Sistema prisional

SAP participa de encontro promovido pelo Tribunal de Contas da União para deliberar ações integradas de combate ao crime organizado

SAP participa de encontro promovido pelo Tribunal de Contas da União para deliberar ações integradas de combate ao crime organizado
Texto: Cleo Santana
Fotos: Helly Filho

A Secretaria da Administração Penitenciária e Ressocialização do Ceará (SAP) participou,  nos dias 28 e 29 de abril, da oficina “Sala de Guerra”, realizada em Brasília, no âmbito da Auditoria sobre o sistema prisional conduzida pelo Tribunal de Contas da União (TCU). A iniciativa foi coordenada pela Diretoria de Fiscalização de Ações Estratégicas de Segurança Pública (DIASP), vinculada à Unidade de Auditoria Especializada em Defesa Nacional e Segurança Pública (AudDefesa).

O titular da SAP, Mauro Albuquerque, esteve presente no encontro, que reuniu representantes de diversas instituições estratégicas do sistema de justiça e segurança pública no país. A auditoria que trouxe o “Eixo Cadeia de Comando” tem como principal objetivo aprimorar a capacidade do Estado brasileiro de prevenir e neutralizar a atuação criminosa dentro das unidades prisionais com conexão fora dos recintos carcerários.

O secretário da Pasta expressou a relevância do projeto para o fortalecimento da segurança pública e resolutividade de desafios do sistema prisional brasileiro. “Hoje nós do sistema prisional fomos ouvidos para poder decidir e construir soluções para o sistema prisional. É muito importante essa iniciativa do TCU e a participação de todos os  presentes, assim como essa linha de soluções proposta durante o encontro. Essa ação do TCU de abrir diálogos para poder resolver problemas sistêmicos e estruturais no sistema prisional é um papel muito importante para o combate ao crime organizado dentro das unidades prisionais, para a segurança pública e para devolver um serviço de qualidade para a nossa população. Força e honra sempre”, relatou.

Durante a atividade, foram analisados mecanismos pelos quais lideranças criminosas, mesmo privadas de liberdade, tentam coordenar ações ilícitas fora das unidades prisionais. O momento proporcionou uma discussão integrada, no qual diferentes órgãos compartilham informações, identificam vulnerabilidades e constroem soluções conjuntas para enfrentar esse desafio.

O auditor do TCU e diretor da Área de Fiscalização das Atividades Estratégicas de Segurança Pública, Rafael de Nunes, frisou a importância da ação para a construção de soluções integradas no enfrentamento ao crime organizado no Brasil. “Quando a gente está falando sobre a capacidade de poder fazer um combate à criminalidade organizada, necessariamente a gente precisa trazer para uma mesma localidade todas as instituições que atuam nessa temática para que elas, em tempo real, discutam, tragam suas percepções dos problemas e potenciais soluções. E, com isso, a gente consiga economizar muito tempo em entender o problema, às vezes, identificar quem já resolveu aquele problema e poderia ser usado como uma boa prática e identificar um problema que tem uma lacuna maior e que precisaria de ter um tratamento em nível federal, seja no nível de fomento, diretriz ou alguma das outras metodologias”, compartilhou.

O evento também alinhou estratégias para interromper comunicações ilícitas, nesse contexto, foram debatidas ações coordenadas entre as instituições, com foco no fortalecimento da gestão prisional e na formulação de medidas que possam ser replicadas em todo o território nacional.

Participaram da oficina representantes do Departamento de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e do Sistema de Execução de Medidas Socioeducativas do Conselho Nacional de Justiça (DMF/CNJ), da Coordenação de Segurança Prisional do Conselho Nacional do Ministério Público (CSP/CNMP), do Ministério Público Federal (MPF), da Secretaria Nacional de Políticas Penais do Ministério da Justiça e Segurança Pública (SENAPPEN/MJSP), além de secretarias estaduais de administração penal ou órgãos equivalentes dos estados de São Paulo, Bahia, Pernambuco, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro.

Também estiveram presentes membros dos Ministérios Públicos Estaduais, com promotores que atuam na área de execução penal, e representantes da Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL), reforçando o caráter interinstitucional da iniciativa.