Hospital Regional Norte contribui para aumento na captação de órgãos e tecidos no Ceará
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O trabalho de parceria do Hospital Regional Norte e Santa Casa de Sobral tem garantido bons frutos quando o assunto é captação de órgãos e tecidos. O HRN ocupa a quinta posição no Ceará, em número de protocolos de morte encefálica e de doadores efetivos. O HRN também ocupa a segunda posição em efetivação de transplantes, com 40% de sucesso nos procedimentos (quando a cirurgia é realizada), em relação ao número de notificações registradas, ficando atrás apenas do Instituto Doutor José Frota (IJF), onde se encontra a maior Organização de Procura de Órgãos (OPO) do Estado. Responsável por possível paciente com morte encefálica (completa e irreversível parada de todas as funções do cérebro), o HRN contribui, dessa forma, para manter o Ceará entre os primeiros no ranking dos transplantes no País. Neste início de 2015, o HRN realizou três captações de órgãos. No ano passado, quando foi instituída a CIHDOTT do HRN, a equipe composta por médico, enfermeiros, assistente social e psicólogo, conseguiu 12 doações. Em parceria com a Santa Casa, que registrou 13 doações ao longo do ano. A instituição recebeu a visita de uma equipe da Central Estadual de Transplantes e de técnicos do Ministério da Saúde do Sistema Nacional de Transplantes (SNT), que vieram conhecer a estrutura do hospital e saber mais sobre o trabalho da equipe da Comissão Intra Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes CIHDOTT. De acordo com os membros da equipe do SNT, a visita ajuda a mapear todas as etapas do processo de doação, identificar pontos de necessidade de melhoramento e elaborar protocolos e manuais que sejam implantados, com intuito de aperfeiçoar trâmites de doações e transplante. O Ministério da Saúde pretende ampliar a qualificação dos serviços, padronização de processos e aumento do número de doadores. A conclusão da visita é que a parceria do HRN e Santa Casa vem otimizando não apenas o processo de doação e captação de órgãos na zona norte, mas tem contribuído para amenizar a situação de espera dos pacientes que aguardam nas filas de transplantes. Para o médico Olon Leite, da CIHDOTT, do Hospital Regional Norte, o trabalho da equipe tem sido recompensado com o número de efetivações dos transplantes. “O trabalho de busca, educação e orientação às famílias têm diminuído o tabu que ainda representa a questão das doações de órgãos. É recompensador saber que mesmo não tendo uma OPO instalada no HRN, a nossa comissão, que é interdisciplinar, tem contribuído para esses bons resultados”, afirmou. Estrutura 05.02.2015 Assessoria de Comunicação da Sesa |