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Brasil e Haiti: do futebol ao mundo dos negócios. Jucec destaca a diversidade do empreendedorismo haitiano no Ceará

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Brasil e Haiti: do futebol ao mundo dos negócios. Jucec destaca a diversidade do empreendedorismo haitiano no Ceará
Texto: Ascom Jucec

Levantamento aponta a atuação de empresas lideradas por cidadãos de nacionalidade haitiana nos setores de indústria, comércio e serviços da capital cearense.

Na próxima sexta-feira, dia 19, as seleções de Brasil e Haiti se enfrentam nos gramados pela fase de grupos da Copa do Mundo de 2026. Fora das quatro linhas, no entanto, a relação entre as duas nações ganha um capítulo de cooperação e desenvolvimento econômico aqui no Ceará. Um levantamento recente realizado  pela Junta Comercial do Estado do Ceará (Jucec) revela como a comunidade haitiana tem utilizado a formalização empresarial para movimentar a economia.

Atualmente, a Jucec contabiliza 5 empresas ativas na capital cearense cujos titulares ou sócios são de nacionalidade haitiana. O dado que mais chama a atenção dos analistas é a amplitude de atuação desses negócios, que cobrem de forma equilibrada os três grandes pilares da economia: indústria, comércio e serviços.

Diversidade de CNAEs e força de mercado

Os registros da Autarquia demonstram que o empreendedorismo imigrante em Fortaleza é altamente diversificado, ocupando nichos que vão desde a produção de bens de consumo até serviços especializados de alta complexidade.

As empresas de haitianos mapeadas distribuem-se pelas seguintes atividades econômicas (CNAEs):

  • Indústria e Comércio de Moda: Atuação direta na base produtiva por meio da Confecção de vestuário, integrada ao escoamento de mercadorias no segmento de Comércio de calçados.
  • Comércio Especializado: Presença no varejo de precisão e bens duráveis, englobando as atividades de Joalheria e Relojoaria, além do mercado de Comércio de bebidas.
  • Serviços e Conectividade: Atuação no setor de educação e logística de viagens, com empresas registradas para o Ensino de idiomas e operação de Agência de viagens.
  • Saúde Humana: Presença em áreas estratégicas de suporte social, com registro ativo para Atividade de atendimento hospitalar.

O Ceará como polo acolhedor de negócios

A desburocratização no processo de abertura de empresas promovida pela Jucec, por meio da simplificação de procedimentos digitais, tem sido um fator decisivo para que cidadãos estrangeiros regularizem suas atividades e contribuam formalmente para a geração de emprego e renda no estado.

O presidente da Jucec, Eduardo Jereissati, destaca que a presença dessas empresas reforça o papel do Ceará como um ambiente seguro, inclusivo e atrativo para o investimento internacional, independentemente do porte do negócio.

“O registro dessas empresas lideradas por haitianos em Fortaleza é o reflexo de um Ceará que acolhe, mas que também oferece condições reais de prosperidade. Quando simplificamos o ambiente de negócios e eliminamos barreiras burocráticas, estamos abrindo as portas para que talentos de qualquer lugar do mundo possam empreender de forma legal, segura e competitiva”.

O presidente ressalta ainda a relevância da distribuição setorial identificada.

“Ver que esses empreendedores estão gerando valor na indústria, no comércio especializado e até na prestação de serviços hospitalares mostra a força e a resiliência dessa comunidade. Na sexta-feira, assistiremos a um grande espetáculo no esporte, mas o verdadeiro gol de placa acontece diariamente no mercado cearense, onde Brasil e Haiti trabalham e crescem juntos”.