Cultura

Museu de Arte Contemporânea do Ceará inaugura programação no dia 18 de julho com cinco exposições inéditas

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Museu de Arte Contemporânea do Ceará inaugura programação no dia 18 de julho com cinco exposições inéditas
Texto: Ascom MAC
Foto: Divulgação

Evento de abertura também terá encontro com artistas e curadores e ações voltadas à pesquisa e formação

No dia 18 de julho, sábado, a partir das 14h, o Museu de Arte Contemporânea do Ceará (MAC-CE), espaço da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará que integra o Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, gerido em parceria com o Instituto Dragão do Mar, abre uma nova temporada expositiva com cinco mostras simultâneas, lançamento de catálogo, visita mediada e encontro com artistas. A programação, que ocupa diferentes espaços do museu e contará com tradução em Libras, tem como objetivo promover a experimentação artística, a pesquisa, a formação e a circulação de múltiplas narrativas da arte contemporânea.

Entre as exposições inéditas está “Terror Celestial”, com curadoria de Lucas Dilacerda. Reunindo artistas LGBTI+, a mostra investiga as relações entre terror, dissidência, espiritualidade e criação artística. Por meio de obras que dialogam com experiências de exclusão, violência e resistência, a exposição propõe um percurso em que o medo, o trauma e o estranho são ressignificados como potência criativa, invenção e cura.

Outra novidade é “Márcia Mendonça: uma dolorosa paixão”, com curadoria de Isadora Ravena. A exposição revisita a trajetória da artista cearense, cuja produção é marcada pela espiritualidade, pelo diálogo com a arte sacra e pelo imaginário barroco latino-americano. Ao destacar a obra de uma artista trans pioneira na história da arte cearense, a mostra amplia o reconhecimento de uma produção singular ainda pouco conhecida pelo grande público.

A programação inclui também “Babel”, de Rafael Vilarouca, resultado de uma pesquisa desenvolvida ao longo de dez anos. Reunindo fotografias analógicas e digitais, além de experimentações com colagem digital e xerox art, a exposição apresenta uma cartografia visual do Ceará construída a partir de imagens registradas em Icó, Juazeiro do Norte e Fortaleza. As obras investigam as transformações do território e os limites fluidos entre o urbano, o rural, o natural e o construído.

O público poderá conferir ainda a mostra de resultados da Residência ELÃ – Escola Livre de Artes | Edição Ceará, realizada entre junho e julho de 2026. Com curadoria de Ana V. Lopes, Barbara Banida e Jean Carlos Azuos, a iniciativa é desenvolvida em parceria com o Hub Cultural Porto Dragão e o Galpão Bela Maré (RJ). A exposição apresenta os desdobramentos das pesquisas de 13 artistas participantes – dez cearenses e três de outros estados brasileiros – reunindo processos, experimentações e produções desenvolvidas durante a residência.

Completando a programação, o MAC-CE inaugura o projeto “Acervo In-Permanente”, iniciativa voltada à ativação contínua da coleção do museu e à aproximação do público com os processos de pesquisa, preservação e ampliação do acervo. Em sua primeira edição, o projeto coloca em diálogo obras de Sérvulo Esmeraldo e Luiz Hermano, evidenciando aproximações e contrastes entre as investigações dos dois artistas em torno da geometria, da matéria, do movimento e da espacialidade.

A programação do dia 18 de julho contará ainda com uma visita mediada, às 14h30, conduzida pelos curadores e artistas participantes da Residência ELÃ Ceará, proporcionando ao público uma aproximação com os processos, pesquisas e experimentações desenvolvidos ao longo da residência. Às 16h, o MAC-CE realiza mais uma edição do programa Conversa com Artistas – Corpos Trans em Acervo: quem pode permanecer na história? , reunindo Rafaela Moreira, Aires e Pedra Silva em um encontro dedicado à reflexão sobre as disputas em torno da memória, da permanência e da representação de corpos e narrativas trans nas instituições de arte Na ocasião, será lançado o catálogo da mais recente exposição de Rafaela Moreira, publicação que amplia o acesso à pesquisa e à documentação de sua produção artística.

Novas obras no acervo

A abertura da nova temporada expositiva será marcada também pela incorporação de obras das artistas Bárbara Banida e Rafaela Moreira ao acervo do MAC-CE. “A catalogação do acervo do MAC, realizada entre outubro de 2025 e janeiro de 2026, evidenciou ausências que precisam ser debatidas. Incorporar artistas negros, mulheres e pessoas trans também é uma ação de reparação dos museus de arte. As novas aquisições ampliam e diversificam a coleção do museu, fortalecendo a presença da produção artística contemporânea brasileira e contribuindo para a construção de um acervo mais representativo das múltiplas linguagens, pesquisas e debates do nosso tempo”, destaca Aretha Gallego, gerente do MAC-CE.

O ingresso dessas obras acontece em um momento de transformações do próprio Dragão do Mar. Desde 2025, o centro cultural vem realizando um conjunto de ações voltadas à qualificação de seus espaços, à modernização de processos e ao fortalecimento de suas atividades museológicas. Esse movimento dialoga com a requalificação da Praça Almirante Saldanha, ampliando as possibilidades de convivência, circulação e fruição cultural na Praia de Iracema.

Nesse contexto, tanto o MAC-CE quanto o Museu da Cultura Cearense (MCC) vêm consolidando iniciativas que fortalecem seu papel como espaços de encontro, participação e produção de conhecimento. As ações incluem melhorias na infraestrutura, avanços nas práticas de preservação e pesquisa dos acervos, fortalecimento das equipes de Educativo e Museologia e a atualização dos Planos Museológicos, alinhando os museus aos desafios e às demandas contemporâneas.

“A chegada dessas obras ao acervo do MAC-CE integra um conjunto de ações que vêm fortalecendo os museus do Dragão do Mar como espaços vivos, comprometidos com a preservação da memória e, ao mesmo tempo, atentos às produções e questões do presente. Investir nos acervos, nas equipes e na qualificação dos espaços é ampliar as possibilidades de diálogo entre os museus e a sociedade, garantindo que essas instituições permaneçam relevantes, acessíveis e conectadas com seu tempo’, afirma Camila Rodrigues, superintendente do Centro Dragão do Mar.

Serviço

Abertura da nova temporada expositiva do MAC-CE:
18 de julho de 2026 (sábado)
A partir das 14h
Museu de Arte Contemporânea do Ceará (MAC-CE) – Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura
Gratuito

Exposições

Terror Celestial — Curadoria de Lucas Dilacerda

Márcia Mendonça: uma dolorosa paixão — Curadoria de Isadora Ravena

Babel — Rafael Vilarouca

Residência ELÃ – Escola Livre de Artes | Edição Ceará — Curadoria de Ana V. Lopes, Barbara Banida e Jean Carlos Azuos

Acervo In-Permanente — Edição inaugural com obras de Sérvulo Esmeraldo e Luiz Hermano

Programação especial

14h30 — Visita mediada com curadores e artistas da Residência ELÃ Ceará

16h — Conversa com Artistas com Rafaela Moreira, Aires e Pedra Silva

Lançamento do catálogo da mais recente exposição de Rafaela Moreira

Classificação indicativa: Livre. | Tradução em Libras