Banda do Colégio Militar do Corpo de Bombeiros encanta público no Iguatemi

FORTALEZA, 10 de junho de 2026 — Os corredores e a praça central do Iguatemi Fortaleza ganharam uma sonoridade especial nesta quarta-feira à noite. A Banda de Música do Colégio Militar do Corpo de Bombeiros Escritora Rachel de Queiroz (CMCB) se apresentou na Praça Arvoredo, Piso L1, em um espetáculo que misturou tradição, versatilidade e o talento inegável de jovens instrumentistas.
O concerto foi prestigiado pelo Coronel Comandante-Geral do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Ceará (CBMCE), José Cláudio Barreto de Sousa, que sempre apoia e incentiva os jovens talentos do CMCB na prática musical. Segundo o tenente-coronel Joilton Menezes, comandante-diretor do CMCB, “os alunos são estimulados ao protagonismo juvenil e o colégio oferece além da música oportunidades esportivas”.
Repertório
A abertura ficou a cargo do trompetista Phillipe, que deu o tom da noite com precisão e energia. A partir daí, o público foi conduzido por uma sequência musical cuidadosamente planejada, que transitou por décadas e estilos sem perder a coesão artística. O saxofonista Rafael trouxe à cena os clássicos de Michael Jackson, arrancando aplausos imediatos da plateia. Logo em seguida, o trombonista Renan Celes assumiu o protagonismo em dois momentos marcantes: primeiro com o romantismo inconfundível do Raça Negra e, na sequência, com a delicadeza melódica de Chega de Saudade, clássico da bossa nova brasileira.
O saxofonista Amaral também brilhou em dobradinha. Apresentou arranjos vibrantes de Legião Urbana e comandou o público em clima de festa com o Forró das Antigas, que fez os pés se moverem espontaneamente entre os espectadores. A música Terra da Luz, símbolo da identidade cearense, reuniu todos os músicos em um momento de uníssono emocionante, com destaque para o trombone de Renan Celes. O trompete voltou ao centro em Jardim dos Animais, número de destaque solo que demonstrou maturidade técnica impressionante para um músico em formação. O encerramento oficial coube ao Festival Junino, com todos os integrantes da banda em cena — um finale que celebrou a cultura nordestina e arrancou a maior ovação da noite.
O repertório ainda contemplou extras com releituras de Frank Sinatra, Tim Maia e ABBA, confirmando a versatilidade do conjunto e a capacidade dos jovens músicos de dialogar com diferentes gerações do público presente.
Homenagem
O CMCB leva o nome da escritora cearense Rachel de Queiroz, patrona das letras brasileiras e símbolo da cultura do Ceará. A escolha do nome não é coincidência — a banda carrega a mesma vocação de contar histórias, desta vez por meio das notas musicais. A instituição forma jovens em disciplina militar e excelência artística, revelando talentos que, noite após noite, provam que música e formação de caráter caminham juntas.
