Saúde

Hospital Infantil Albert Sabin realiza 200 cirurgias de correção da coluna desde a criação do serviço

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Hospital Infantil Albert Sabin realiza 200 cirurgias de correção da coluna desde a criação do serviço
Texto: Levi Aguiar - Ascom Hias
Fotos: Levi Aguiar (Ascom Hias) e Bruno Renan (Ascom Sesa)

OHospital Infantil Albert Sabin (Hias), unidade da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa), celebrou, na última terça-feira (30), a marca de 200 cirurgias realizadas pelo programa Mãos que Sustentam, serviço de alta complexidade voltado à correção de deformidades da coluna em crianças e adolescentes. A solenidade integrou a programação do Junho Verde, mês de conscientização sobre a escoliose, e reuniu pacientes, familiares, profissionais de saúde, além da secretária da Saúde do Ceará (Sesa), Tânia Mara Coelho, e representantes do Ministério Público do Ceará.

Durante a cerimônia, a titular da Sesa destacou a ampliação da assistência cirúrgica no estado e afirmou que o programa evidencia como o Sistema Único de Saúde (SUS) transforma vidas: “estamos completando 900 mil cirurgias eletivas em um semestre no Ceará. Há cinco anos, esse número era alcançado em um ano”, contou. 

“Neste momento, os depoimentos das famílias e a apresentação dos casos pelos profissionais de saúde dão rosto aos números e mostram o impacto desse serviço na promoção da dignidade de crianças e de suas famílias”, afirmou.

Celebração reuniu gestores, profissionais de saúde e familiares de pacientes

Programa amplia acesso ao tratamento

Criado em 2023, o Mãos que Sustentam realizou 200 cirurgias. O serviço atende, principalmente, pacientes com casos graves de escoliose e oferece acompanhamento multiprofissional desde o diagnóstico até a reabilitação, envolvendo ortopedistas, pediatras, enfermeiros, fisioterapeutas, psicólogos, nutricionistas e estomaterapeutas.

Segundo o ortopedista do Hias, José Alberto Alves, os resultados do tratamento vão além da correção da deformidade. “São pacientes que conviviam com dores, limitações e o preconceito. Quem trabalha na assistência sabe que um procedimento de escoliose vai muito além da cirurgia. Ela devolve qualidade de vida. Permite que uma criança volte a brincar sem dor e um adolescente volte a sonhar sem carregar o peso de uma doença que limita o presente e compromete o futuro”, destacou.

As gêmeas Ana Lucielly e Sara Lucianny, pacientes do Hias, também participaram da solenidade

A escoliose é uma alteração que provoca uma curvatura na coluna vertebral. “Nos casos mais graves, pode causar dores intensas, dificuldades respiratórias, limitação dos movimentos e impactos na autoestima e na convivência social”, explicou José Alberto.

O acesso ao programa ocorre por meio da rede pública de saúde. A criança ou o adolescente é avaliado inicialmente no município de origem e, quando há indicação, é encaminhado pela Sesa ao Albert Sabin.

Uma nova rotina sem dor

Luiz Gustavo, acompanhado da mãe, Ana Cristina, e de ortopedistas do programa Mãos que Sustentam

Entre os participantes da celebração estava o universitário Luiz Gustavo, 19, morador de Redenção. Desde a infância, ele conviveu com uma escoliose grave e precisou passar por um tratamento que incluiu o uso de halo craniano antes da cirurgia corretiva.

Dois anos após a última cirurgia, ele afirma que voltou a realizar atividades que antes eram limitadas pela dor. “Eu me sinto uma pessoa totalmente diferente, sem dor, sem cansaço. Mudou totalmente a minha rotina. Posso fazer atividade física e até as atividades do dia a dia sem precisar me preocupar com dor”, contou.