Com apoio da Secult, XVI Feira da Música tem abertura nesta quarta, 1/11, no Cineteatro São Luiz
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A 16ª edição da Feira da Música lança novo ciclo com programação atenta aos lados artístico e profissional da cena independente. O artista caboverdiano Mário Lúcio fará a abertura do evento que contará, além da programação musical, com painéis sobre os sete eixos que compõem o Programa CearáMúsica, formado em conjunto do Fórum da Música, Instituto Dragão do Mar e da Secretaria de Cultura do Estado do Ceará (Secult), quebusca fomentar o desenvolvimento da produção musical cearense, constituindo um programa estratégico de política pública de cultura para o fortalecimento dos arranjos criativos e produtivos do setor da música no Estado.
De 1º a 4 de novembro, diversos pontos culturais de Fortaleza receberão a programação da XVI Feira da Música , que se destacou por ser um espaço de convergência de interesses que, de forma democrática e criativa, estimula a troca de informações e conhecimento, intercâmbio, circulação e geração de negócios para o setor. Para abrir a programação de shows, o evento convida o músico, escritor, pintor e político Mário Lúcio, de Cabo Verde neste momento que mostra versatilidade musical e engajamento com os talentos locais. Lorena Nunes, Cainã Cavalcante, Igor Ribeiro e Nonato Lima são alguns dos artistas cearenses confirmados até o momento. Acompanhando Mário Lúcio, estarão também no show Jorge Pimpa (bateria), Adão Brito (baixo) e Totinho (saxofone e percussão). A 16ª Feira da Música é realizada com apoio institucional da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult) por meio do Edital Mecenas, tendo a Enel como empresa apoiadora por meio da Lei Estadual de Incentivo a Cultura e apoio do Cineteatro São Luiz, Theatro José de Alencar, Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura e Teatro Carlos Câmara.
Anunciando o novo ciclo, a Feira da Música está sintonizada com as conquistas e ações realizadas em seus primeiros quinze anos de atuação. O evento volta o olhar para as suas origens, ajustando o foco novamente na cena local. É hora de reconhecer os avanços que muitos grupos e artistas ganharam ao longo do primeiro ciclo e voltar os olhares para a nova cena local, revisitando os cenários do Ceará, desta vez com um circuito mais claro e novas oportunidades que devem ser aproveitadas. “Temos agora uma cena reconhecida e conectada, precisamos aproveitar os frutos do trabalho e rentabilizar, valorizar e criar oportunidades, ajudando novos artistas a alcançarem seu potencial ”, comenta Ivan Ferraro, idealizador do evento.
O objetivo desta edição é renovar o olhar para o cenário local de música, dando espaço para grupos e artistas que ainda não tiveram a chance de mostrar o seu trabalho e redescobrir essa cena que é famosa por sua criatividade, autenticidade e diversidade. Dezesseis projetos musicais de bandas cearenses foram selecionados para apresentação na programação da Feira da Música 2017, que está atenta para o mercado como vitrine e show, buscando resultado a médio e longo prazo para estes artistas, dando condição e conhecimento para que eles possam continuar avançando, com futuro.
Além da característica de entretenimento, a XVI Feira da Música agrega as questões do mercado da música, neste ano muito bem expostas nas ações do Programa Ceará Música e do Show Business. O Programa Ceará Música, iniciativa do Fórum da Música, Instituto Dragão do Mar e da Secretaria de Cultura do Estado do Ceará (Secult), apresentou uma atuação itinerante desde julho de 2017 com debates sobre o cenário musical cearense e as políticas públicas passando por Viçosa do Ceará, Sobral, Crato e Quixadá, tendo uma culminância no encontro em Fortaleza, durante a programação da Feira. Na ocasião, serão discutidos os seis eixos de regulamentação: formação, produção, difusão, circulação, distribuição e memória. Já o Show Business concentra agentes locais e nacionais com atuação no mercado musical, que repassarão feedbacks sobre o trabalho, performance, sonoridade e material de divulgação para as bandas selecionadas, com o intuito de auxiliar no desenvolvimento de cada uma e sua consequente inserção no mercado. Nomes como Inti Queiroz (Festival PIB – Produto Instrumental Bruto, SP), Pena Schmidt (produtor musical, ex-executivo e Diretor do Centro Cultural São Paulo, Auditório Ibirapuera e diversas gravadoras do país), Paulo André (Festival Abril Pro Rock – PE) e Anderson Foca (Festival DoSol – RN) estão previstos para esta parte da programação da XVI Feira da Música.
Com programação envolvendo as bandas locais e atividades voltadas para formação e mercado, a Feira amplia elos com uma ação de difusão em parceria com a Plataforma Sinfonia do Amanhã, através de sete apresentações de orquestras, corais e grupos de referência resultantes dos ciclos formativos de Escolas de Música e iniciativas sociais de Aquiraz, Fortaleza, Guaramiranga, Paracuru e Pindoretama. São eles: Orquestra de Sopros de Pindoretama, Escola de Música de Paracuru, Escola de Música de Guaramiranga, Carol Canto da Casa, Fundação Raimundo Fagner, Orquestra Sanfônica Essência – Tapera das Artes e Luthieria Cata Vento – Tapera das Artes.
