Vacinação

SUS dispõe de vacina Pneumo 20 no Ceará; confira quem pode receber e onde encontrar

#Pneumo20#pneumocócica 20-valente#Vacinação
SUS dispõe de vacina Pneumo 20 no Ceará; confira quem pode receber e onde encontrar
Texto: Jessika Sampaio
Fotos: Fátima Holanda, Jessika Sampaio e arquivo pessoal

A vacina pneumocócica 20-valente, conhecida como Pneumo 20, já está disponível no Ceará pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O imunizante, antes mais restrito à rede privada, passa a integrar a rotina de vacinação infantil e amplia a proteção contra doenças causadas pelo pneumococo, bactéria associada a diversas infecções.

A Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) recebeu o primeiro lote, com cerca de 30 mil doses, e realizou a distribuição inicial aos municípios cearenses desde 1º de junho. A vacina está disponível nas unidades básicas de saúde, conforme a organização de cada município, e também nas unidades de vacinação dos Vapt Vupt Antônio Bezerra, Messejana, Papicu e Parangaba.

Vacina ofertada pelo SUS protege contra 20 sorotipos do pneumococo, bactéria associada a doenças que podem causar internações, sequelas e óbitos

De acordo com a coordenadora de Imunização da Sesa, Ana Karine Borges, a chegada da Pneumo 20 ao SUS representa uma atualização importante no calendário vacinal, acompanhando o cenário epidemiológico e a circulação de sorotipos da bactéria que podem causar doenças graves.

“Quando o SUS incorpora uma vacina como a Pneumo 20, amplia o acesso a uma tecnologia que protege contra mais sorotipos do pneumococo. O objetivo é prevenir doenças pneumocócicas que podem evoluir para meningite, pneumonia, otite, sepse e óbito, especialmente em crianças menores de 5 anos e idosos, que são grupos de maior risco”, explica.

A vacina passa a ser ofertada na rotina para crianças menores de 5 anos que ainda não completaram o esquema vacinal recomendado. Neste primeiro momento de transição, o esquema infantil prevê a aplicação da Pneumo 20 aos 2 meses de idade, da Pneumo 10 aos 4 meses e da Pneumo 20 novamente como reforço aos 12 meses.

Crianças que já iniciaram o esquema com vacinas pneumocócicas anteriores ou que estão com doses em atraso devem ser avaliadas pela equipe de vacinação. A orientação é que pais e responsáveis levem a caderneta da criança para que o profissional de saúde indique a dose correta.

“É importante que as famílias aproveitem também o período de férias escolares para levar as crianças às salas de vacinação e atualizar a caderneta”, orienta Ana Karine.

Proteção mais ampla

A Pneumo 20 protege contra 20 sorotipos da bactéria Streptococcus pneumoniae, conhecida como pneumococo. Esses diferentes tipos da bactéria podem causar desde infecções mais comuns, como otite e sinusite, até quadros graves, como pneumonia, meningite e infecções generalizadas.

Na prática, a ampliação da cobertura significa que a vacina passa a proteger contra mais sorotipos em comparação com imunizantes pneumocócicos anteriores. Com a oferta pelo SUS, essa proteção também chega de forma gratuita às famílias que dependem da rede pública para manter a caderneta de vacinação das crianças em dia.

Foi o caso da moradora de Maracanaú, Natália Cavalcante, que levou a filha, Maya Cavalcante, de 1 ano, para receber a Pneumo 20. Para ela, a oferta gratuita do imunizante facilita o acesso das famílias à proteção.

“É muito bom o SUS disponibilizar vacinas que nem sempre são acessíveis para todas as famílias. Assim, todos os bebezinhos podem ficar imunizados. Fiquei muito feliz e satisfeita porque a Maya pôde receber essa vacina e ficou mais protegida. Foi tudo muito tranquilo, desde a aplicação até o pós-vacina”, conta.

