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Artigo de professora da Faculdade de Veterinária da Uece compõe acervo da Biblioteca Digital da Questão Agrária

Artigo de professora da Faculdade de Veterinária da Uece compõe acervo da Biblioteca Digital da Questão Agrária

Integrante do corpo docente da Faculdade de Veterinária (Favet) da Universidade Estadual do Ceará (Uece), a professora Déa Vidal teve um de seus artigos selecionados para compor a Biblioteca Digital da Questão Agrária Brasileira, projeto executado pela Universidade de Brasília (UnB) que tem o apoio do Ministério de Desenvolvimento Agrário (MDA).

O artigo da professora Déa, sobre a evolução do campesinato no semiárido cearense, destaca que a incorporação maciça de meios importados para desenvolver a agroexportação, além de ser inacessível ao campesinato do Ceará, é geradora de crise para esse Estado.

Em virtude deste cenário, a professora da Favet sustenta que é necessário realizar a mobilização prioritária e o melhoramento continuo dos recursos locais do semiárido: dinamizar os recursos fundiários, mobilizar a força de trabalho da população camponesa e utilizar maximamente as energias endógenas.

Segundo a autora, é preciso também satisfazer prioritariamente as necessidades locais da reprodução social – de subsistência e ecológica – através da valorização do trabalho e outros recursos disponíveis, bem como a minimização dos insumos onerosos.

Esse modelo questiona a prática capitalista dominante, que maximiza a agroexportação, juntamente com as importações dos meios modernos, em detrimento da economia camponesa, que constitui 98% das unidades produtivas do Ceará.

“Trata-se, de uma nova via, de um novo modelo de desenvolvimento: autocentrado e menos dependente”, sustenta a professora, acrescentando que procura-se, por conseguinte, restaurar a economia alimentar e os ecossistemas degredados e propõem-se tecnologias realmente adaptadas, intermediárias através de projetos de desenvolvimento integrado”.

O principal objetivo desse desenvolvimento”, ressalta a autora, “deve ser precisamente o de salvar, restaurar e aperfeiçoar a economia camponesa, que controla os recursos e os ecossistemas marginais e ameaçados, os espaços perplexos como o Sertão do Ceará”.

Confira o artigo na íntegra da professora Déa, no site da Biblioteca Digital da Questão Agrária Brasileira.

Fonte: Assessoria de Comunicação da Uece