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Unidade Prisional Irmã Imelda Lima Pontes promove ação cultural em alusão ao Dia da Visibilidade Trans

Unidade Prisional Irmã Imelda Lima Pontes promove ação cultural em alusão ao Dia da Visibilidade Trans

A Unidade Prisional Irmã Imelda Lima Pontes (UP-Imelda), referência à população LGBT, promoveu nesta terça-feira (8), atividades de arte e cultura em alusão ao Dia Nacional da Visibilidade Trans, que é comemorado, anualmente, na data de 29 de janeiro. 

A ação contou com a presença da secretária da diversidade, Mitchelle Meira e da coordenadora do Centro Estadual de Referência LGBT+ Thina Rodrigues, Samilla Aires. 

O objetivo foi proporcionar aos convidados uma reflexão sobre o respeito à diversidade de identidade e a orientação sexual, além de conversar sobre políticas públicas para garantir fácil acesso do sistema para que essas pessoas utilizem seu nome social e a inserção de transexuais no mercado de trabalho.

Na ocasião, o grupo de teatro “Portugays” fez várias apresentações de dança, recitação de poema e teatro que abordavam temas inerentes aos direitos da população trans. Além disso, o grupo Acordes para Recordar,  formado por cantores e músicos internos do sistema prisional do Ceará, fez uma apresentação musical. 

A diretora da Unidade Prisional Irmã Imelda Lima Pontes (UP-Imelda), Ilana Ferro, fala sobre a importância de conversar sobre o assunto. “O sistema prisional acolhe vários grupos específicos, dentre eles, a população LGBT. Nossa unidade possui diversas pessoas trans e sempre procuramos mostrar a bandeira de luta desse grupo e as dificuldades sofridas devido sua orientação sexual. Não poderíamos deixar de debater e esclarecer para as pessoas privadas de liberdade sobre seus direitos e garantias, além do respeito acima de tudo e de todos”, disse.

A secretária da diversidade, Mitchelle Meira, parabeniza o trabalho realizado na unidade. “Gostaria de agradecer o convite, pois ainda não havia conhecido o Irmã Imelda e as atividades dentro da unidade. Estou muito feliz em ver que há um acolhimento especial em relação às pessoas privadas de liberdade. Não devemos perder nossa humanidade nunca e o trabalho que está sendo desenvolvido aqui ajuda muito. Ressocializar é o caminho. Parabéns a todos os responsáveis que proporcionou esse momento e obrigada por me acolherem tão bem. E o que depender do Estado vamos agir para assistir cada vez mais essa população”, afirma. 

A coordenadora do Centro Estadual de Referência LGBT+ Thina Rodrigues, Samilla Aires, agradece o convite. “Ver vocês sendo tratadas com respeito e dignidade, podendo vivenciar sua transexualidade é gratificante. Sou militante e do movimento social e é confortante ver que isso está se tornando uma realidade. Nossa luta em conquistar um espaço para essa população e privada de liberdade está sendo bravamente respeitada pela direção e nesta unidade”, conclui. 

A interna da Unidade Prisional Irmã Imelda Lima Pontes (UP-Imelda), cujo nome social é Yasmin Rodrigues, fala sobre sua experiência como trans. “Mesmo estando privada de liberdade, posso afirmar que aqui somos respeitadas pelo que somos. Ainda temos muito que lutar e conquistar diante da sociedade, por isso é fundamental discutir sobre o assunto para que as pessoas possam compreender mais sobre a nossa realidade e as dificuldades que enfrentamos para sermos aceitas”, afirma.