Quem pode receber a Pneumo 20

Pneumo 20 protege contra 20 sorotipos do pneumococo, bactéria associada a doenças que podem causar internações, sequelas e óbitos

Na rotina infantil, a vacina é indicada para crianças menores de 5 anos, conforme avaliação da caderneta de vacinação.

Além da vacinação de rotina, a Pneumo 20 também está indicada para grupos com condições clínicas especiais. Nesses casos, o acesso ocorre por meio da Rede de Imunobiológicos Especiais e dos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (Crie). No Ceará, quatro Crie atendem essa população.

Podem ser contempladas pessoas com condições clínicas específicas, como pacientes com diabetes e outras doenças crônicas, além de idosos acamados ou institucionalizados, conforme avaliação de cada caso. A orientação da Sesa é que o paciente converse com o médico que já realiza o acompanhamento. A partir da solicitação médica, a sala de vacina poderá encaminhar o pedido pela rede de imunobiológicos especiais.

Onde procurar

Na rotina infantil, a vacina é indicada para crianças menores de 5 anos, conforme avaliação da caderneta de vacinação.

Além da vacinação de rotina, a Pneumo 20 também está indicada para grupos com condições clínicas especiais. Nesses casos, o acesso ocorre por meio da Rede de Imunobiológicos Especiais e dos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (Crie), que são unidades do SUS responsáveis por ofertar vacinas e imunobiológicos para pessoas com condições de saúde específicas.

No Ceará, as vacinas estão disponíveis na Rede dos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (Crie): 

  • Hospital Infantil Albert Sabin (HIAS); 
  • Hospital Geral de Fortaleza (HGF); 
  • Hospital Regional Norte (HRN); 
  • Hospital Regional do Cariri (HRC). 

Para saber mais sobre os serviços ofertados pelos Crie, acesse:

Podem ser contempladas pessoas com condições clínicas específicas, como pacientes com diabetes e outras doenças crônicas, além de idosos acamados ou institucionalizados, conforme avaliação de cada caso. A orientação da Sesa é que o paciente converse com o médico que já realiza o acompanhamento. A partir da solicitação médica, a sala de vacina poderá encaminhar o pedido pela rede de imunobiológicos especiais.

Casos específicos

Além da vacinação infantil de rotina, a Pneumo 20 também pode ser indicada para pessoas com condições clínicas especiais, conforme a Nota Técnica nº 45/2026 do Ministério da Saúde. Entram nesse grupo, por exemplo, pessoas vivendo com HIV/aids, pacientes oncológicos, transplantados, pessoas com imunodeficiências, fibrose cística, doenças renais crônicas, pneumopatias crônicas, asma persistente moderada ou grave, cardiopatias, hepatopatias, doenças neurológicas crônicas incapacitantes, diabetes e outras condições previstas na orientação técnica.

Nesses casos, a vacinação não ocorre como livre demanda para toda pessoa com doença crônica. A indicação deve ser avaliada conforme a condição de saúde, a idade e o histórico vacinal de cada paciente. A orientação é que a pessoa converse com o profissional que já realiza o acompanhamento para verificar se há indicação da vacina e, quando necessário, solicitar o encaminhamento pela Rede de Imunobiológicos Especiais (Rie) ou pelos Crie.

Histórico da vacinação pneumocócica no Brasil

A vacinação contra o pneumococo no Brasil começou pelo PNI em 1992, com a vacina pneumocócica 23-valente polissacarídica, voltada a grupos com condições clínicas específicas atendidos nos Crie.

Em 2003, a vacina pneumocócica conjugada 7-valente foi incorporada ao Crie. Em 2010, a Pneumo 10 passou a fazer parte do Calendário Nacional de Vacinação das crianças. Em 2019, a Pneumo 13 foi incorporada para grupos especiais. Agora, em 2026, a Pneumo 20 passa a integrar o SUS, ampliando a proteção contra um número maior de sorotipos da bactéria.