Encontro “Ceará Música” é destaque na programação do último dia do Festival Música da Ibiapaba

Ação envolve diversos protagonistas da Cadeia Produtiva da Música
Dentro do 13º Festival Música da Ibiapaba, a Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult) realizou neste sábado, 28/7, o Encontro Ceará Música em torno do debate inicial para a construção de uma política cultural para a música, que trata tanto do Plano Setorial, que é uma as metas do Plano Estadual de Cultura, aprovado ainda no primeiro semestre de 2016, quanto da construção do Programa “Ceará Música”, nos mesmos moldes do recém-lançado pelo Estado, Ceará Filmes. “Pensamos para isso nos eixos de formação, produção, difusão, institucionalização, criação de um marco regulatório da Música, dentre outros. Neste sentido, a Secult dá este primeiro passo para o debate dentro da realização do Festival Mi, em que vários atores do campo da música encontram-se reunidos, iniciando um processo que será ampliado e irá gerar um documento base para a Música no Estado do Ceará”, informou Fabiano dos Santos, secretário da Cultura do Estado. Para a construção deste Programa, serão realizados encontros em diversas regiões do Estado e em Fortaleza, estabelecendo eixos, ações e também os investimentos desta ação.
O Encontro Ceará Música busca reunir os profissionais das diversas áreas da música que compõem a cadeia produtiva do setor, no sentido de fortalecer ideias, projetos e trabalhos de artistas do setor. O debate sobre o Programa visa ainda a elaboração de ações que contribuam para o Fomento da Produção local e da Música de qualidade para todos os gostos e estilos.
Participaram desta ação o secretário da Cultura, Fabiano dos Santos, os coordenadores da Secult, técnicos de som, músicos, professores universitários, regentes, produtores, gestores culturais, apoiadores de projetos culturais em Ong’s, representantes do Banco do Nordeste (BNB), alunos de música, entre outros integrantes da cadeia produtiva do setor, para os quais foram apresentadas as diversas atividades realizadas pela Secult, através da sua rede de equipamentos ou pelos Editais da Cultura e das demais secretarias do Estado do Ceará, que apoiam projetos sociais no campo da música, e possibilitam formações em escolas de ensino fundamental e médio, profissionalizantes e no ensino superior.
Produção, Fomento, Formação e Circulação em pauta
O debate deste dia ocorreu em torno da economia da cultura gerada no Estado, do marco regulatório da música no Ceará, da formação em música desde as escolas de base (no ensino fundamental, médio, profissionalizante e superior), das Bandas e Orquestras do Estado, dos trabalhos de produtores, técnicos de som, músicos, professores, e formações realizadas sem ter, diretamente, a marca da universidade ou de governos, bem como todos os que compõem a cadeia produtiva da música.
Outros pontos importantes abordados na manhã do sábado (28/7) foram as pontes de formação nas áreas da comunicação para a música, do cronograma de ensaios, de apoio de palco e de assessorias criativas que, quando bem executados geram excelentes resultados de mercado; além da lógica da economia da cultura, do campo de desenvolvimento, do entendimento do artista dentro do campo econômico, e do quanto custa e o que gera a cultura para o Estado no Ceará.
Eixos do Ceará Música
O Projeto Ceará Música está subdividido em seis eixos. O Eixo de Formação, primeiro a ser discutido, movimentou um forte debate sobre a criação de um sistema ou modelo de organização em que os entes da cadeia da música estejam inseridos. Um trabalho apresentado como exemplo de Formação bastante qualificada, é o que hoje se realiza na Escola Porto Iracema. Para o diretor da Quitanda das Artes, Paulo Feitosa, é preciso pensar a música desde a sua raiz, indo do estudo e formação em escolas de nível fundamental, médio, profissionalizantes e superior, ao consumo da música e a difusão, de modo a pensar a cadeia da música como produto autossustentável. “É necessário compreender o sistema formativo em todas as esferas de formação, não só do nível institucional, mas legitimando todos os elementos da cadeia produtiva”, destacou o diretor.
No Eixo da Produção, foi destacado que a Secult e os demais equipamentos culturais do estado poderiam estar dentro da cadeia da música, seja para ensaios, produção de eventos e conteúdo, ou mesmo para a circulação. Outro eixo que gerou grande debate foi o de Comunicação e Divulgação. Na ocasião, foram apresentados os atuais espaços públicos de divulgação (TVC, TV Assembleia, TV Fortaleza, Rádio Universitária), bem como os alternativos formados por rádios comunitárias, TVs e Blogs, além do aplicativo Agenda Ce e a plataforma Mapa Cultural. “É preciso formarmos os artistas dentro de uma rede em que ele saiba a quais veículos recorrer ou como realizar a divulgação de seus trabalhos, o que vai desde as escolhas das fotos de divulgação a criação de um plano de mídia adequado ao trabalho”, ressaltou o representante do projeto ECOA, Xauí Peixoto.
Já no Eixo de Preservação e Acervo, os participantes trouxeram como principais espaços para proteção e preservação da memória da música os seguintes equipamentos da Secult: Museu da Imagem e do Som, o Museu do Ceará, a Biblioteca Pública, o Arquivo Público. Sobre o tema, o advogado Rodrigo do BNB ressaltou a necessidade de tornar públicas as atuais leis que resguardam os produtos feitos a partir de leis como a Rouanet ou do Mecenato. “Enxergando a música dentro de uma cadeia produtiva, falta-nos agora pensar uma instrumentalização adequada para que os anseios deste grupo e dos que se integrarem ao debate, sejam atendidos, seja no campo previdenciário, trabalhista, tributários ou autoral”, destacou Rodrigo.
Encaminhamentos
Como encaminhamentos, serão realizados seis Seminários Temáticos dentro dos eixos apresentados, contando com a parceria dos participantes deste primeiro momento, dos municípios que estiveram presentes no Festival, bem como das diversas áreas da cadeia produtiva da música. As datas serão divulgadas em breve.
SERVIÇO:
Encontro Ceará Música
Local: 13º Festival Música da Ibiapaba
Dia: 29/7/2017
Mais informações:
CODAC/ SECULT (Coordenadoria de Ação Cultural)