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Comitê Internacional da Cruz Vermelha promove curso sobre “Regras de Mandela” para alunos do curso de formação da Polícia Penal do Ceará

Comitê Internacional da Cruz Vermelha promove curso sobre “Regras de Mandela” para alunos do curso de formação da Polícia Penal do Ceará

A Secretaria da Administração Penitenciária e Ressocialização, por meio da Escola de Gestão Penitenciária e Formação para a Ressocialização (EGPR), em parceria com o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), promoveu o curso “Regras de Mandela” como parte da grade curricular do curso de formação da Polícia Penal do Ceará. A capacitação foi realizada para 320 alunos e teve carga horária de 8 horas/aula, distribuídas entre três turmas manhã e tarde, na Unidade Prisional de Horizonte.

A formação teórica proporcionou aos futuros profissionais uma reflexão sobre os desafios práticos da gestão penitenciária. O objetivo principal do curso é aprofundar o entendimento sobre as Regras de Mandela, que garantem o respeito aos direitos humanos no sistema prisional. A capacitação também se concentra na construção de uma execução penal fundamentada na dignidade humana e voltada para a reintegração social dos detentos, além de valorizar o papel dos servidores da segurança penitenciária.

Outro foco importante do curso é fornecer ferramentas essenciais para que os profissionais exerçam suas funções com excelência, promovendo um ambiente de tratamento digno da população penal e prevenindo qualquer forma de violência no sistema carcerário.

A coordenadora da Escola de Gestão Penitenciária e Formação para a Ressocialização (EGPR), Tereza de Castro, ressalta a importância da parceria com a Cruz Vermelha. “Essa parceria entre o Comitê Internacional da Cruz Vermelha e a SAP já existe há algum tempo. Eles sempre são nossos companheiros fazendo visitas às unidades. E agora, na formação dos novos policiais penais, não poderia ser diferente: a gente fez um convite para que eles fizessem uma explanação sobre o trabalho deles, que é um trabalho humanitário. E é essencial na formação humana do futuro policial penal, com relação ao tratamento com os presos nas unidades prisionais e todo o conhecimento que eles têm em relação ao trato com pessoas, com seres humanos”, concluiu. 

A coordenadora adjunta do departamento de Proteção do CICV, Patrícia Badke, comemora mais um curso ministrado. “Não é a primeira vez que a gente faz uma formação com policiais penais, mas a diferença agora, eu acho que o grande diferencial dessa atividade, é que são para pessoas que estão entrando no sistema, ainda num curso de formação, e que estão tendo a oportunidade de se deparar com as regras mínimas das Nações Unidas para o tratamento das pessoas privadas de liberdade. Isso traz uma nova visão, uma nova motivação, entendendo o papel do policial penal não só na parte da segurança, mas também o papel social da ressocialização, vindo com uma nova cabeça. Então, eu acho que é um agradecimento à SAP pela confiança, por ter nos convidado a ser parte desse curso de formação, podendo dar um módulo que conte um pouco mais sobre essas normas e regras, sobre os princípios mínimos que existem. A nível internacional, como deve ser o tratamento da pessoa privada de liberdade, também de uma gestão prisional em busca de sistemas prisionais cada vez mais humanos, que pensem no sistema como um todo e na melhoria das condições de detenção e do tratamento das pessoas privadas de liberdade, cada vez em busca de uma evolução”, atenta. 

O aluno do curso de formação da Polícia Penal do Ceará, Gerry Pinto, fala sobre a experiência da aula. “Está sendo um momento ímpar, estar ao lado de pessoas renomadas que realizam um trabalho internacional de grande importância para toda a sociedade. Eles desempenham aqui um papel muito humano, pois, apesar de estarmos lidando com pessoas privadas de liberdade que cometeram diversos crimes, elas continuam sendo seres humanos. O papel principal desse aprendizado é nos ensinar a olhar de forma diferente, sempre observando e, principalmente, tornando nosso ambiente de trabalho o mais humano possível, tanto para nós, quanto para aqueles que estão sob nossa responsabilidade, como futuros policiais penais”, afirma. 

A aluna do curso de formação da Polícia Penal do Ceará, Jessica dos Santos, comenta sobre o assunto abordado no curso. “Tem sido uma experiência única. Estamos tendo acesso a palestras que, como civis, não teríamos oportunidade de participar. Em relação ao Comitê Internacional da Cruz Vermelha, hoje estou conhecendo o trabalho deles e tem sido uma experiência muito interessante. É algo inovador, pois eu não conhecia esse trabalho antes, e vejo que no nosso dia a dia vai nos ajudar bastante. Os presos têm todos os direitos garantidos, que precisam ser respeitados, e isso nos auxiliará a tratá-los melhor, oferecendo um trabalho mais digno, garantindo também que seus direitos e garantias sejam assegurados”, disse.