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Semace mantém projeto de centro de triagem para animais silvestres

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Semace mantém projeto de centro de triagem para animais silvestres

Imagem virtual da  fachada do CetrasO projeto do Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetras) da Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace) segue o cronograma estabelecido, mesmo durante o decreto estadual de isolamento social. A informação foi dada, nesta segunda-feira (13) pelo superintendente da autarquia, Carlos Alberto Mendes, depois de assegurado o trabalho remoto dos servidores e dos profissionais do escritório contratado para elaborar o projeto do centro.
 
O Cetras será construído em terreno de 50 mil metros quadrados destinado pela Prefeitura do Crato, localizado na rodovia CE-292, no Sítio Batateiras. O complexo será composto por dez prédios, totalizando 5,4 mil metros quadrados de área construída. O equipamento terá estrutura para receber animais silvestres resgatados de situações de ameaça, abandono ou maus tratos de todo o estado. Depois de acolhidos e tratados, poderão ser devolvidos à natureza.

Licitação e obra

De acordo com o superintendente, a manutenção do cronograma inicial permite iniciar a obra até o final do ano. “A equipe da Semace analisa de casa os produtos apresentados pela empresa projetista”, explicou. “Temos a perspectiva de abrir o processo de licitação da obra até o final deste semestre”, adiantou. O sistema de trabalho à distância também mantém a recepção e tramitação de processos, mesmo durante a pandemia, que forçou o isolamento social.

Saiba mais

O Cetras capacitará o estado a realizar o manejo da fauna silvestre, no que se refere à recepção, identificação, marcação, triagem, avaliação, recuperação, reabilitação e destinação de animais protegidos por legislação específica.
 
Será dotado de recintos de reabilitação para mamíferos e primatas, com a finalidade de proporcionar um ambiente mais próximo do natural, favorecendo a adaptação e a reabilitação dos animais no período pré-soltura.
 
Os animais poderão ser provenientes de ações fiscalizatórias, resgates ou entregas voluntárias de particulares.
 
O equipamento terá corpo de profissionais formado biólogos, médicos veterinários, zootecnistas e tratadores.
 
A estrutura também permitirá a realização e o apoio de pesquisas científicas, projetos de ensino e de extensão.