Primeira Copa do Mundo: bebês internados no Hias entram em clima de torcida e levam alegria às famílias e profissionais

A chegada da Copa do Mundo também entrou na rotina do Hospital Infantil Albert Sabin (Hias), unidade da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa). Nesta sexta-feira (19), quando o Brasil entra em campo pela segunda rodada do Mundial de 2026, diante do Haiti, os recém-nascidos das unidades neonatais ganharam gorros e lacinhos inspirados no universo do futebol. As incubadoras foram decoradas e transformadas em cenários para registrar, de forma simbólica, a primeira Copa do Mundo dos pequenos pacientes, levando um momento de leveza para famílias que vivem a delicada experiência da internação.

Recém-nascidos das unidades neonatais do Hias ganharam adereços inspirados na Copa do Mundo
Entre elas está Sandra Viana, 38, mãe de Maria Helena, de dois meses, internada na Unidade de Cuidados Intermediários (Ucin). Prestes a receber alta após dois meses e dez dias de internação da filha, ela descreve uma mistura de sentimentos. “Estou ansiosa, feliz e grata”.
“A gente aprende a criar um pouco de alegria diante do cenário difícil que é o de internação, ainda mais nesse período de Copa, em que fica todo mundo empolgado. O mais feliz é porque eu sei que no próximo jogo eu vou poder assistir em casa com ela e o resto da nossa família”, conta.

Em clima de Copa, famílias celebraram juntas um momento de leveza durante a internação
A enfermeira da Ucin, Raquel Rocha, explica que a iniciativa nasceu do desejo de proporcionar momentos de acolhimento às mães e acompanhantes, que muitas vezes passam semanas ou meses longe de casa, dedicadas integralmente aos filhos. “Os bebês com quadro clínico estável participaram das fotos em frente a um painel temático, enquanto aqueles que exigiam mais cuidados permaneceram nas próprias incubadoras, também decoradas”.

Enfermeiras das unidades neonatais do Hias organizaram a ação temática da Copa do Mundo
“Não é fácil a rotina da acompanhante no hospital. Você fica longe da família, esquece até um pouco de si. É lindo vê-las alegres, tirando fotos e se empolgando enquanto arrumávamos os bebês. Ações como essa recuperam um pouco da humanidade diante de um cenário de doença. Voltamos a sorrir, nossos corações se alegram”, afirma a enfermeira.



Moradora de Pedra Branca, Francisca Solange, 33, dona de casa e mãe de Ísis, de dois meses, acompanhou com entusiasmo a participação da filha na ação. “Está sendo incrível (a ação). Ela está muito bonitinha. Dá até vontade de levá-la logo para casa!”, conta.

Ação marca, simbolicamente, o primeiro Mundial dos pequenos pacientes