Institucional

Novos fiscais ambientais assistem palestra sobre Programa Fumaça Negra

Os novos servidores públicos da Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace), lotados na Coordenadoria de Fiscalização, assistiram na tarde desta segunda-feira, 20, uma apresentação do Programa de Combate à Fumaça Negra, desenvolvido pelo Núcleo de Análise e Monitoramento (Nuam) da autarquia, que tem como objetivo fiscalizar a emissão gasosa proveniente dos veículos movidos a diesel. O palestrante foi Francisco de Oliveira, coordenador do programa.

Oliveira explicou deste o surgimento da ação, em 1990, quando o Fumaça Negra nasceu em virtude do grande número de denúncias que chegava à Semace, no tocante à poluição gerada pelos transportes coletivos urbanos e intermunicipais. No início, o coordenador informou que as vistorias eram feitas apenas com intuito de orientar e conscientizar os proprietários das frotas. Em seguida é que as blitze passaram a ter caráter punitivo a atender a toda a frota de carros do ciclo diesel.

A metodologia utilizada foi bem detalhada. Oliveira falou o passo a passo do trabalho da equipe que faz o trabalho. “Os veículo são parados em uma blitz. Em seguida, o motorista é orientado a acelerar para que o técnico da Semace constate o índice de emissão de fumaça que o veículo está lançando”, informou.

A aferição é feita com base na escala de Ringelmann Reduzido, que consiste em cinco colorações, variando do cinza claro ao preto total. Os padrões 1 e 2, correspondem a 20% e 40%, permitidos por lei. Já os outros três padrões, indicam 60%, 80% e 100% de emissão de fumaça negra, estando fora dos padrões estabelecidos pela legislação. Nesses casos, os proprietários recebem um auto de infração, cuja multa varia de R$ 1.060,03 a R$ 4.240,12. Caso o veículo seja levado regulado para uma nova vistoria na Semace, dentro do prazo de 15 dias, a contar da autuação, esse valor cai pela metade.

Para finalizar, Oliveira apresentou dados estatísticos das condições dos carros no início do programa e atualmente. Em 1990, 34,5% dos carros vistoriados estavam fora dos padrões. Já em 2009, esse número caiu para 4,2%.

Fhilipe Augusto
Assessoria de Comunicação
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