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Instituições se reúnem para alavancar produção de energia limpa no Ceará

Instituições se reúnem para alavancar produção de energia limpa no Ceará

Qua, 28 de outubro de 2015, 9h05

Diversas instituições públicas e privadas ligadas ao setor de geração de energia sustentável se reuniram na manhã desta terça-feira (27), no Palácio da Abolição, em Fortaleza, para discutir ações que resultem no crescimento produtivo no Ceará. Discutiu-se, também, a elaboração do Plano Estadual de Energia, que visa explorar potenciais e resolver os gargalos do setor no estado.

Responsável por conduzir os diálogos entre os participantes, o governador Camilo Santana falou da felicidade de estar podendo reunir os mais variados segmentos que englobam o setor de geração de energia no estado para discutir melhorias e avanços na área. Santana ratificou o emprenho de seu governo em colaborar a impulsionar a produção energética no Ceará.

O titular da Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace), José Ricardo Araújo, disse que a autarquia está preparada para contribuir com o avanço do Estado no cenário nacional na geração de energia limpa. “A Semace é a responsável pelo licenciamento da grande maioria desses empreendimentos. Nós possuímos um corpo técnico bastante qualificado e experiente que analisa com critério todos os pedidos de licença ambiental para usinas eólicas, solares”, destacou Araújo.

Durante a reunião, em alguns momentos levantaram a questão do tempo que o licenciamento ambiental desses projetos leva. Porém, o superintende da Semace afirmou que isso ocorre por se tratar de atividades que demandam a elaboração, por parte do empreendedor, de estudos ambientais mais complexos, já que envolvem grandes áreas e com relevância ambiental. Além disso, uma série de documentos são solicitados para garantir a legalidade do processo, a exemplo das anuências de outros órgãos. A análise feita pelo corpo técnico da autarquia também é feita de maneira minuciosa. Essa série de fatores faz com que, muitas vezes, necessite-se de um período maior.

“Para se ter uma ideia, em empreendimentos de geração de energia solicitamos que apresentem à Semace um EIA/Rima (estudo de impacto ambiental e seu respectivo relatório), que é o mais completo. Esse levantamento é demorado pela variedade de temas abordados. Após nos entregarem, temos que esperar 45 dias para apresentá-lo à comunidade afetada durante uma audiência pública. Em seguida é que nós faremos um parecer técnico e enviaremos ao Coema (Conselho Estadual do Meio Ambiente) para que ele aprove ou não a emissão da licença”, concluiu Araújo detalhando uma das fases do processo de licenciamento ambiental.

Estiveram presentes na reunião representantes das secretarias da Infraestrutura, Desenvolvimento Econômico, Meio Ambiente, Ciência Tecnologia e Educação Superior; de órgãos federais como o Ministérios das Minas e Energia, ANEEL, Chesf e Eletronorte; entidades de classe como a FIEC, APRECE, Fecomércio e CDL, além de instituições e empresas ligadas ao setor energético.

Fhilipe Augusto
Assessoria de Comunicação da Semace
Twitter: @Semace
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