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Unidade Prisional Feminina Desembargadora Auri Moura Costa realiza programação especial em homenagem ao Dia da Independência

Unidade Prisional Feminina Desembargadora Auri Moura Costa realiza programação especial em homenagem ao Dia da Independência

A Unidade Prisional Feminina Desembargadora Auri Moura Costa (UPF) comemorou o Dia da Independência do Brasil com um evento cívico especial. As internas participaram de um momento que incluiu desfile, apresentações teatrais e dança artística, destacando o talento e o entusiasmo das alunas da escola da unidade prisional.

O evento envolveu internas de diferentes turmas, desde a alfabetização até o ensino médio. As apresentações teatrais exploraram temas relacionados à independência do Brasil, enquanto as danças foram uma celebração vibrante da cultura nacional. A atividade não só proporcionou um momento de expressão artística, mas também reforçou a importância da educação e da cidadania no processo de reintegração social.

A cerimônia contou com a participação do secretário executivo de planejamento e gestão interna, Álvaro Maciel, da diretora e diretora adjunto da Unidade Prisional Feminina Desembargadora Auri Moura Costa (UPF), Socorro Matias e Sandra Pontes, do diretor e diretor adjunto da Unidade Prisional de Segurança Máxima do Estado do Ceará (UP-Máxima), Severiano Maia e Lemos, responsáveis pela organização do desfile, da coordenadora pedagógica da Secretaria da Educação, Gabriela Fiuza e representante do Livro Aberto, Rafael Feitosa.

O secretário executivo de planejamento e gestão interna, Álvaro Maciel, destaca a importância desse tipo de evento para o processo de reintegração social das internas. “Primeiramente gostaria de agradecer as policiais penais que estão na linha de frente e que acreditam na missão, fazendo acontecer esse tipo de iniciativa. Agradecimento especial a SEDUC, nossa grande parceira nessa caminhada em prol da educação. E também a todos que participaram de forma direta e indireta. Hoje é possível fazer um evento dessa magnitude com segurança e tranquilidade. Ações como esta não apenas celebram datas significativas, mas também desempenham um papel crucial no processo de ressocialização. Eles proporcionam oportunidades para que as internas desenvolvam habilidades, fortaleçam o senso de pertencimento e participem ativamente na construção de um ambiente mais positivo e de apoio”, afirma.

A diretora da Unidade Prisional Feminina Desembargadora Auri Moura Costa (UPF), Socorro Matias, fala sobre a importância do evento. “É um evento que simboliza que a cidadania continua mesmo estando privadas de liberdade. Pois aqui, elas estão tendo esse tempo para pensar e para realmente voltar para a sociedade com um propósito, que é o de recomeçar. Então, ações como essas são positivas para as internas que já estão na escola e também para que as outras, que ainda não despertaram o interesse em participar, vejam que a escola é um lugar de aprendizagem e conhecimento, como qualquer outra. O sistema prisional do Estado do Ceará e o Presídio Feminino hoje, se tornou um local onde elas estão se qualificando e realmente aprendendo a serem pessoas melhores”, disse.

A coordenadora pedagógica da Secretaria da Educação, Gabriela Fiuza, parabenizou as internas pelo desfile e apresentações. “Eu gostaria parabenizar a direção dessa unidade que coloca a questão social e a educação sempre à frente. A educação não muda o mundo. A educação muda as pessoas e as pessoas mudam o mundo. E vocês estão vendo, mais do que nunca, vivendo isso dentro das salas de aula. A escola vai muito além de muros e grades. A escola é a caixa social, é o convívio, é o protagonismo dos alunos, são os professores que estão ali como facilitadores para ajudar a aflorar o talento que vocês têm. E vocês estão mostrando a cada dia que passa, em todos os eventos, o quanto talentosas vocês são. Nós acreditamos demais nas palavras que vocês gritaram lá no desfile: ressocialização, dignidade, educação e cidadania. Nós temos que acreditar nisso. Só assim a gente vai conseguir mudar a realidade que rodeia a gente”, afirma.

A interna Fabiana Cassimira, que participou da apresentação de dança artística, relatou a experiência com entusiasmo: “Foi uma oportunidade incrível de mostrar o que aprendemos e do que somos capazes. Gostaria de agradecer a todos os envolvidos por nos proporcionarem esses momentos. Aqui dentro é lugar onde se tem muitos sonhos e talentos. Às vezes tomamos decisões erradas na nossa vida e quando paramos aqui, descobrimos que pode ser uma chance de recomeço. O sistema prisional não é o fim. Pelo contrário, aqui podemos reavaliar nossas atitudes, nos tornando pessoas melhores”, concluiu.