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Produtores investem em bancos de proteína para alimentação animal

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Produtores investem em bancos de proteína para alimentação animal

Uma unidade demonstrativa de banco de proteína está em pleno uso, na propriedade do pecuarista Joaquim Elias Prado, assistida pela Ematerce, na comunidade de Mosquito, em Coreaú-CE. A prática tem o objetivo de reduzir os custos da alimentação do rebanho bovino. O produtor decidiu adotar as recomendações técnicas de cultivo e manejo do banco de proteína, no intuito de reduzir o fornecimento de concentrado proteico, na dieta dos seus animais.

A cultura utilizada para composição do banco de proteína foi a leucena (Leucaena leucocephala) que é uma leguminosa altamente palatável, tolerante à seca e de bom valor nutritivo. A adoção dos bancos de proteínas objetiva corrigir as deficiências de proteína dos pastos naturais, nessa época do ano que, na maioria dos casos, já estão passados e com baixa digestibilidade. A oferta da leguminosa aos animais é considerada uma excelente opção, para quem deseja ter um suporte de baixo custo, para manter o peso do gado até o momento do desfrute dos animais.

A leucena é considerada também uma excelente opção para alimentação de caprinos e ovinos, devido a melhora no desempenho dos animais e fazendo com que as fêmeas jovens atinjam, mais rápido, a idade reprodutiva e os machos sejam desfrutados mais cedo. Outra vantagem do banco de proteína é que a leguminosa cultivada tem a capacidade de fixar grande quantidade de nitrogênio, fazendo com que aumente a fertilidade do solo, na área do cultivo, afirma o Zootecnista da Ematerce, Renato Gomes Fontinele.

O corte da leucena é realizado de forma manual, com uso de foice, onde o material cortado poderá ser fornecido aos animais na mesma área ou até mesmo ser fenado, para posterior utilização. É importante destacar que no caso de acesso direto dos animais na área é preciso restringir o tempo de pastejo de uma a duas horas, por dia.