Cultura

Pinacoteca do Ceará abre itinerância da 36ª Bienal de São Paulo no próximo dia 23 de maio

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Pinacoteca do Ceará abre itinerância da 36ª Bienal de São Paulo no próximo dia 23 de maio
Texto: Ascom Pinacoteca do Ceará
Foto: Fundação Bienal de São Paulo

Primeira parceria entre a Fundação Bienal de São Paulo e a Pinacoteca do Ceará, a exposição segue em cartaz até 16 de agosto. Programação de abertura inclui roda de conversa com a artista Manauara Clandestina

A Pinacoteca do Ceará recebe, a partir do próximo dia 23 de maio, a itinerância da 36ª Bienal de São Paulo – Nem todo viandante anda estradas – Da humanidade como prática. O recorte da mostra em Fortaleza tem curadoria de Thiago de Paula Souza, reunindo fotografias, vídeos, instalações, pinturas e obras sonoras que investigam processos de migração, memória coletiva, resistência e a construção de identidades em territórios em transformação. Esta é a primeira parceria entre a Bienal e a Pinacoteca, museu público que integra a Rede de Equipamentos e Espaços Culturais da Secretaria da Cultura do Ceará (SECULT-CE) e é gerido em parceria com o Instituto Mirante. A exposição segue em cartaz até 16 de agosto, com acesso gratuito.

A Fundação Bienal de São Paulo tem o Itaú como parceiro estratégico e Petrobras, Bloomberg, Bradesco, Vale, Citi e Vivo como patrocinadores máster. O projeto é realizado com recursos da Lei de Incentivo à Cultura, Ministério da Cultura e Governo do Brasil, do lado do povo brasileiro. A itinerância no Ceará conta com patrocínio da Cagece e é assinada pela Petrobras.

A programação inicia no sábado (23), às 17h, com a solenidade de abertura seguida de visitas mediadas à exposição. No domingo (24), a partir das 14h, a agenda segue com uma ação educativa com a presença da artista Manaura Clandestina. Ela vai exibir o filme “Transclandestina 3020”, que faz parte da obra comissionada da artista para a 36ª Bienal, e participa de um debate com o público e a equipe de arte educação.

A mostra em Fortaleza reúne mais de 70 obras de diversos artistas, como Antonio Társis, Berenice Olmedo, Gê Viana, Korakrit Arunanondchai, Manauara Clandestina, Márcia Falcão, Marlene Almeida, Ming Smith, Théodore Diouf e Wolfgang Tillmans. Na capital cearense, a curadoria propõe reflexões sobre como criamos raízes, como habitamos espaços em disputa e como resistimos, uma discussão especialmente instigante em uma cidade como Fortaleza, marcada por intensas transformações urbanas e múltiplas temporalidades. A partir desta circulação da Bienal, que é uma das mais importantes do mundo, a ideia é dialogar sobre questões que ressoam de forma muito particular no nordeste: território, deslocamento e pertencimento.

A 36ª Bienal de São Paulo – Nem todo viandante anda estradas – Da humanidade como prática se inspira no poema “Da calma e do silêncio”, da escritora Conceição Evaristo. Com conceito criado pelo curador geral Bonaventure Soh Bejeng Ndikung, em parceria com os cocuradores Alya Sebti, Anna Roberta Goetz e Thiago de Paula Souza, a cocuradora at large Keyna Eleison e a consultora de comunicação e estratégia Henriette Gallus, além dos cocuradores adjuntos André Pitol e Leonardo Matsuhei, tem como um de seus principais fundamentos a escuta ativa da humanidade em constante deslocamento, encontro e negociação.

O programa

Realizado desde 2011, o programa de mostras itinerantes tornou-se uma extensão da Bienal de São Paulo, fazendo com que obras e debates apresentados no Pavilhão Ciccillo Matarazzo se reconfigurem em diálogo com contextos locais diversos, ativando outras leituras e relações com públicos. Na 36ª edição, esse movimento ganha novos territórios. Agora, pela primeira vez, a Pinacoteca do Ceará se torna parceira do programa, expandindo a rede de instituições culturais que dialogam com a Fundação.

Além da circulação das obras, o programa de mostras itinerantes se estrutura a partir de um eixo educativo transversal, com formações voltadas às equipes locais, encontros online e presenciais, acompanhamento pedagógico e ações para diferentes públicos, como visitas mediadas, palestras, laboratórios para professores e atividades educativas para estudantes.

