Cineteatro São Luiz recebe show da cantora Mahmundi, neste domingo, 12/2
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O Cineteatro São Luiz, equipamento da Secretaria da Cultura da Cultura do Estado do Ceará (Secult), recebe o show da compositora, produtora e multiinstrumentista carioca Mahmundi, neste domingo, 12/2, às 18h30. A artista revelação de 2016 traz a Fortaleza músicas de seu primeiro álbum “Mahmundi” (Stereomono/Skol Music), que recebeu excelentes críticas da imprensa especializada e vários prêmios e indicações, entre eles o Prêmio Revelação, da Associação Brasileira dos Críticos de Arte (APCA). Os ingressos para o show estão à venda na bilheteria do São Luiz e no site Ingresso Rápido (www.ingressorapido.com.br), ao preço de R$20,00 e R$10,00 (meia).
Produzido pela própria cantora, o disco “Mahmundi” traz 10 músicas autorais, como “Hit”, “Calor do Amor” e “Eterno Verão”. Diferente do que se vem lançando no Brasil, a música de Mahmundi é dançante, pop, atual e com tempero dos anos 80. Por isso mesmo recebeu elogios de Ed Motta, Zeca Camargo, Nelson Motta, Daniel Ganjaman e muitos outros músicos e formadores de opinião.
No palco, Mahmundi é acompanhada por baixo, bateria e teclado, enquanto se reveza na guitarra e no teclado, comandando o show com maestria. Sempre apresenta o repertório do disco novo e músicas surpresas.
A trajetória de Mahmundi
Marcela Vale, a Mahmundi, nasceu no Rio de Janeiro. Iniciou-se na música frequentando uma igreja no bairro de Marechal Hermes, subúrbio do Rio. Lá descobriu sua voz e teve acesso a instrumentos como bateria, violão e teclados.
A partir de 2009 desenrolou-se entre cabos e plugs no Circo Voador, o principal palco alternativo da cidade, onde trabalhou como técnica de som e roadie. Em 2012, lançou seu primeiro EP “Efeito das Cores”. Ali, Mahmundi encontrou sua assinatura artística, promovendo a união de boa parte de suas referências com uma sonoridade moderna e o apreço pelo formato de canção, tudo isso combinado ao imaginário ensolarado do cotidiano carioca. Foi onde tudo começou.
Os timbres oitentistas que fizeram com que fosse comparada a Marina Lima, fase “Fullgás”, a estética de nomes da geração 2010, como Toro Y Moi, Neon Indian e Ariel Pink.
No ano seguinte lançou outro EP, “Setembro”, uma espécie de contraponto melancólico ao colorido do primeiro trabalho e que flertava com uma sonoridade mais R&B, atualmente uma forte característica de sua música, bastante presente no novo disco. Em 2013 ganhou o Prêmio Multishow de Música Brasileira na categoria Novo Hit, por “Calor do Amor”.
Em 2014, após tocar no exterior pela primeira vez – no México, no festival Bahidora -, Mahmundi foi premiada novamente no mesmo Prêmio Multishow de Música Brasileira, desta vez na categoria Nova Canção, por “Sentimento” – faixa que encerra o disco de estreia. No júri especial do evento, estava Carlos Eduardo Miranda, produtor e uma das figuras mais queridas e respeitadas do mundo alternativo brasileiro, que a convidou para fazer seu primeiro álbum no selo Stereomono/Skol Music.
João Paulo Carvalho, crítico do Caderno 2 do jornal Estado de S. Paulo, elogia o álbum de 2016 da cantora. “As 10 faixas são impactantes e mostram uma voz potente e madura. As canções são pops, de letras fáceis e virtuosas, como há tempos não se via na voz de nenhuma outra cantora nacional”, destaca.
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