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Do Rio de Janeiro para o Curió: Exposição MANDINGUEIRA ocupa periferia de Fortaleza em nova edição

Do Rio de Janeiro para o Curió: Exposição MANDINGUEIRA ocupa periferia de Fortaleza em nova edição
Texto: Ascom Exposição MANDINGUEIRA
Foto: Ana Raquel

Em 2026, o projeto MANDINGUEIRA chega à sua terceira aparição, sendo a segunda na cidade de Fortaleza, o que consolida a continuidade de uma pesquisa que inclui performance, ancestralidade e práticas de cura. A nova edição, financiada pelo 10º Edital das Artes de Fortaleza, acontece na CasAvoa, no bairro Curió, com abertura no dia 18 de junho, às 19h, e a programação segue até agosto, reunindo exposição, ações formativas e o lançamento de um catálogo com textos de artistas e arte-educadoras convidadas.

Iniciado a partir de uma investigação de cinco anos no campo da criação M’kumba, o projeto foi apresentado pela primeira vez em 2025 no Museu de Arte Contemporânea do Ceará (MAC-CE), localizado no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura — espaço que integra a Rede Pública de Equipamentos Culturais (Rece) do Governo do Ceará, vinculada à Secretaria da Cultura (Secult), e é gerido em parceria com o Instituto Dragão do Mar. Após uma estreia marcante em solo cearense, a exposição circulou pelo Galpão Bela Maré, no Rio de Janeiro, seguindo agora sua trajetória para a periferia da capital. A exposicao seguirá em cartaz até o dia 18 de agosto na CasaAvoa, no bairro Curió.

Com curadoria de Eduardo Bruno exposição-performática reúne trabalhos em diferentes linguagens, como instalação, escultura, vídeo e ações urbanas, articulando corpo, memória e espiritualidade em uma abordagem que tensiona colonialidade, intolerância religiosa e apagamentos históricos. 

Realizar um projeto independente de arte visuais na cidade e no Brasil está sendo possível por meio de políticas públicas afirmativas que articulam pesquisas em difusão e formação. Não é uma tarefa fácil pelas questões que discuto em minha pesquisa mas uma trabalho satisfatório ao perceber que sou uma semente das lutas ancestrais e que sigo regando um pomar onde travestis recriam suas narrativas.”, afirma Pedra Silva, artista autora do projeto. 

O projeto consolida uma produção continuada que se desdobra entre exposição, formação e circulação, conectando diferentes territórios e contextos de apresentação.

Mais sobre Pedra Silva

Pedra Silva (Fortaleza, 1997) é multiartista, arte-educadora e pesquisadora das encruzilhadas. Artista travesti, diretora artística da Plataforma M’kumba e licenciada em Teatro pelo Instituto Federal do Ceará, desenvolve uma prática que articula performance, instalação, escultura, vídeo e aparições urbanas, a partir de investigações sobre corpo, ritual, ancestralidade e presença. Desde 2015, participa de exposições, residências e laboratórios no Brasil e no exterior, com trabalhos apresentados em instituições como o Sesc Pompeia, Museu de Arte Contemporânea do Ceará (MAC-CE), Centro Cultural Banco do Brasil (Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte), MUCAB (Salvador), Pinacoteca do Ceará e MIS-CE, além de espaços internacionais na Alemanha, Suíça e Espanha. Também integrou a programação da 35ª Bienal de São Paulo, como parte da equipe de Ventura Profana.