III CIRRC formará novos operadores de intervenção para o sistema penitenciário do Brasil

A Secretaria da Administração Penitenciária do Ceará realiza o III Curso de Intervenção Rápida em Recinto Carcerário (CIRRC). Mais uma qualificação que formará operadores para as unidades prisionais de todo o Brasil.
O curso já se tornou referência nacional e forma agentes de segurança que podem agir em circunstâncias adversas, como crise, simulação de rebelião e motim generalizado. Negociação tática, resolução de conflito em ambiente carcerário também fazem parte da qualificação gerida pela SAP.
Antes de iniciarem no CIRRC, os servidores passam por testes terrestres como corrida, barra e testes aquáticos como flutuação. Agente do Distrito Federal, Arthur Clarck, revela que o grande desafio do curso será enfrentar o psicológico. “Sempre tive vontade de fazer o curso, e no DF está sem previsão, então não quis perder tempo e vim para o Ceará. O grande desafio com certeza será a saudade de casa e ter controle psicológico”, revela.
O secretário Mauro Albuquerque cita sobre a referência do curso no País. “Começamos com 86 agentes de forças de segurança incluindo de vários locais do Brasil. Temos aqui do Distrito Federal, Maranhão, Piauí, e mostra como esse curso é importante para qualificar e levar ainda mais segurança para as unidades prisionais e como está sendo feito no Ceará. No curso serão formados novos operadores de intervenção, aprendendo as técnicas e resolver de forma rápida os momentos mais adversos no cárcere”, afirma o secretário.
Coordenador do III CIRRC e secretário-executivo da SAP, Maiquel Mendes, menciona alguns temas abordados durante a qualificação. “Ele prepara o policial penal para que trabalhe dentro dos princípios da legalidade, humanidade, direitos dentro das unidades prisionais. Além disso, ao gerenciamento de crises, procedimento de rotinas penitenciárias e todos os protocolos de segurança. Se nós temos um controle maior dentro das unidades é possível colocar qualquer tipo de instrumento de ressocialização, e é isso que acontece atualmente no Ceará”, explica o secretário-executivo.