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Internos produzem vassouras para atender demanda do sistema prisional

Internos produzem vassouras para atender demanda do sistema prisional
Internos do Instituto Penal Professor Olavo Oliveira II (IPPOO II) estão fabricando vassouras que podem atender a demanda de grandes unidades prisionais da Região Metropolitana de Fortaleza e cadeias públicas. O projeto atende a uma das metas da Secretaria da Justiça e Cidadania do Estado (Sejus) de produzir dentro do sistema penitenciário o que é consumido nos próprios estabelecimentos prisionais, reduzindo custo e gerando ocupação para as pessoas privadas de liberdade.
Cinco internos são responsáveis pela produção dos três tipos de materiais: vassourão, vassoura piaçava e rodo. Diariamente, são produzidas 40 vassouras e 40 rodos. “O projeto contribui para darmos responsabilidades aos internos e tirá-los do ócio, criando uma rotina de responsabilidades”, pontua o supervisor da Coordenadoria de Inclusão Social do Preso e do Egresso (Cispe), Nacélio Furtado.
A coordenadora da Cispe, Cristiane Gadelha, acrescenta que a fábrica de vassouras faz parte de um projeto maior que é fazer com que os internos trabalhem no abastecimento do próprio sistema penitenciário. Ela cita como exemplo a fábrica de material de limpeza instalada no Instituto Penal Feminino Desembargadora Auri Moura Costa. “Atualmente a Sejus está reativando a fabricação de tijolos em uma parceria com a Secretaria de Infraestrutura do Estado (Seinfra). Temos estudo também para a fabricação dos chinelos usados pelos internos”, destaca Crisitane.
As pessoas privadas de liberdade que trabalham nos projetos do sistema penitenciário recebem além da remuneração a remição da pena. De acordo com a Lei de Execução Penal, a cada três dias trabalhados reduz um dia na pena dos internos.