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Sesa quer ampliar programa que atende 268 pacientes em casa

Sesa quer ampliar programa que atende 268 pacientes em casa

 

 

Pacientes com doenças crônicas em situação estável, em muitos casos, podem ser assistidos em casa, recebendo a visita dos profissionais dos hospitais, medicamentos e apoio de aparelhos. É o que já acontece com 268 pacientes de cinco hospitais que integram a rede estadual, através do Programa de Atendimento Domiciliar. São pacientes que tiveram alta hospitalar e nas próprias residências recebem a visita de médicos, enfermeiros, assistentes sociais, nutricionistas, psicólogos e fisioterapeutas. A Secretaria da Saúde do Estado quer ampliar o número de pacientes do PAD. O Secretário Arruda Bastos, que esteve em Brasília na última terça-feira, 23, solicitou apoio ao Ministério da Saúde. “A internação domiciliar só traz benefícios. Mantém toda a assistência ao paciente em casa, próximo dos familiares e reduzindo riscos de infecção, e ainda otimizamos os leitos nos hospitais para atender a crescente procura”, afirma Arruda Bastos. 

O PAD funciona no Hospital de Messejana Dr. Carlos Alberto Studart Gomes – o primeiro a implantar em 1996, no Hospital Geral de Fortaleza, no Hospital Infantil Albert Sabin, no Hospital Geral César Cals e no Hospital Waldemar Alcântara. Além do mais antigo entre os hospitais da rede estadual, o PAD do Hospital de Messejana é o que atende o maior número de pacientes. São 130 pacientes com doenças crônicas cardiovasculares e pneumológicas. Muitos deles precisam de ajuda de equipamentos para permanecer respirando, a exemplo dos concentradores de oxigênio. No HGF, a maioria dos 36 atendidos em casa são pacientes que sofreram AVC (Acidente Vascular Cerebral) e ficaram com sequelas, com câncer e também com complicações  causadas pela diabete. Durante o acompanhamento domiciliar, são usados tensiômetro, estetoscópio, glicosímetro, nebulizador e aspirador de secreção, sonda de aspiração traqueal, material para cateterismo vesical.

No Hospital Infantil Albert Sabin, desde 2000, quando foi implantado o Programa de Assistência Domiciliar, as crianças, após a estabilidade do quadro clínico e com problemas crônicos, passaram a ter a continuidade do tratamento em casa. As principais doenças tratadas em domicílio são as cardipatidas, pneumopatis e neuropatias. Aliado a esse serviço, o Albert Sabin tem ainda o Programa de Assistência Ventilatória Domiciliar, que assiste crianças com doenças neurológicas.  Como essas crianças necessitam de respirador para viver, o Hospital Albert Sabin leva até a casa delas, além do cirurgião pediátrico, fisioterapeuta, assistente social e nutricionista, os aparelhos oxímetro e aspirador. Fraldas e leite são oferecidos pela Associação Brasileira de Amiotrofia Espinhal, parceira do hospital no funcionamento do programa.