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Internas da Unidade Feminina de Aquiraz recebem espetáculo da 23ª Mostra de Teatro Transcendental

Internas da Unidade Feminina de Aquiraz recebem espetáculo da 23ª Mostra de Teatro Transcendental

A Secretaria da Administração Penitenciária e Ressocialização, em parceria com a Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult), promoveu uma apresentação especial do espetáculo “A Última Roubada” na Unidade Prisional Feminina Desembargadora Auri Moura Costa (UPF). A ação integrou a programação inclusiva da 23ª Mostra de Teatro Transcendental e reuniu cerca de 250 pessoas, entre internas e colaboradores da instituição.

A iniciativa faz parte do compromisso da SAP em ampliar o acesso à cultura dentro do sistema prisional, utilizando a arte como instrumento de transformação social, reflexão e ressocialização. O espetáculo proporcionou momentos de emoção e empatia, reforçando o papel da cultura na ressignificação de trajetórias e fortalecimento da autoestima das mulheres privadas de liberdade.

Com o objetivo de garantir a inclusão e a acessibilidade, a apresentação contou com tradução em Libras e audiodescrição, possibilitando a participação plena de todas as pessoas presentes.

A integrante da coordenação de produção da Mostra de Teatro Transcendental, Danielle Parente, ressalta que a experiência é sempre marcante e inspiradora. “Levar a Mostra para a Unidade Prisional Feminina Desembargadora Auri Moura Costa é, para nós, uma grande alegria. Todos os anos somos recebidos com muito carinho e afeto por toda a equipe e pelas internas. O teatro, nesses encontros, ultrapassa muros e nos lembra da força transformadora da arte, da empatia e da esperança. Essa vivência nos emociona e nos engrandece, e somos profundamente gratos por essa troca tão bonita”, destaca.

A diretora da Unidade Prisional Feminina Desembargadora Auri Moura Costa (UPF), Socorro Matias, comemora mais uma ação cultural na unidade. “Atividades como essas reforçam o compromisso da SAP em fortalecer as atividades culturais com foco na reinserção social das apenadas, aqui na UPF atividades como trabalho, educação, lazer, cultura e muito mais demonstram que o único direito cerceado é a liberdade, os demais direitos das pessoas reclusão de liberdade são preservados e exercitados com compromisso e responsabilidade pelas policiais penais que fazem seu mister com excelência”, disse. disse.

A interna da Unidade Prisional Feminina Desembargadora Auri Moura Costa (UPF),Luana Dias, descreve como se sentiu com o teatro. “A peça me marcou muito, porque me fez entender que aqui não é o fim — é o começo de uma nova vida. Aprendi que a gente não deve escolher o caminho mais fácil, e sim enfrentar o difícil, porque é nele que a gente cresce. Assim como a personagem, muitas vezes agimos por impulso querendo ajudar quem amamos, mas é importante pensar nas consequências. Eu levo tudo o que aprendi aqui comigo e vou correr atrás dos meus sonhos, sem desistir”, afirma.