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Ações Educativas marcam Dia Nacional do Diabetes no CIDH

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Ações Educativas marcam Dia Nacional do Diabetes no CIDH
Texto e Fotos: Thiago Mendes - Ascom CIDH

Atividades educativas celebram o Dia Nacional do Diabetes, nesta sexta (26), no Centro Integrado de Diabetes e Hipertensão (CIDH), unidade da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa). Com exibição de filme, oficina educativa e exposições, profissionais do CIDH vão orientar pacientes e familiares atendidos na unidade sobre cuidados com o pé diabético e nutrição.

A programação começa às 8h, com a exibição do filme “Pés para que te quero”, no auditório do CIDH. Em seguida, às 8h30, haverá oficina educativa com dicas nutricionais, voltada para pacientes e familiares atendidos pela Endocrinopediatria. Ao longo do dia, serão montadas duas estações educativas: uma sobre calçados apropriados para pessoas com diabetes e outra sobre tecnologias no cuidado para a pessoa com diabetes. 

A data do Dia Nacional do Diabetes foi instituída pelo Ministério da Saúde em parceria com a Organização Mundial da Saúde (OMS). Diabetes é uma condição crônica em que o corpo tem dificuldade de empregar da maneira correta a insulina que produz ou não produz insulina. Estima-se que a condição afete cerca de 20 milhões de pessoas no Brasil. Entre o público feminino, esse cenário é ainda mais preocupante: em Fortaleza, 13,6% delas vivem com a condição, segundo o Ministério da Saúde.

Autocuidado apoiado

Graça Lima, gerente da Enfermagem do CIDH, lembra que as ações educativas são estratégicas porque envolvem não apenas as pessoas com diabetes, mas principalmente a família no autocuidado.

“A gente percebe que, nesses momentos de oficinas, pacientes e familiares interagem. Cada um conta a sua vivência e vai repassando. Isso, no fim, gera um resultado positivo para todos, pois estimula o autocuidado e introduz o familiar nessa assistência”, detalha Graça.

A enfermeira do CIDH cita as complicações, principalmente nos pés das pessoas com diabetes, como fator essencial para a troca de informações entre pacientes. “Um aprende com o outro. O paciente que perdeu um dedo, quando fala sobre a lesão para aquele que não tem a lesão, o outro percebe que tem que cuidar mesmo. Eles acabam se convencendo da necessidade do autocuidado”, aponta Graça.

Pé Diabético

O CIDH conta com o serviço conhecido como “Pé Diabético”. O setor é responsável pelo tratamento terapêutico, que consiste na realização de curativos com vários tipos de cobertura; avaliação clínica na cicatrização e assistência durante o período perioperatório (preparação, recuperação e alta da cirurgia), em casos de amputações realizadas em hospitais.

O serviço tem o objetivo de promover a rápida cicatrização, prevenção de contaminação e/ou infecção e prevenção de amputações. De janeiro a abril de 2026, foram realizados 2.474 atendimentos no Ambulatório do Pé Diabético, média mensal de 618 atendimentos. Os pacientes são encaminhados pela Central de Regulação do Estado.

“As pessoas têm o hábito de cuidar muito bem do rosto, de alguma outra parte do corpo, mas o pé não é um lugar que normalmente se cuide. A gente orienta sobre o cuidado com a limpeza, com a prevenção e o tipo de calçado adequado”, enumera Graça Lima. 

Se você tem diabetes, conheça os cuidados necessários com seus pés neste folder educativo.

Site no ar

Ainda no marco do Dia Nacional do Diabetes, o CIDH conta, desde o último dia 17, com um novo canal de comunicação com usuários do serviço, acompanhantes e familiares: um site próprio

Seguindo o padrão dos demais sites institucionais de órgãos do Governo do Estado, o site destaca os principais serviços da Carta de Serviços; explica os principais termos ligados à diabetes e à hipertensão; divulga oportunidades como o grupo Círculo Azul, de autoestima e autocuidado para pessoas com diabetes, e as principais notícias da unidade.