As ações do programa vão ao encontro de iniciativas em arte educação já realizadas pela Pinacoteca do Ceará. Além das visitas agendadas com escolas e grupos, visitas temáticas abertas ao público, oficinas com jovens e atividades semanais para o público infantil, sempre oferecidas durante o período da mostra, os profissionais de Educação da cidade serão os convidados especiais de uma visita antes da abertura oficial.

Curadoria

Thiago de Paula Souza é curador e educador. Foi cocurador do 38ª Panorama da Arte Brasileira no MAM São Paulo (2024), da mostra Some May Work as Symbols: Art Made in Brazil, 1950s-70s, no Raven Row (Londres), do Nomadic Program da Vleeshal Center for Contemporary Art (Middelburg) entre 2022 e 2023, de While We Are Embattled, no Para Site (HongKong) e de Atos de revolta, no MAM Rio (2022). Entre 2020 e 2021, fez parte da equipe curatorial da 3ª edição do Frestas – Trienal de Artes (São Paulo). Foi consultor curatorial para a 58ª Carnegie International (2021–2022). Entre 2018 e 2019, curou a primeira exposição individual de Tony Cokes no BAK (Utrecht). Fez parte da equipe curatorial da 10ª Berlin Biennale (2018). Atualmente integra o Comitê Artístico da NESR Art Foundation, em Angola, e é doutorando no programa de artes da HDK Valand – University of Gothenburg.

LISTA DE ARTISTAS
Antonio Társis
Berenice Olmedo
Gê Viana
Korakrit Arunanondchai
Manauara Clandestina
Márcia Falcão
Marlene Almeida
Ming Smith
Théodore Diouf
Wolfgang Tillmans

Sobre a Pinacoteca do Ceará

Inaugurada em dezembro de 2022 pelo Governo do Ceará, a Pinacoteca do Ceará tem a missão de salvaguardar, preservar, pesquisar e difundir a coleção artística da instituição, sendo espaço de ações formativas com artistas, comunidade escolar, famílias, movimentos sociais, organizações não governamentais e demais profissionais do campo das artes e da cultura. Trata-se de um espaço de experimentação, pesquisa e reflexão para promover o diálogo entre arte e educação a partir de práticas artísticas. Desde a abertura, o museu já recebeu mais de 290 mil visitantes.

Sobre a Fundação Bienal de São Paulo

Fundada em 1962, a Fundação Bienal de São Paulo é uma instituição privada sem fins lucrativos e vinculações político-partidárias ou religiosas, cujas ações visam democratizar o acesso à cultura e estimular o interesse pela criação artística. A Fundação realiza a cada dois anos a Bienal de São Paulo, a maior exposição do hemisfério Sul, criada em 1951, e suas mostras itinerantes por diversas cidades do Brasil e do exterior. A instituição é também guardiã de dois patrimônios artísticos e culturais da América Latina: um arquivo histórico de arte moderna e contemporânea referência na América Latina (Arquivo Histórico Wanda Svevo), e o Pavilhão Ciccillo Matarazzo, sede da Fundação, projetado por Oscar Niemeyer e tombado pelo Patrimônio Histórico. Também é responsabilidade da Fundação Bienal de São Paulo a tarefa de idealizar e produzir as representações brasileiras nas Bienais de Veneza de arte e arquitetura, prerrogativa que lhe foi conferida há décadas pelo Governo Federal em reconhecimento à excelência de suas contribuições à cultura do Brasil.

Serviço

Abertura Itinerância – 36ª Bienal de São Paulo
Nem todo viandante anda estradas – Da humanidade como prática
Quando: 23 de maio, sábado, a partir das 17h
Onde: Pinacoteca do Ceará – Pavilhão expositivo 3 (Rua 24 de maio, s/n, Praça da Estação, Fortaleza-CE)
Acesso gratuito | Evento com acessibilidade em Libras
Classificação indicativa: Livre

Roda de Conversa com Manauara Clandestina
Quando: 24 de maio, domingo, a partir das 14h
Local: Auditório da Pinacoteca
Classificação Indicativa: Livre
Gratuito. Acesso por ordem de chegada

A exposição segue em cartaz até 16 de agosto de 2026
A Pinacoteca do Ceará dispõe dos seguintes recursos de acessibilidade: audiodescrição, abafadores de ruídos, videoguias em Libras, cadeira de rodas, intérpretes de Libras e peças táteis.