CPCães da PMCE celebra 50 anos de história, dedicação e parceria em prol da segurança pública do Ceará

Uma conexão que une companheirismo, respeito mútuo e compromisso com a missão de servir e proteger a sociedade
“Lealdade”, essa é a palavra que resume a essência da amizade entre o policial e o cão, conforme destaca a comandante da Companhia de Policiamento com Cães (CPCães) da Polícia Militar do Ceará, capitã Maria Freitas. “É uma amizade construída sobre o compromisso inabalável de seus militares e de seus cães de serviço que, juntos, dedicam suas vidas à proteção da população, honrando diariamente a missão da Polícia Militar do Ceará”.

Há cinco décadas, os agentes caninos prestam apoio em ações de combate à criminalidade e na preservação da ordem pública. Neste dia de 26 de junho, a CPCães completa 50 anos de uma existência marcada pela excelência operacional e pela parceria entre policiais militares e cães. Em homenagem a esta data especial, a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS-CE) celebra todos aqueles que fizeram e fazem parte dessa trajetória.
A história do CPCães
A Companhia de Policiamento com Cães (CPCães) iniciou em junho de 1976, na sede do então 4° Batalhão da Polícia Militar (4º BPM), por meio de uma doação de oito cães da raça pastor alemão feita pelo 23° Batalhão de Caçadores do Exército Brasileiro. Na ocasião, o canil passou a desempenhar as ações de cães da Polícia Militar do Ceará. Atualmente, a unidade pertence ao Batalhão de Policiamento de Choque (BPChoque) da PMCE.

O policiamento com cães, através da especialidade de faro de entorpecentes, a 4ª Companhia do Batalhão de Polícia de Choque (CPCães), como é conhecida, tem atuação em todo o estado e é um importante recurso de apoio às patrulhas na detecção de drogas e armas de fogo, com apreensões relevantes.
Uma companhia feita por mãos e patas
Mais do que uma estrutura operacional, a CPCães representa a união entre homem e animal em uma colaboração construída sobre confiança, disciplina e lealdade. Conforme a comandante do canil, capitã Maria Freitas, ao longo desses 50 anos, a CPCães evoluiu significativamente em estrutura, capacitação e técnicas de emprego operacional. “Houve investimentos na qualificação dos policiais militares, na modernização dos métodos de treinamento, na ampliação das modalidades de atuação dos cães, como faro de narcóticos, explosivos e armas. Também temos uma nova área de busca e captura com cães, além da aquisição de equipamentos que tornaram o serviço mais eficiente”, destaca.

Ao lado de seus condutores, os cães desempenham missões fundamentais, atuando na detecção de substâncias ilícitas e diversas operações que exigem técnica e precisão. A unidade também fortaleceu sua integração com outras forças de segurança dentro e fora do estado cearense. “Operamos em grandes eventos internacionais e ampliamos a participação da CPCães em grandes operações, auxiliando nas visitas de autoridades nacionais, como as visitas do Presidente da República ao estado”, comenta a comandante.
Orgulho em fazer parte
Ao longo de sua trajetória, o canil tornou-se símbolo de eficiência, disciplina e trabalho em equipe. Para a capitã Maria Freitas, fazer parte da história do Canil da PMCE é motivo de grande orgulho e também de grande responsabilidade. “São anos de dedicação e compromisso com a segurança daqueles que são o motivo maior da existência da companhia, o Cão. Integrar uma unidade tão tradicional significa honrar o legado daqueles que construíram essa trajetória e, ao mesmo tempo, contribuir para que ela continue sendo referência em excelência operacional e social”.
Os agentes caninos
Ferramenta fundamental no policiamento especializado, os cães, com seu faro altamente desenvolvido e sua capacidade de atuação, aumentam significativamente a eficiência das operações. Seja na localização de drogas, armas, explosivos, pessoas foragidas em matas, os agentes caninos possuem importante efeito preventivo e de dissuasão, reforçando a presença policial e contribuindo para a segurança da população.

Para escolher os cães que irão integrar a unidade, algumas características são observadas. A seleção dos cães considera fatores como saúde, temperamento equilibrado, coragem, sociabilidade, instinto de trabalho, capacidade de aprendizagem e aptidão física. Após a seleção, o animal passa por um rigoroso processo de treinamento juntamente com seu condutor. De acordo com a comandante, em média, um cão leva entre 8 e 18 meses para atingir o nível operacional, podendo variar conforme a especialidade em que será empregado.
Treinamento especial
Os policiais militares e os agentes caninos passam por treinamento especializado. Criado há mais de 20 anos, o Curso de Cinotecnia é responsável pela formação de centenas de agentes de segurança. O treinamento tem o objetivo de transmitir todos os conhecimentos básicos necessários para tornar os alunos capazes de desenvolver funções de adestramento e condução de cães em ações e operações policiais para diversas missões de policiamento. Além dos policiais, os cães também passam constantemente por treinamentos para o desenvolvimento e aprimoramento da técnica de faro de explosivos e entorpecentes.

A CPCães busca investir continuamente na capacitação de seu efetivo, na atualização das técnicas de adestramento, na aquisição de novas tecnologias e na melhoria da infraestrutura. “Também pretende fortalecer o intercâmbio com outras instituições nacionais, buscando incorporar as melhores práticas para manter a unidade entre as referências em policiamento com cães no Brasil”, reforçou a capitã Maria Freitas.
Uma história que une gerações
Um legado passado de pai para filho. Esse é o caso do 2º Tenente da Reserva Remunerada (RR) da PMCE, Liberato, e do seu filho, cabo Brendo, que compartilham a missão de servir por meio do policiamento com cães. Durante três décadas, o tenente Liberato integrou a CPCães e acompanhou de perto a evolução da unidade, os treinamentos dos cães, as operações e o fortalecimento do trabalho desenvolvido pela companhia. “São trinta anos nessa companhia que, durante muitos anos, foi minha segunda casa. Mais da metade da minha vida foi vivida aqui dentro e ver meu filho dando continuidade a esse trabalho é uma grande emoção. Vai ficar marcado na minha memória essa passagem do cão que treinei para que o meu filho dê seguimento ao trabalho que tanto me orgulho de ter feito”, disse o tenente Liberato.

Anos depois, inspirado pelo exemplo vivido dentro de casa, o cabo Brendo seguiu os passos do pai e deu continuidade a essa história de serviço e dedicação. “Crescer vendo meu pai trabalhar na CPCães me influenciou na escolha de ser policial. Desde pequeno, eu já conhecia a companhia e acompanhava o trabalho realizado. E é uma honra pertencer e fazer parte dos cinquenta anos da unidade”, comentou o agente.
O orgulho de vestir a farda e os valores cultivados na rotina militar marcam a trajetória da família. Para o cabo Brendo, a principal lição passada pelo tenente Liberato é a humildade. “Ele é um exemplo de profissional e cidadão, e quero continuar esse legado dele na companhia”, aponta.

O amor e o vínculo da família com os cães também é destaque. “A ligação entre o condutor e o cão é importante para o serviço devido a questão de confiança e respeito entre os dois. Sempre no início do treinamento, é necessário criar um elo de amizade para que possamos atuar em conjunto da melhor forma. Esses animais são muito fiéis e nos retornam com muita parceria, carinho e cuidado, indicou o tenente.

Nesses 50 anos de história, a vida de inúmeros profissionais se entrelaçam à própria história da corporação. Sejam nas conquistas operacionais da companhia ou no sucesso dos profissionais que a compõem, por isso, a SSPDS parabeniza a CPCães e todos os agentes de segurança pública, ser humano e cão, que constroem juntos uma unidade que atravessa gerações.