Agregando em sua programação os equipamentos culturais que são essenciais nessa estratégia de potencializar a cena local, a XVI Feira da Música irá reverberar seus sons pelas paredes do Teatro Carlos Câmara, Cineteatro São Luiz, Centro Cultural Dragão do Mar e Theatro José de Alencar.
Sobre Mário Lucio
Mario Lúcio nasceu em Tarrafal, na ilha de Santiago, Cabo Verde, em 1964. Muito cedo, aos 6 anos, ele já era um fenômeno da criatividade. Aos 12 anos tocava vários instrumentos, compunha e escrevia poemas. Aos 14 anos era um dos maiores músicos de sua geração, sendo parte da banda revolucionária de meninos chamados Abel Djassi, que introduziram arranjos sofisticados na música tradicional.
Como músico (cantor, compositor, arranjador e produtor), é uma referência em seu país e ao redor, devido à alta qualidade das composições, arranjos e filosofia de seus álbuns. Está na pesquisa permanente sobre a música tradicional de Cabo Verde, dando-lhe sempre um ar fresco da modernidade, poesia e originalidade.
É um dos maiores compositores do seu país, com músicas gravadas por Cesária Évora e quase por todos os novos cantores de Cabo Verde, mas também por brasileiros, franceses e italianos.
Fundador e líder do antigo grupo musical Simentera, um ex-libris da música cabo-verdiana. É um multi-instrumentista e arranjador de vários álbuns de artistas de Cabo Verde. Já fez concertos nos Estados Unidos, Brasil, França, Alemanha, Suécia, Finlândia, Noruega e Áustria.
Em seu trabalho intitulado “Funanight”, Mário Lúcio experimentou a mistura de músicos da África do Sul, de Cabo Verde, arranjos de sopros de Cuba, músicos do Brasil, a voz de Wanda Baloyi, uma inesperada versão de “Who the Cap Fit”, de Bob Marley, ‘riffs’ de guitarra, distorção e wuahwuah de Sori Araújo em uma versão ‘rock’ de ‘Nandinha’ onde também convidou Zeca di Nha Reinalda. O artista também exercita o Batuku e a Tabanka, além de abordar temas de intervenção humanista.
O disco é baseado no gênero musical “funaná”, gênero musical tocado com gaita (acordeon diatônico) e ferrinho (uma barra de ferro, em forma de cantoneira, tocada com uma faca – percussão). Nasceu na Ilha de Santiago, Cabo Verde, por volta do séc. XIX. Foi o primeiro gênero a ser dançado em par. É uma música de libido libertina, de vocação libertária e de energia libertadora. É sinónimo de baile, mas também é poesia. Para conhecer mais sobre o trabalho de Mário Lúcio, visite o canal do artista no Youtube (www.youtube.com/channel/UC7uayjW4DP1ErQPfwpFVGWQ) e o site oficial (www.mariolucio.com).
Sobre o Programa Ceará Música
Consiste em Painéis de discussões sobre os eixos de regulamentação, formação, produção, difusão, circulação, distribuição e memória da música, com objetivo de colaborar na construção das políticas públicas para a música no Estado, em um esforço conjunto do Fórum da Música, Instituto Dragão do Mar e da Secretaria de Cultura do Estado do Ceará (Secult). Serão realizados dois painéis por dia, de 10h às 13h no Auditório do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura. Em diálogo com a sociedade, o Programa Ceará Música, vem sendo formado em busca fomentar o desenvolvimento da produção musical cearense, constituindo um programa estratégico de política pública de cultura para o fortalecimento dos arranjos criativos e produtivos do setor da música no Estado.
Sobre a Plataforma Sinfonia do Amanhã
Reúne 26 experiências em educação e criação musical oriundas do Ceará, Bahia, Goiás e Rio Grande do Sul articuladas em rede de intercâmbio e desenvolvimento. A Plataforma Sinfonia do Amanhã é realização do Instituto Raimundo Vieira Cunha e da Quitanda das Artes, com apoio da ENEL Brasil e do Governo do Estado do Ceará.
A Feira da Música
Realizada desde 2002 pela Associação dos Produtores de Cultura do Ceará (PRODISC), a Feira da Música é um espaço de convergência de interesses que de forma democrática e criativa, congrega participantes de todo o território nacional, possibilitando trocas de informações e conhecimento, intercâmbio, circulação e geração de negócios para o setor.
A 16ª Feira da Música é realizada com apoio institucional da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult) por meio do Edital Mecenas, tendo a Enel como empresa apoiadora por meio da Lei Estadual de Incentivo a Cultura e apoio do Cineteatro São Luiz, Theatro José de Alencar, Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura e Teatro Carlos Câmara.
Serviço
16ª Feira da Música
Data do evento: 01 e 04 de novembro de 2017
www.feiradamusica.com.br
Contato: 85 – 3262.5011
Sobre o show de abertura com Mario Lúcio
Show: “Funanight” do artista Mario Lúcio (Cabo Verde)
Local: Cineteatro São Luiz
Horário: 20h
Classificação: livre
Ingressos: R$ 20,00 inteira e R$ 10,00 meia
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