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Campanha Ceará sem Racismo se fortalece nas redes sociais durante pandemia

Campanha Ceará sem Racismo se fortalece nas redes sociais durante pandemia

Ainda que seja uma violação grave dos direitos humanos, o racismo segue ativo no País, discriminando a população negra e os povos e comunidades tradicionais (indígenas, quilombolas, povos de terreiro e ciganos) e perpetuando a cultura histórica de discriminação. No Ceará, porém, a luta contra esse preconceito ganha força e participação popular com a campanha Ceará Sem Racismo – Respeite minha história, Respeite minha diversidade, executada pela Secretaria da Proteção Social, Justiça, Cidadania, Mulheres e Direitos Humanos. O período de pandemia combinado à efervescência da temática antirracista fizeram com que a campanha ganhasse força no ambiente virtual.

Desde o início da pandemia, já foram 20 encontros virtuais, entre transmissões ao vivo, aulas online e webinars. “Essa campanha põe no centro das comunidades, o debate racial, a necessidade de enfrentarmos o racismo, a partir da justiça e do modelo de desenvolvimento desses povos”, acrescenta a coordenadora de políticas públicas para promoção da igualdade racial da SPS, Zelma Madeira. Ela lembra que esta é uma campanha pública, transversal e que permeia toda a sociedade.

A campanha Ceará sem Racismo já promoveu eventos em 13 municípios cearenses, percorrendo secretarias municipais, comunidades quilombolas e aldeias indígenas. São realizadas rodas de conversas, palestras, seminários e distribuídas cartilhas educativas, cartazes e panfletos sobre igualdade racial.

A campanha se propõe a acionar a memória das pessoas e valorizar o sentimento de pertença, estampando no material impresso e digital distribuído imagens de heróis do Brasil e do Ceará, que simbolizam resistência e representação identitária, como Zumbi de Palmares, Dragão do Mar, Preta Simoa, Mãe Menininha do Gantois, Cacique Daniel do povo Pitaguary de Maracanaú, entre outros. “Outro aspecto bem legal dessa campanha é a forma como ela se relaciona com o público, sempre levando a imagem dos nossos heróis, personagens da nossa história que têm estreita relação e compromisso social com os povos que representam”, frisa Zelma Madeira.