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Cães policiais do Grupo de Ações Penitenciárias levam alegria aos pacientes da Casa de Cuidados do Ceará

Cães policiais do Grupo de Ações Penitenciárias levam alegria aos pacientes da Casa de Cuidados do Ceará

Sorrisos, curiosidade e muita interação marcaram a visita à Casa de Cuidados do Ceará (CCC), em Fortaleza. Policiais penais do Grupo de Ações Penitenciárias (GAP) estiveram no espaço com seus cães, mostrando que o trabalho desses animais vai além das operações de segurança nas unidades prisionais, trazendo também impacto social e educativo.

O público pôde acompanhar de perto as habilidades do Núcleo de Operações com Cães do GAP. Aquiles, treinado para faro, impressionou pela precisão na detecção de substâncias; Baruck, voltado para guarda e proteção, demonstrou disciplina e agilidade; e Athena, especialista em obediência e apresentações de show dog, encantou com a sintonia com seu condutor e os exercícios realizados.

A visita faz parte de um programa mensal da comissão do grupo tático do GAP, que promove ações sociais em comunidades, escolas, hospitais e outros espaços, aproximando a Polícia Penal da população e fortalecendo vínculos com a sociedade. Embora o Canil do GAP atue diariamente em operações de contenção, detecção de drogas e armas e policiamento ostensivo, nesta ocasião a missão foi levar aprendizado, alegria e interação, transformando a experiência em um momento de afetividade e cuidado.

A policial penal do Grupo de Ações Penitenciárias, Jamile, fala sobre a importância da ação social. “Esse projeto social tem um significado muito especial para nós. A ideia é aproximar a sociedade do nosso trabalho, mostrando como os cães atuam dentro do sistema prisional e quebrando o estigma de que a polícia existe apenas para causar medo. Pessoalmente, me sinto grata e emocionada por vivenciar momentos como esse. É comovente ver a reação das pessoas, a alegria estampada no rosto delas e como, mesmo em meio a dificuldades, conseguem resgatar lembranças boas. Isso mostra que nossa missão vai além da segurança: envolve também humanidade, cuidado e aproximação”, disse.

A terapeuta ocupacional, Gardênia Leão, parabenizou a iniciativa. “Os cães da Polícia Penal já vieram duas vezes à Casa de Cuidados e sempre aceitam nosso convite prontamente, porque entendemos o benefício que esse momento traz tanto para os pacientes quanto para os cuidadores. Eles saem do quarto, mudam um pouco da rotina de cuidados intensos e vivenciam momentos de menos ansiedade e estresse. Isso favorece muito o humor, a interação com os cuidadores e também com os profissionais da casa. Para mim, como terapeuta ocupacional, é extremamente gratificante. Nós já realizamos atividades semanais, mas a presença de convidados, como no projeto Tardezinha, na última quarta-feira do mês, é sempre mais especial. Estimula os pacientes, traz novidades e reforça os objetivos do nosso trabalho, que é melhorar o bem-estar e o humor deles”, afirma.

O paciente da Casa de Cuidados, Juatan Negreiros, agradeceu a oportunidade de conhecer o trabalho dos cães policiais mais de perto. “O que mais me encantou foi a performance da cachorrinha Athena. Ela faz coisas incríveis, é muito talentosa. Já tinha assistido a uma apresentação dela no ano passado e vi como ela cresceu. A gente vê esse tipo de apresentação na TV, mas ao vivo é ainda melhor. Também foi uma oportunidade de aprender mais sobre o trabalho da polícia”, concluiu.