Soluções de energia base para o Ceará: SDE e Associação dos Engenheiros da Petrobras discutem estratégias para o setor

O secretário do Desenvolvimento Econômico do Ceará, Fábio Feijó, se reuniu, na terça-feira (9), com representantes da Associação dos Engenheiros da Petrobras (AEPET) do Rio Grande do Norte e Ceará. A pauta principal do encontro se concentrou no mercado de energia básica do estado e na identificação de soluções potencialmente aplicáveis para o desenvolvimento do setor.
Entre os principais temas debatidos, ganhou destaque a proposta de elaboração de um projeto-piloto voltado ao mercado de biocombustíveis, com ênfase na utilização de óleos vegetais que possuem viabilidade de produção no Ceará. Além disso, a associação pautou a inserção estratégica do estado nas expectativas da Agência Nacional do Petróleo (ANP) para a Margem Equatorial, defendendo uma comunicação mais estreita entre o governo estadual e as autarquias do setor, como a própria ANP e a Petrobras.
Projeto-piloto de biocombustíveis e margem equatorial
De acordo com Ricardo Pinheiro Ribeiro, diretor de comunicação da associação, a iniciativa pretende comprovar a aplicabilidade e a autossuficiência da produção local. Um projeto conceitual está previsto para ser concluído ainda este ano, visando posterior apresentação detalhada ao secretário Fábio Feijó e ao governador Elmano de Freitas.
Sobre o potencial de exploração na Margem Equatorial, o diretor ressaltou que estados vizinhos já contam com frentes avançadas de perfuração e que o Ceará precisa consolidar sua participação ativa para não perder novas oportunidades no setor.
O impacto no desenvolvimento econômico
O secretário Fábio Feijó avaliou positivamente as contribuições técnicas trazidas pela associação, ressaltando o papel da inovação e da diversificação energética na atração de novos investimentos para o Ceará.
“A aproximação com o corpo técnico dos engenheiros da Petrobras nos traz perspectivas fundamentais para o fortalecimento da nossa matriz energética básica. Projetos voltados para biocombustíveis e a nossa inserção estratégica nos debates da Margem Equatorial são de extrema importância para o desenvolvimento econômico do Ceará. Ao expandirmos a atuação do estado no setor energético, não apenas diversificamos nossa economia, mas criamos um ambiente fértil para atrair indústrias, gerar novos negócios e ampliar expressivamente a oferta de empregos qualificados para os cearenses”, afirmou o secretário da SDE, Fábio Feijó.
Com o andamento das propostas, a expectativa é de que o Ceará amplie sua relevância no cenário energético regional, unindo sustentabilidade, pesquisa técnica e robustez econômica.