Fusão de empresas cearenses com grupos de outras regiões é bem recebida na Sedet
Processo contribui com a estratégia governamental de tornar a economia cearense mais aberta, dinâmica e apta a incorporar novas tecnologias
Na avaliação da Secretaria do Desenvolvimento Econômico e Trabalho do Ceará (Sedet), o movimento de algumas empresas de origem local em buscar parceiros regionais ou internacionais para expandir negócios é uma tendência. Esse movimento traz benefícios para economia estadual e inspira empresas a buscarem novos caminhos – que passam pela abertura de capital em bolsas de valores, fusões/aquisições e fortalecimento estratégico no mercado.
Nesse sentido, há três exemplos de sucesso recentes de empresas cearenses. Ano passado, a Arco Educação (Grupo Ari de Sá Cavalcante) se aventurou na bolsa de valores norte-americana (Nasdaq) voltada às empresas com base no conhecimento tecnológico e conseguiu um resultado surpreendente. Uma operação ousada, mas bem conduzida e que tornou seus controladores cearenses bilionários.
Nesse início de ano, mais duas movimentações a partir do Ceará estão gerando grande atenção do mercado. Primeiro, a fusão do Grupo Hap Vida com a Intermédica, que vai resultar num conglomerado voltado à saúde com ativos de R$ 120 bilhões, 13,5 milhões de clientes em 18 estados e uma rede ampla de hospitais, clínicas e laboratórios. Uma potência em crescimento, considerando a necessidade de expansão de serviços do tipo no País.
“Há muitas questões a serem consideradas num processo dessa envergadura. Primeiro, se as empresas se complementam, podem trocar experiências e reduzir custos ao consumidor”, observa Francisco Rabelo, presidente da Agência de Desenvolvimento do Ceará (Adece). “Se esses grupos conseguem maior visibilidade, mais clientes, solidez e confiança do investidor, num processo bem regulamentado, é vantajoso para a sociedade”.
Outro processo, anunciado no início e março, entre a Agrícola Famosa e a espanhola Citri&Co, promete consolidar marcas e abrir mercados para ambas empresas como grandes produtores e exportadores de frutas frescas do mundo – a primeira com uma quantidade de 200 mil toneladas de melões e melancias cultivadas por ano; e a outra com 500 mil toneladas comercializadas a cada ano. Duas gigantes.
“Estamos trabalhando com intensidade para tornar o Estado do Ceará num ambiente atraente para negócios. Notar que grandes empresas da Alemanha, Holanda, Austrália e Espanha estão percebendo nosso potencial em áreas que vão da produção de energias renováveis ao agronegócio é uma grande motivação para todos da Sedet ,que estes exemplos recentes estimule novos caminhos para a economia cearense “ observa o secretário de Desenvolvimento Econômico e Trabalho do Ceará, Francisco de Queiróz Maia Júnior.