HGF comemora dia do Doador de Córneas
De 2006 a 2008, a fila por uma córnea está diminuindo enquanto cresce o número de doações e transplantes no Ceará.
O Banco de Olhos do Hospital Geral de Fortaleza foi inaugurado em janeiro de 2006 e é o único do Estado. Nele, ficam armazenadas as córneas captadas em todos os hospitais do Ceará. No banco de Olhos, as córneas podem ficar mantidas por até 14 dias, aguardando um receptor.
Desde que o Banco de Olhos foi inaugurado, a fila por uma córnea tem reduzido enquanto que as doações e os transplantes só aumentam. Em 2006, 1026 pacientes aguardavam na fila. 237 córneas foram doadas e 253 transplantes realizados. Em 2007, a fila era de 941 pacientes. 352 córneas foram doadas e 385 transplantes realizados. Este ano, até o mês de novembro, o recorde de transplantes e doações já haviam sido superados. Foram 379 doações de córneas, 391 transplantes e uma fila de 514.
A redução na fila se deve ainda a um percentual cada vez menor de rejeições. Antes da criação do banco de Olhos, havia mais rejeição e os pacientes transplantados acabavam voltando para a fila por uma nova córnea. Hoje, os retransplantes são raros.
Para marcar o Dia do Doador de Córneas, que transcorre no dia 13 de dezembro, o Hospital Geral de Fortaleza vai realizar uma comemoração especial na próxima sexta-feira, 12 de dezembro, a partir das 8:30h da manhã. No evento que vai acontecer no auditório principal do HGF, a diretora técnica do Banco de Olhos, Marineuza Memória, vai falar sobre a experiência de dois anos do Banco de Olhos. Já a assistente social Leoneide Dantas, vai falar dos desafios e conquistas na abordagem junto às famílias de potenciais doadores de córneas dentro do HGF. Além disso, o público vai poder conferir as histórias de dois receptores de córneas.
A Emoção De Quem Vê O Mundo Através De Uma Nova Córnea
Um dos receptores que vai participar do evento em homenagem aos doadores de córneas é Diego de Oliveira Rodrigues, de 23 anos. Aos 16 anos, ele descobriu que sofria de um problema que causava a deformidade progressiva de suas córneas: a Ceratocone. A vista fica a cada dia pior. Imagens embaçadas, dor e a limitação das atividades que antes eram rotina causavam sofrimento em toda a família. Depois de passar por vários tratamentos, com uso de lentes, Diego foi encaminhado para a fila de transplantes por uma nova córnea. Passou cerca de 2 anos e meio aguardando a vez.
O dia dele chegou. Foi em 1º de agosto de 2007, quando ele recebeu a córnea no olho esquerdo e em menos de 24 horas já enxergava um mundo cheios de luzes e cores. A emoção tomou conta dele que só agradecia a Deus pelo grande presente. Até hoje, ele e a mãe, Rosângela de Oliveira, sonham em conhecer a família do doador e agradecê-la pelo gesto solidário que renovou a vida de Diego. Hoje, Diego é uma pessoa feliz, pode dirigir e cursa a faculdade de Publicidade e Propaganda. É através de exemplos como o dele que o Banco de Olhos do HGF espera incentivar mais e mais famílias a autorizarem a doação de córneas.