Foto: Divulgação/Secult/Felipe Abud.
Chegando ao fim de sua edição de 2017, o Fendafor é palco para os principais grupos do Ceará, de outros estados do Brasil e do mundo. Numa verdadeira maratona da dança, com 11 dias de programação, o evento é referência no Estado para o segmento. O Festival vem se expandido, como destaca a diretora geral do Fendarfor, Janne Ruth
“Chegamos a vários espaços da cidade muito pela necessidade, pela quantidade de grupos envolvidos. Mas sempre buscamos realmente ocupar a cidade. Nós temos 221 grupos participando. Estou muito impressionada com o sucesso, em poder proporcionar esse momento para essa galera que a ama a dança. Para aquele público que está aqui e não está na rua – esse sempre foi meu objetivo”, frisou.
A participação de diversos grupos do Brasil e as premiações da Mostra Competitiva também são avaliadas com grande positividade pela diretora geral. “Tivemos muita coisa linda por aqui: crianças, jovens, adultos e idosos no palco. Há grupos de todas as regiões do Brasil, menos do Centro Oeste. Tem grupo de Santa Catarina, Rio de Janeiro, São Paulo, Belém, Rio Grande do Norte, só para citar alguns. Na premiação temos bolsas para estudar no Canadá, Miami, em vários cursos pelo Brasil todo, cursos de metodologia Russa… A gente teve uma premiação que este ano foi três vezes maior. Os próprios jurados se impressionaram com a quantidade de gente boa”, comentou.
O número de apresentações tem crescido, grande parte também pela ampliação do Mercado da Dança, programação que acontece no jardim do TJA, em que grupos e bailarinos se inscrevem gratuitamente para mostrar a arte do movimento e do corpo.
“Estamos encerrando o festival com quase 1500 apresentações. São 21 sessões de dança, em 11 dias, uma verdadeira maratona. O Mercado da Dança, que ano passado começou a dar prêmios em dinheiro e incentivar os participantes, só cresceu. Tivemos no ano passado 284 apresentações nesta atividade. Neste ano tivemos 389! Isso acontece fora as 1500 mil apresentações. Somando às 400 apresentações do Mercado, chegamos a quase 2 mil apresentações. E reunimos 2.614 bailarinos. 612 a mais do ano passado. Então, o Fendafor só cresce. Tem uma credibilidade muito grande, com participação intensa de grupos cearenses: 22 municípios do Estado estiveram representados aqui”, conclui.
Formação de alunos e professores
O professor de dança do Centro Cultural Laís Facó, de Beberibe, Hylano Cartaxo, diz que trouxe suas alunas para apreciar os espetáculos de dança do Fendafor. A proposta, segundo ele, é formar primeiramente o olhar para a dança. “A ideia é que os alunos tenham aqui uma experiência visual, para que possam ter apresentações como referência”, comenta o educador.
Já a professora de dança Ana Clarisse Queiroz, da Academia de Dança Vitória Queiroz, de Fortaleza, considera a formação proporcionada pelo Fendafor algo especial. “O mais importante nesta edição foi a realização de cursos que foram dados em vários locais de Fortaleza. Isso, além de trazer pra gente mais conhecimento, é um momento de reunião também. O festival reúne os donos de escola de dança, quebrando fronteiras e unindo essas escolas, que também acabam cedendo as salas para os cursos de formação”, considera.
Grupo de Mossoró é destaque da noite
Muito aplaudido, o grupo Grupo Diocecena, de Mossoró-RN, foi um destaque da Mostra Competitiva, na noite de sexta-feira, 7/7, no Fendafor, levando a premiação de melhor grupo e melhor coreografia. O grupo, que já participa há 5 anos do festival, apresentou a coreografia “Seca D’água”, que remete ao tema da seca e do semiárido nordestino.