Inclusão Social

Penitenciária feminina inicia linha de produção industrial em parceria com grandes empresas

Penitenciária feminina inicia linha de produção industrial em parceria com grandes empresas

Nesta primeira etapa, as marcas Ypióca e Mallory geram oportunidade, renda e remição de pena a 40 internas do Instituto Penal Feminino Desembargadora Auri Moura Costa (IPF)

 

A oportunidade de transformação de vida pelo trabalho alcança 40 internas do sistema prisional cearense desde a última terça-feira (30). Através do projeto Cadeias Produtivas, da Coordenadoria de Inclusão Social do Preso e do Egresso (Cispe), a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) firmou parceria com duas empresas para atividades no IPF. A solenidade que abriu oficialmente o ciclo de trabalho contou com a presença do secretário Mauro Albuquerque, do presidente da Mallory, Ramon Termens e da diretora de relações corporativas da Diageo, Daniela de Fiori.

 

A empresa Ypióca emprega 30 internas na confecção artesanal de embalagens em palha para as bebidas e a indústria Mallory emprega dez internas em linha de montagem de ventiladores. Pelo serviço, as internas receberão incentivo financeiro e de remição de pena de um dia para cada três dias trabalhados.

 

Os salários pagos às trabalhadoras têm divisão determinada pelo Fundo Rotativo, aprovado em 2017, que determina que 50% sejam destinados à família, para auxílio no sustento e custeio de despesas das internas; 25% direcionado ao Fundo, para a administração dos recursos das unidades prisionais e qualificação dos gastos no setor e 25% para o pecúlio, uma espécie de seguro vinculada aos processos para cobrir despesas dos egressos.

 

As empresas se beneficiam com o incentivo fiscal, que determina redução do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) de até 99%, com manutenção de estrutura pelas instituições. O município de Itaitinga, que reúne as maiores unidades prisionais do Estado, será a primeira área de atuação do projeto, até então inédita no país.

 

Além do IPF, a Unidade Prisional Professor José Sobreira de Amorim também participará do ciclo e receberá a empresa Fiveltec a partir do mês de maio. A empresa contará com dez vagas para a produção de acessórios em metal para calçados, cumprindo o compromisso da SAP de ampliar o leque de oportunidades dentro do sistema prisional levando postos de trabalho a novas unidades.