grandes Mestre da Cultura, que se revezaram no palco Eleazar de Carvalho, montado no Centro Hist\u00f3rico de Vi\u00e7osa: Z\u00e9 Pio (Reisado), Jo\u00e3o Evangelista (Cordel) e Cirilo (Dan\u00e7a Popular). No pen\u00faltimo dia do festival, eles se apresentaram juntos, ao lado do mestre Totonho (luthier) e do ator, m\u00fasico e instrumentista Orl\u00e2ngelo Leal, criador do grupo Dona Zefinha. Os tr\u00eas participaram ainda da oficina \u201cInstrumentos que brotam da alma\u201d, voltada \u00e0 cria\u00e7\u00e3o e pr\u00e1tica instrumental de p\u00edfanos, sanfona, rabeca, voz e percuss\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 em 2018, sobressaiu-se na programa\u00e7\u00e3o do Mi um conjunto de discuss\u00f5es sobre atua\u00e7\u00e3o no mercado de trabalho e pol\u00edticas p\u00fablicas voltadas ao setor da m\u00fasica, com a retomada do Encontro Estadual de Regentes de Bandas e do Encontro Setorial da M\u00fasica. Lan\u00e7ados no ano anterior, os dois eventos encontraram no festival um terreno f\u00e9rtil para o fortalecimento de suas agendas, em especial de a\u00e7\u00f5es de articula\u00e7\u00e3o e interc\u00e2mbio.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2019, sob a proposta de fortalecer o v\u00ednculo j\u00e1 estabelecido com os Mestres da Cultura e fomentar as conex\u00f5es da m\u00fasica com a hist\u00f3ria e a identidade da regi\u00e3o, o Mi realizou o roteiro \u201cMem\u00f3rias de Vi\u00e7osa do Cear\u00e1\u201d, propondo uma intera\u00e7\u00e3o entre o patrim\u00f4nio e seus diversos significados, e possibilitando uma experi\u00eancia de sentidos vividas ao longo do tempo num mesmo espa\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p>As visitas, guiadas pelo pesquisador e historiador Gilton Barreto, deixaram ainda mais evidentes as conex\u00f5es fundamentais entre o festival e a riqueza cultural de Vi\u00e7osa do Cear\u00e1 e da regi\u00e3o da Ibiapaba, a partir de reflex\u00f5es sobre elementos arquitet\u00f4nicos, da natureza, da gastronomia e das narrativas locais.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:70px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-cegovbr-titulo-personalizado cegovbr-titulo-personalizado\"><div class=\"cegovbr-titulo-header\"><span class=\"material-symbols-outlined cegovbr-titulo-icon\">sign_language<\/span><h6 class=\"cegovbr-titulo-text\">Acessibilidade<\/h6><\/div><\/div>\n\n\n\n<p>Na 18\u00aa edi\u00e7\u00e3o, n\u00e3o foram poupados esfor\u00e7os para viabilizar a amplia\u00e7\u00e3o do quadro de professores para mais de 30, viabilizando assim a oferta de oficinas para arte-educadores, instrumentistas, cantores, maestros, produtores musicais, crian\u00e7as, entre outros. \u00c9 destaque desta edi\u00e7\u00e3o ainda, a oferta de forma\u00e7\u00f5es na \u00e1rea de acessibilidade cultural.<\/p>\n\n\n\n<p>A Secult reconhece na cultura e nas artes a possibilidade de transformar vidas e realidades, sendo direitos b\u00e1sicos e vitais. E, como direito, devem atender a todas as pessoas, sendo parte intr\u00ednseca das pol\u00edticas da Secretaria. Dessa forma, o Festival Mi tamb\u00e9m traz a acessibilidade para suas pautas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA acessibilidade cultural no festival segue os princ\u00edpios da acessibilidade transversal, da acessibilidade est\u00e9tica e do \u2018nada sobre n\u00f3s sem n\u00f3s\u2019. Isso significa que todas as pessoas do festival se envolvem na acessibilidade. Haver\u00e1 forma\u00e7\u00e3o para todas e todos os professores sobre acessibilidade atitudinal, e na programa\u00e7\u00e3o art\u00edstica buscamos uma acessibilidade est\u00e9tica: recursos como libras s\u00e3o compreendidas como recursos art\u00edsticos. Pessoas com defici\u00eancia comp\u00f5em a equipe do festival entre professores, artistas e coordena\u00e7\u00e3o. O Festival MI \u00e9 para todas as pessoas!\u201d, diz Thamyle Vieira, analista de gest\u00e3o cultural da Secult Cear\u00e1 e representante da coordena\u00e7\u00e3o de Acessibilidade do Mi.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Se recordar \u00e9 viver, retomemos a trajet\u00f3ria do maior festival de forma\u00e7\u00e3o do Pa\u00eds para anunciar seu retorno presencial. 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