{"id":70333,"date":"2018-07-03T12:19:02","date_gmt":"2018-07-03T15:19:02","guid":{"rendered":"http:\/\/www.stds.ce.gov.br\/?p=70333"},"modified":"2019-02-18T14:20:36","modified_gmt":"2019-02-18T17:20:36","slug":"estado-apresenta-estudo-sobre-o-trabalho-escravo-no-ceara-do-seculo-xxi","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ce.gov.br\/sps\/2018\/07\/03\/estado-apresenta-estudo-sobre-o-trabalho-escravo-no-ceara-do-seculo-xxi\/","title":{"rendered":"Estado apresenta estudo sobre o Trabalho Escravo no Cear\u00e1 do S\u00e9culo XXI"},"content":{"rendered":"<p class=\"western\" align=\"center\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif\"><span style=\"font-size: small\"><i>Entre 2007 e 2017 foram resgatados 667 trabalhadores em condi\u00e7\u00f5es de escravid\u00e3o.<\/i><\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-70359 size-large\" src=\"https:\/\/www.stds.ce.gov.br\/wp-content\/uploads\/sites\/65\/2018\/07\/IMG_0058-1200x800.jpg\" alt=\"\" width=\"690\" height=\"460\" srcset=\"https:\/\/www.ce.gov.br\/sps\/wp-content\/uploads\/sites\/65\/2018\/07\/IMG_0058-1200x800.jpg 1200w, https:\/\/www.ce.gov.br\/sps\/wp-content\/uploads\/sites\/65\/2018\/07\/IMG_0058-600x400.jpg 600w, https:\/\/www.ce.gov.br\/sps\/wp-content\/uploads\/sites\/65\/2018\/07\/IMG_0058-768x512.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 690px) 100vw, 690px\" \/><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-size: small\"><span style=\"color: #000000\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif\"> Entre 2007 e 2017 foram resgatados 667 trabalhadores em condi\u00e7\u00f5es de escravid\u00e3o no Cear\u00e1. Oito em cada dez trabalhadores s\u00e3o do munic\u00edpio em que a a\u00e7\u00e3o foi deflagrada, e dois ter\u00e7os do problema est\u00e3o concentrados em dez munic\u00edpios cearenses, com destaque para Granja, que ocupa o primeiro lugar da lista. Os dados s\u00e3o do <\/span><\/span><span style=\"color: #000000\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif\">estudo \u201cTrabalho Escravo no Cear\u00e1 do S\u00e9culo XXI\u201d, apresentado na manh\u00e3 desta quarta-feira, 04 de julho, no audit\u00f3rio da Unidade do SINE\/IDT, do Centro. A a\u00e7\u00e3o \u00e9 resultado da parceria entre Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social, por meio do Instituto de Desenvolvimento do Trabalho (IDT), e da Coordenadoria Especial de Pol\u00edticas P\u00fablicas de Direitos Humanos.<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-size: small\"><span style=\"color: #000000\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif\"> \u201cA partir dos dados coletados no estudo conseguimos tra\u00e7ar o perfil do p\u00fablico mais vulner\u00e1vel ao trabalho escravo no Cear\u00e1. Nosso intuito \u00e9 atuar com um atendimento cada vez mais especializado, que contemple em diversos aspectos aos que mais necessitam do nosso apoio. Nesse contexto, estamos investindo em a\u00e7\u00f5es de capacita\u00e7\u00e3o para que o trabalhador cearense adentre o mercado de trabalho e tenha mais oportunidades. Ressalto tamb\u00e9m a figura do assistente social, que \u00e9 uma pe\u00e7a fundamental nesse processo, pois atende diretamente esse p\u00fablico nos CRAS e equipamentos assistenciais do Estado\u201d, ressaltou o secret\u00e1rio do Trabalho e Desenvolvimento Social, Francisco Ibiapina, presente na abertura do evento.<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif\"><span style=\"font-size: small\"><u><b>Cartografia do Trabalho Escravo<\/b><\/u><\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-size: small\"><span style=\"color: #000000\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif\"> O estudo apresentou um mapeamento da situa\u00e7\u00e3o dos trabalhadores que foram submetidos a formas de trabalho for\u00e7ado, degradante e an\u00e1logo ao trabalho no territ\u00f3rio estadual, entre os anos de 2007 e 2017. Segundo os dados do Minist\u00e9rio do Trabalho (MTb), o fen\u00f4meno do trabalho degradante foi identificado e, consequentemente, registrado em 71 dos 184 munic\u00edpios cearenses, demonstrando que esse tipo de explora\u00e7\u00e3o atingiu 38,6% do territ\u00f3rio estadual, no per\u00edodo analisado.