Morte Encefálica em debate no Hospital Geral de Fortaleza
Pensando nisso, o Hospital Geral de Fortaleza abre o debate e realiza o I Simpósio Sobre Conceito e Diagnóstico de Morte Encefálica. O evento,coordenado pelo neurologista Artur D`Almeida, é destinado a médicos, acadêmicos, profissionais de enfermagem e de terapias intensivistas. Durante o simpósio, será apresentado o conceito de morte encefálica e serão esclarecidos os métodos para se fazer um diagnóstico seguro.
Devem participar do simpósio a diretora Geral do HGF, Níobe Barbosa, a diretora Médica Fátima Dias e a coordenadora da Central de Transplantes do Estado, Eliana Régia Barbosa. Esse vai ser um primeiro momento de discussão,abordando a questão técnica. O segundo momento está agendado para o dia 27 de maio, dentro da XL Reunião Anual do HGF, quando será realizada uma mesa redonda sobre o assunto dentro das comemorações dos 40 anos do hospital.
Neste momento serão discutidas as questões éticas sobre o assunto.
SERVIÇO:
I SIMPÓSIO SOBRE CONCEITO E DIAGNÓSTICO DE MORTE ENCEFÁLICA
DATA: 06/05/09
LOCAL: AUDITÓRIO PRINCIPAL HGF
HORÁRIO: 09:30h
PALESTRANTE: NEUROLOGISTA ARTUR D`ALMEIDA
Contatos:
Assessoria de Comunicação HGF – 3101-7086
Gilda Barroso, jornalista – 9925-5762
Luisa Nascimento, jornalista – 9215-0216
Artur D`Almeida, neurologista
AUTOR: NEUROLOGISTA ARTRU D`ALMEIDA
Morte Encefálica – ME – (conceito):
Conceito concebido desde a década de 1960 e que considera como morte a perda irreversível da função do encéfalo, visto que sem ele e em pouco tempo todos os outros órgãos morrerão. Além disso, o encéfalo é o que caracteriza a própria vida humana, visto que sem ele não podemos viver nem do ponto de vista material nem do ponto de vista emocional e psicológico.
Coma X Morte Encefálica Pacientes que sofrem ME não estão em coma. Os pacientes em coma podem ou não progredir para uma ME.
Os pacientes em coma podem estar em coma profundo e progredir para ME ou podem sobreviver numa situação que chamamos de “estado vegetativo persistente”. Nesse último caso existe grave prejuízo da função intelectual, emocional e mental ficando o individuo em geral restrito à cama, e totalmente dependente de cuidados básicos como alimentação, higiene, aspirar secreções, virar de posição, etc.
Diagnóstico de ME
Devem ser realizados dois exames neurológicos com intervalos de horas mínimos estabelecidos de acordo com a idade do paciente.Os exames devem ser realizados por, no mínimo, dois médicos, sendo que um deles deve ser um neurologista. lNenhum destes médicos pode fazer parte da equipe de remoção ou de transplante de órgãos.
Após as duas avaliações é realizado também um exame complementar (eletroencefalograma, angiografia cerebral, doppler transcraniano,etc) que confirma ausência de funcionamento do encéfalo.
O procedimento do diagnóstico no Brasil é regulamentado por lei específica e por resoluções do Conselho Federal de Medicina.
O médico cardiologista Artur D’Almeida é neurologista e coordenador do I Simpósio sobre Conceito e Diagnóstico de Morte Encefálica