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“TICs são essenciais na evolução do país”, afirma secretário de Política de Informática do MCTI

“TICs são essenciais na evolução do país”, afirma secretário de Política de Informática do MCTI

As Tecnologias da Informação e Comunicação são essenciais na evolução do país. A declaração é do secretário de Política de Informática do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Virgílio Almeida, durante palestra sobre o Programa Estratégico de Software e Serviços em TI (Plano TI Maior), na quinta-feira (28), no auditório do Palácio Iracema, em Fortaleza. A palestra foi promovida pela Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Funcap) e contou com a participação de professores e pesquisadores da área.

Para Virgílio, a ligação com outros setores da economia tem sido vencedora, citando como exemplo os R$ 66 bilhões em transações bancárias em 2011; a apuração de 140 milhões de votos em três horas durante as eleições de 2012 e as mais de 25 milhões de declarações de Imposto de Renda Pessoa Física 2013, ano-base 2012, enviadas eletronicamente à Receita Federal.

De acordo com o secretário, o percentual do investimento que o Brasil faz em P&D é da ordem de 1,1% do PIB. “Isso é muito maior, por exemplo, do que os outros países da América Latina, mas menor do que muitos países avançados como Estados Unidos, Inglaterra, França, que investem entre 2% e 3%”, afirmou.

Sobre os investimentos realizados, Virgílio disse que o Brasil está na direção certa. “Nós tivemos na primeira rodada de chamada (do programa Start Up Brasil) 900 propostas de start ups, sendo 216 do exterior. Já é um resultado. Tivemos a segunda rodada agora, 700 propostas submetidas, mais 143 do exterior. O programa de capacitação e despertar vocacional atraiu mais de 100 mil pessoas nos cursos e treinamentos. O edital de subvenção da Finep contratou 88 milhões de subvenção. Então, as coisas estão acontecendo. Os recursos estão sendo aplicados”, declarou.

secretario_virgilio_almeidaLançado em 2012, o Plano TI Maior é baseado em Pesquisa, Desenvolvimento Tecnológico e Inovação, com forte diretriz de integração e articulação de programas, políticas, incentivos, ferramentas, mecanismos de fomento e ações já existentes. O Programa Estratégico tem seu alicerce em cinco eixos: Desenvolvimento econômico e social; Posicionamento internacional; Inovação e Empreendedorismo; Competitividade; e Pesquisa, Desenvolvimento Tecnológico e Inovação. O secretário afirmou que o objetivo maior do plano é uma indústria de software forte e competitiva. “O Brasil tem que gerar produtos de software se quiser competir no mercado internacional”, disse Virgílio.

Para Joaquim Bento, coordenador do Mestrado e Doutorado em Ciência da Computação da Universidade Federal do Ceará (UFC), foi bom ver iniciativas que o governo está tentando implantar pra estimular o desenvolvimento dessa área no país. “Essa questão da área da TI é estratégica pro país. Todos os países do mundo estão investindo cada vez mais na parte de TI”, disse Bento.

“Ele trouxe um panorama geral que a parte pública está se movimentando, está apresentando caminhos para que as empresas procurem essa parte da inovação e procurem se desenvolver nessa área. Comparou com iniciativas de outros países, que são valores semelhantes. Quer dizer, o Brasil não está fora de uma linha de mercado em termos de valores”, destacou Florêncio Queiroz, pesquisador presente à palestra.