<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-size: small\"><span style=\"color: #000000\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif\"> Para o analista do IDT. Erle Mesquita, os dados refletem a fragilidade econ\u00f4mica da maioria dos munic\u00edpios cearenses, cujos mercados de trabalho s\u00e3o menos estruturados e sofrem com a escassez de postos de trabalho mais protegidos, o que, sobremaneira, favorece a pr\u00f3pria explora\u00e7\u00e3o dos trabalhadores locais. \u201cO Pa\u00eds vive hoje um forte movimento de precariza\u00e7\u00e3o e, at\u00e9 mesmo, de degrada\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es de trabalho pelos mais diferentes fatores, entre eles, as crises pol\u00edtica e econ\u00f4mica e altera\u00e7\u00e3o nas rela\u00e7\u00f5es de trabalho. Uma situa\u00e7\u00e3o t\u00e3o preocupante que fez o Brasil entrar na lista de pa\u00edses que merecem maior aten\u00e7\u00e3o quanto \u00e0 aplica\u00e7\u00e3o das normas trabalhistas internacionais por parte do Comit\u00ea de Peritos da Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho (OIT)\u201d, complementou Erle, durante a apresenta\u00e7\u00e3o do estudo.<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif\"><span style=\"font-size: small\"> Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s ocupa\u00e7\u00f5es, se observa que os trabalhadores agropecu\u00e1rios em geral s\u00e3o os mais vulner\u00e1veis a esta situa\u00e7\u00e3o, entretanto h\u00e1 registro em demais atividades, como pecu\u00e1ria (bovinos corte), explora\u00e7\u00e3o de carna\u00faba, trabalhador da cultura de cana-de-a\u00e7\u00facar, operador de motosserra, vendedor ambulante, carpinteiro e pedreiro.<\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif\"><span style=\"font-size: small\"><u><b>Tra\u00e7ando um perfil<\/b><\/u><\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif\"><span style=\"font-size: small\"> As informa\u00e7\u00f5es obtidas por meio do seguro-desemprego trabalhador resgatado permitem identificar algumas caracter\u00edsticas das pessoas que foram submetidas a situa\u00e7\u00f5es an\u00e1logas \u00e0 escravid\u00e3o. S\u00e3o informa\u00e7\u00f5es relativas especialmente ao sexo, idade, escolaridade e estado civil dos trabalhadores que foram resgatados em situa\u00e7\u00f5es degradantes de trabalho no Cear\u00e1.<\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-size: small\"><span style=\"color: #000000\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif\"> Os registros desta fonte de informa\u00e7\u00e3o apontam que os homens (98,2%), com idade entre 30 e 49 anos, foram as principais v\u00edtimas do trabalho mais degradante no estado ou que, pelo menos, teve-se not\u00edcia frente \u00e0s a\u00e7\u00f5es de inspe\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es de trabalho que foram capitaneadas pelo Minist\u00e9rio do Trabalho no territ\u00f3rio cearense. Os n\u00edveis de escolaridade dos trabalhadores resgatados eram majoritariamente baixos, haja vista que sete em cada dez deles n\u00e3o tinham sequer o ensino fundamental.<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif\"><span style=\"font-size: small\"><u><b>Escravid\u00e3o Moderna<\/b><\/u><\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif\"><span style=\"font-size: small\"> \u00c9 preciso entender que a escravid\u00e3o moderna deve ser encarada e compreendida como uma forma espec\u00edfica de explora\u00e7\u00e3o da for\u00e7a de trabalho que est\u00e1 exclu\u00edda dos sistemas da legisla\u00e7\u00e3o trabalhista. S\u00e3o situa\u00e7\u00f5es em que o trabalhador \u00e9 obrigado a continuar trabalhando sem a sua vontade, seja por causa de d\u00edvidas com o empregador, seja por amea\u00e7as e viol\u00eancias (f\u00edsica e psicol\u00f3gica), assim como est\u00e3o submetidos a jornadas extenuantes e degradantes, sobretudo em locais insalubres, contrariando, assim, n\u00e3o apenas as quest\u00f5es na esfera trabalhista, mas a pr\u00f3pria dignidade da pessoa humana.<\/span><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Assessoria de Comunica\u00e7\u00e3o Social &#8211; IDT<\/strong><br \/>\n<strong>Jornalista respons\u00e1vel: Ana Clara Braga<\/strong><br \/>\nFone: 3101.5500 \/ 98899.8315<br \/>\nE-mail: imprensa@idt.org.br<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: left\" align=\"right\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entre 2007 e 2017 foram resgatados 667 trabalhadores em condi\u00e7\u00f5es de escravid\u00e3o. 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